Interlagos sem sal e um equilíbrio há muito não visto: com vitória de Vettel, quatro pilotos podem faturar o campeonato em Abu Dhabi no próximo domingo
7 nov
Há muito não havia um GP Brasil de Fórmula 1 tão sem graça. Confesso: torci pelo Alonso (como o faço desde a morte de Ayrton Senna) e senti pelo asturiano não ter conseguido o título por antecipação na penúltima prova da temporada. A dobradinha da RBR foi, novamente, o óbvio do óbvio do que já vem acontecendo desde o início do ano. Nem na época Senna-Prost (ganhando praticamente todas as poles, voltas mais rápidas e vitórias com as imbatíveis McLaren-Honda) a coisa foi tão monótona assim. Sebastian Vettel faturou mais uma e o desprestigiado Mark Webber terminou em segundo lugar. A RBR deu a César o que era – de fato – de César, ou seja, não usou artifícios ofensivos ao esporte, não fez jogo de equipe pró-Webber, o que, a essa altura do campeonato, foi um tiro no escuro que pode atingir o próprio pé da RBR daqui a uma semana, em Abu Dhabi. Caso Webber houvesse ganhado os 25 pontos que Vettel faturou chegando em 1º lugar, estaria a apenas 1 pontinho de Fernando Alonso, atual líder com 246 no total. Na situação atual, temos: Fernando Alonso (246), Mark Webber (238), Sebastian Vettel (231) e o inglês Lewis Hamilton com 222 pontos, os 4 únicos que podem faturar o título de 2010. Apesar da superioridade titânica da RBR em relação a todas as outras equipes, ainda aposto todas as fichas na frieza e no talento de Alonso. //// PROVA SEM SAL – Atipicamente, a corrida de Interlagos foi uma das piores do ano, sem grandes pegas, sustos, chuva ou qualquer tempero que o valha que pudesse trazer alguma emoção para a prova. Nico Hülkenberg, alemão que colocou a Williams na Pole Position, não conseguiu manter a posição nem por 15 segundos. Foi ultrapassado pelo foguete de Vettel que somente se preocupou em manter uma distância confortável do seu companheiro de equipe (Webber) e mais ainda de Alonso, que brilhou com um inteligente 3º lugar. Lá pra trás, uma salada de ultrapassagens sem valor, retardatários atrapalhados, trocas de pneus sem estratégia definida, Schumacher apagadão e o pior: Barrichello e Massa fazendo talvez as suas piores apresentações do ano! Rubinho teve um pneu furado e Felipe Massa (mais uma vez sofrendo a maldição do Pit Stop mal feito pela Ferrari…) saiu e voltou aos boxes quatro vezes, tendo que retornar numa delas por causa de uma porca de roda mal apertada… A prova, outra vez, definiu-se com três cores de carroceria: o azul marinho da Red Bull, o vermelho Ferrari e o prata da McLaren (mais coadjuvante do que nunca). O resto? Meros cumpridores de tabela. Que saudade de grids históricos com Ayrton Senna, Nelson Piquet, Prost, Mansel, Berger e cia limitada. //// O QUE TEREMOS? Pela inconstância de resultados da McLaren e RBR (principalmente desta última que já teve o título nas mãos e corre o risco de perdê-lo no próximo domingo) e pelo talento nato do Fernando Alonso (piloto que sagrou-se bicampeão de Renault em cima da poderosa Ferrari de Michael Schumacher – e que é a maior estrela desde 1º de maio de 1994), torço pelo espanhol, piloto que melhor soube aproveitar em 2010 as oportunidades que teve e aí está, na situação mais confortável. (Foto: divulgação)




Uma corrida de 24 horas de duração decidida pela ínfima margem de 0.167 segundo e com os quatro primeiros colocados terminando na mesma volta. Foi assim a 47ª edição das “24 Horas de Daytona”, na qual a Porsche obteve sua 21ª vitória na classificação geral desta prova. O Porsche-Riley vencedor foi inscrito pela Brumos Racing, pilotado pelo quarteto formado pelos norte-americanos David Donohue, Darren Law e Buddy Rice e pelo espanhol Antonio Garcia.