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Às 2:07

Fecharam a rua do ´espetinho´ e o trânsito ferveu…

10 dez

Caos – Prova inconsteste da dependência de apenas uma via ocorreu no início desta semana em Maceió e os alagoanos sofreram com o congestionamento ocorrido no início desta semana, segunda e terça-feira (6 e 7/12). O motivo? A Rua Miguel Alcides de Castro (perpendicular com a Av.Álvaro Calheiros que se posiciona entre o “QG” do Stella Maris e a Churrascaria Mister Grill, bairro de Mangabeiras), estava em obras. Como esta é a principal (e praticamente a única…) ligação desta avenida com o bairro de Jatiúca, instalou-se o caos pela orla, que ficou lotada e com tráfego lento até quase o Banco do Brasil da Av.Álvaro Otacílio (divisa das praias de Jatiúca e Ponta-Verde). Antes disso, o viaduto que desce do Jacintinho também parou. //// Hora de mudar – Todo o loteamento “Stella Maris” (traçado no fim dos anos ´70, portanto, há 40 anos) é fechado e dividido em duas partes: uma que se encontra com a Av.Álvaro Calheiros e outra que ´deságua´ na Rua do famoso Bar Maikai. No meio disso tudo há uma extensa e bonita praça que homenageia a estilista Vera Arruda, saudosa alagoana falecida precocemente. O trânsito nesse local sofre justamente pela carência de acessos, que precisariam ser abertos justamente nessas ruas (hoje) inexplicavelmente sem saída. O plano paisagístico do local previu – em 1970 – uma frota de veículos imensamente menor. Agora, apenas duas ligações nesse contexto: as ruas que passam pela frente (e por trás) do Restaurante New Hakata. Fora disso: gargalos que prejudicam. //// Momento de inércia polar - Filosofe comigo: porquê não abrir todos esses acessos?

Às 16:32

Nossas simpáticas carroças

21 out

O irresponsável carro chinês todo deformado

A expansão da América Latina como produtora e mercado de automóveis (e nela liderando o Brasil), justificou implantar negócio de testar segurança em veículos. Para isto somou-se tecnologia do sistema europeu NCap, entidades internacionais – a Federação Internacional do Automóvel (FIA); a uruguaia Fundação Gonzalo Rodriguez, a International Consumers Research and Testing (ICRT), com apoio do Banco Interamericano do Desenvolvimento, e da Proteste, brasileira e de congêneres da Argentina, Chile e Peru. Na prática submeterão a testes de impacto veículos nacionais e estrangeiros que intentem os mercados regionais. //// Vergonha – No Brasil não se fazem testes, pois a legislação nacional é influenciada pela indústria montadora. Cada fábrica os faz e apresenta os resultados ao Governo. Importados, idem. //// Modelo confortável mostrou seu perigo na primeira avaliação do LatinNCap formado para avaliar, dar informações sobre segurança veicular, e fomentar maior proteção aos usuários e redução dos custos públicos com danos físicos. Foram testados nove veículos de seis marcas, fabricados e vendidos na América Latina, e um chinês a caminho do Brasil. Resultado calamitoso: nenhum atinge o máximo de cinco estrelas, mesmo com a opção dos AirBags, as “almofadas de ar”. Resultados tão perigosos que nem a Toyota, com 4, melhor nota para o Corolla, pode anunciá-lo como seguro. Em colisão, os joelhos sofreriam ferimentos e no banco traseiro uma criança com três anos bateria a cabeça nas costas do banco do motorista. //// Atestado – Pior foi o chinês Geely CK1, sem conseguir nenhuma estrela. A carroceria é de tal modo deformável que nem com os AirBags os passageiros sobreviveriam a um impacto. A experimentação é feita com um choque a 64 km/h contra uma barreira fixa, tendo nos veículos, bonecos monitorados como se fossem pessoas. O Geely não passa no teste, mas pode ser vendido no Brasil! O Peugeot 207 (mesmo equipado com Airbags) não impediu de o peito do motorista bater no volante em colisões frontais, e os joelhos, pernas e pés se feririam até por ruptura no assoalho. Sem AirBag há risco de morte para o motorista e crianças, pois a carroceria não agüenta pressão de impactos. Bem vendidos, VW Gol e Fiat Palio tiveram resultados parecidos. Com AirBags, protegem a cabeça, mas no Palio há risco para o peito; e em ambos para os joelhos. No Gol piora, arriscando os pés do motorista. //// Carroças - A LatinNCap quer sensibilizar o Governo para tornar obrigatórios os AirBags e freios com sistema ABS (anti-travamento) previstos apenas para 2014. A despreocupação oficial quanto à obrigatoriedade destes equipamentos; o aproveitamento de partes antigas (plataformas, mecânicas, carrocerias) para fazer modelos apresentados como novos, embutem economias construtivas, e surpresas como rachadura no assoalho. A soma com desinteresse dos fabricantes em fomentar o uso dos equipamentos de segurança dá nos resultados de riscos e danos. E a constatação que o chinês é uma bomba ambulante, é o melhor exemplo da necessidade de um pré-exame nos veículos nacionais e importados, antes de colocados à venda – do estabelecer urgente de auditoria para aferir o nível de perigo dos veículos aqui vendidos. É uma das maiores conquistas para o consumidor brasileiro, e os resultados berram por exigências e definições imediatas. Não é para depois, em nome dos feridos, mortos e dos custos com previdência. (R.Nasser/F.Amorim – Foto: divulgação)

Às 1:22

Ajude a salvar o MUSEU DO AUTOMÓVEL DE BRASÍLIA!

5 set

Caros amigos internautas, o MUSEU DO AUTOMÓVEL DE BRASÍLIA (espaço de preservação histórico cultural nacional), que tem como curador o jornalista e advogado Dr.Roberto Nasser, está ameaçado de fechamento caso não se reverta a decisão da Secretaria de Patrimônio da União em ceder o espaço ao Ministério dos Transportes. Se você se preocupa com a questão da cultura e história do Brasil e também compartilha a paixão pelos carros antigos, peço a sua colaboração para assinar uma Petição Pública em favor dessa causa, que tem como prazo limite de execução o dia 30 de setembro de 2010. Basta acessar o link abaixo e colocar a sua assinatura. http://www.peticaopublica.com/PeticaoVer.aspx?pi=apoiomab

Grande abraço e obrigado pela atenção,

Fábio Amorim

fabioamorim@gazetaweb.com

Às 17:04

As coisas perderam a alma…

27 ago

Da época em que caminhão era ´cegonha...´

 Hoje, feriado aqui em Maceió. O trânsito está livre como um pássaro. Remexendo nas gavetas virtuais…, uma cena linda dos anos 50, tempo no qual as coisas aconteciam com arte e sem pressa. Eis a bela imagem que eu não sei nem de quem é, por isso a ausência do crédito.

Às 16:54

Concessionárias se unem em solidariedade aos alagoanos desabrigados

24 jun

Antecipando-se à todas as ações, desde o primeiro instante da tragédia ocorrida aqui no nosso Estado, a concessionária Ford Cycosa (uma das maiores parceiras do Grupo Arnon de Mello) tomou a frente e já está ajudando as vítimas das chuvas. Por iniciativa de seus diretores Daniel Accioly e Mário Bandeira, a empresa divulgou comunicado na imprensa local e está servindo como central de arrecadação de donativos aos desabrigados. Além das doações da sociedade em geral, os próprios funcionários da Cycosa estão empenhadíssimos na ajuda. Não bastasse isso, a empresa também está destinando R$ 500,00 do lucro de cada carro novo ou seminovo para os alagoanos em dificuldade. Bela iniciativa. //// Mais – No mesmo pique, o Sincodiv-AL (Sindicato dos Concessionários de Veículos do Estado de Alagoas), atualmente presidido por Paulo Patury (Via France Citroën), também se empenha em colaborar com as vítimas das enchentes. Unidos, arrecadam alimentos, água e outros produtos de primeira necessidade que serão doados até amanhã, após serem devidamente destinados pelo Corpo de Bombeiros. //// Outra – A Nagoya, revenda Mitsubishi em Maceió, também enviou comunicado prestando-se a arrecadar donativos. Abriu espaço denominado “Nagoya Solidária”, onde aguarda água, alimentos não perecíveis e agasalhos para as vítimas.

Às 16:11

Fazer o seguro geral do carro: para quê? >> Para sua tristeza, D.Maria das Graças viu pela janela o astuto ladrão levando a sua Parati zero quilômetro…

19 jun

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 O conto que digo agora, numa prosa despreocupada, fez de D.Maria das Graças, uma triste mulher endividada. Se duvidas o que eu vou contar, peço atenção às linhas que seguem, pois você não vai acreditar. Chamava-se Marias das Graças e Lima, mulher de fé inabalável. Alta, esguia, médica por vocação. Tomou coragem e financiou seu sonho a perder de vista. Umas 60 prestações. Toda enfeitada e com vestido novo, inaugurou sua VW Parati lá pelas bandas do Recife, cidade com alto índice de roubos e furtos de veículos. Estacionou em Shopping chique, empinou o nariz e saiu feliz da vida a passear numa tranqüila tarde de sábado. Subiu pela escada rolante e, após cinco minutinhos de separação, quis rever o seu sonho de lata. Pela janela do estabelecimento, um susto: um bandido sorridente invadindo calmamente sua Parati zero quilômetro, ainda com os plásticos nos bancos. Havia programado fazer o seguro geral depois…  Se arrependeu. Levaram o seu carrão, sem dó nem piedade. E não houve queixa e empenho de Delegado que dessem jeito. Fora roubada. Cretinamente furtada sem direito a defesa. E o pior, a financeira não perdoou a dívida e D.Maria das Graças, mulher decente que era, quitou o carnê até a última prestação. Nesse dia, dizem os amigos mais íntimos, veio até Maceió e mandou fixar placa de carro (réplica que mandou fazer da Parati roubada) aos pés da Virgem dos Pobres, para que bobeira como essa jamais voltasse a acontecer. //// FATO VERÍDICO – Parece brincadeira, mas a historinha acima é real. Conheço essa mulher. Já diluiu a tristeza e hoje ri do fato. Muitas pessoas ainda priorizam equipar um veículo a fazer uma apólice de seguro. E isso é um perigo, pois, ao contrário do que eu pensava, fatos assim são comuns em Alagoas. Djaildo Costa de Almeida, Diretor da Jaraguá Seguros, em Maceió, relembra fato ocorrido dentro da própria família: “Casa de ferreiro, espeto de pau”, brinca, relembrando que seu próprio irmão teve que quitar um modelo Fiat financiado que foi furtado poucos dias depois da compra. “Infelizmente, as pessoas pensam que isso jamais acontecerá com elas, mas, os números mostram o inverso disso. Fazer o seguro do veículo significa andar tranqüilo”, destaca Djaildo. Mesmo salgada, melhor pagar uma prestação pra si mesmo do que amargar – como D.Maria -, o dissabor de anos dedicados ao sorriso cínico do larápio… (Fábio Amorim / Ilustração: Marcelo San)

Às 21:03

Av.Fernandes Lima e seu atual trânsito insuportável

3 jun

Saudades dessa folga...

Saudades dessa folga...

São Paulo é aqui – Proporcionalmente, claro, Maceió vive dias difíceis de trânsito caótico. Ontem, aventurei-me pela Av.Fernandes Lima (no sentido Centro-Farol) às 17h40min. Nossa espinha dorsal rodoviária mais movimentada estava um caos! Parecia a ´Marginal do Tietê´ em dia de chuva na capital paulista. //// O motivo? – Nenhum. Nem uma colisão, nem uma ´blitz´, nem um semáforo quebrado…, apenas um número absurdo de automóveis em marcha lenta tentando, simplesmente, trafegar pela cidade. //// Por mais que se tente… – Fica difícil controlar a incoerência dos motoristas que, por exemplo, fecham os cruzamentos, maior absurdo e ótima demonstração de egoísmo que alguém pode exibir ao volante. //// Pense comigo – Trânsito é algo complicado até no avançado Japão ou na civilizada Suíça. Em qualquer parte do planeta é obrigatório seguir as leis do trânsito, no entanto, paralelamente à isto, um trânsito mais tranqüilo, pacato e educado, tem altas doses de bom senso. Não basta seguir as normas exibidas nas placas e nos exames preparatórios das Auto Escolas: é preciso ter camaradagem e um pouco de cordialidade. //// Duvido… – Que você, caro(a) leitor(a), já não tenha passado algum aborrecimento sério no trânsito, portanto, abrace algumas sugestões muito utilizadas nos países de primeiro mundo: 1) Jamais feche o cruzamento. Se você perceber que não dará pra atravessar a via, pare no amarelo e aguarde a volta do sinal verde; 2) Evite a bobagem de se tornar mais um “curioso” ao volante. Um pára-choque alheio amassado não vai mudar a sua vida. Tem gente que estaciona o veículo para ir ver de perto uma batida. Pode?! 3) Dê passagem para 1 carro. Se cada um fizer isso, em casos de trânsito congestionado, o fluxo andará muito mais rápido. Não seja rancoroso ou inflexível se alguém quiser mudar de faixa na sua frente. Faça como os lutadores de judô: ceda para vencer. Tire o pé do acelerador, diminua um pouco e siga o seu rumo. 4) Não ocupe a faixa da esquerda. Ela serve justamente para quem está um pouco mais apressado. Mantenha-se sempre à direita. Quando quiser ultrapassar, vá para a esquerda e depois retorne para a pista mais lenta. //// Se continuar assim… – Em breve teremos que utilizar do artifício do ´rodízio´ de placas para poder trafegar na capital alagoana. Estacionamentos tornaram-se bons negócios por aqui. É muito carro para pouca estrutura nas rodovias. Aquele canteiro central da Av.Fernandes Lima daria excepcional corredor para moderno trem de superfície, ou, tal qual no Rio de Janeiro, uma “Linha Vermelha” feita de ferro e concreto, com dois andares para desafogar o que está se tornando insuportável. //// Vizinho - Na querida Argentina (assim como na Alemanha e Suíça, por exemplo), solução inteligente: na mudança do semáforo vermelho para o verde, o amarelo entra na jogada. Com isso, facilita as coisas, pois permite que aquele ´vácuo´ lerdo que a maioria dos motoristas possui em apertar a embreagem, engatar a primeira marcha e arrancar (no caso dos carros com câmbio manual), seja previamente preparado, ou seja, a ação entre parar e andar é mais rápida do que a nossa, visto que isso ocorre milhares de vezes num mesmo dia. Além do que, como diz o meu amigo e veterano jornalista, Bob Sharp, o fato de a luz amarela acender já é um aviso claro para que os apressadinhos de plantão desistam de “aproveitar” o espaço do sinal amarelo, evitando a chatice de fechar o cruzamento ou o pior: uma batida forte. (Foto: Zé Ronaldo)

Às 23:18

MEIO AMBIENTE – Etanol nacional: qual será o futuro?

31 mar

 

Etanol da Cana: valiosa energia

Etanol da Cana: valiosa energia

OS DESAFIOS DO ÁLCOOL COMBUSTÍVEL DA CANA-DE-AÇÚCAR RUMO À CONQUISTA DE MERCADOS MAIORES >>>

Considerado por muitos como o melhor biocombustível do planeta, o álcool extraído da cana de açúcar (agora propagado mundialmente com a alcunha técnica de “etanol”) encontra-se numa bifurcação que, dependendo dos rumos tomados, poderá levá-lo a duas situações: ou se tornará (finalmente) uma desejada e valiosíssima ´commodity´ de amplitude global ou continuará como fonte energética secundária no faminto ambiente dos combustíveis. //// Altos e baixos – Incorporado à economia brasileira nos anos ´70 com o famoso programa “Proálcool”, o etanol é campeão em ciclos que se alternam entre bonanças para a indústria sucroalcooleira e apreensão para essa mesma turma geradora de bilhões de dólares em negócios dentro e fora do Brasil. Odiado por alguns gênios do setor automotivo, como o Dr.João Amaral Gurgel – que fabricou carros em fibra de vidro e outros modelos elétricos com o seu próprio nome – o etanol, em seus processos primários de fabricação, contradizia a aura de ´ecologicamente correto´ pela relação empatada da energia gasta na produção versus o número de quilo-calorias disponibilizado para a queima como combustível. João Gurgel atacava essa deficiente equação de produtividade, em suma, detestava carros a álcool, apesar de ter disponibilizado modelos assim no final de sua carreira. Já o (outro genial) Henry Ford, amava o seu eficaz etanol de milho que proporcionava invejável mobilidade ao seu inimitável “Modelo T” com alta taxa de compressão advinda justamente dele, do ´milagroso´ etanol. Ford foi o primeiro a testar esse tipo de combustível. //// DURA CRUZADA - Sua sina, apesar dessas oscilações preocupantes, tem um lado bom para o País. Hoje, obviamente produzido com altíssima tecnologia e com muito menos agressão ao meio ambiente, o etanol é uma espécie de bandeira nacional líquida, uma eterna arma na nossa economia e, claro, mereceria elevar o Brasil ao posto de senhor absoluto na produção, só que, além do concorrente direto, o poderoso álcool de milho norte-americano, da (ainda amada) gasolina e do óleo diesel (infelizmente aqui queimado com altíssimas e cancerígenas doses de enxofre…), o nosso etanol já encontra hoje um novo inimigo: o carro elétrico. ////COMO SERÁ? - Já é! Os propulsores elétricos nada mais são do que motores movidos com a energia desprendida de baterias de íons de lítio, ainda caras, mas em preço avassaladoramente em queda devido a uma demanda impressionante por esse tipo de tecnologia, ressalte-se, muito maior do que carros a combustão. //// OPINIÃO - O renomado jornalista Sérgio Berezovsky, editor geral da Revista Quatro Rodas, comenta o tema. “Carros elétricos começam a se tornar uma realidade palpável, muito antes do que o mais otimista dos ambientalistas poderia prever. A tecnologia da produção de baterias avança, bem como a disposição das montadoras em produzir versões mais próximas do perfil e do bolso do consumidor, ainda assim, há um longo caminho a ser percorrido. O motor combustão ainda vai reinar por muito tempo…”, destaca Berezovsky. A mesma opinião é compartilhada pelo atual Presidente da Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores), Jackson Schneider, que disse em recente entrevista à rádio CBN que essa briga dos combustíveis fósseis contra as energias ´limpas´, deverá entrar num acordo. Schneider acredita que os híbridos (movidos a gasolina e/ou etanol + baterias) deverá ser o consenso a se chegar. Pedro Robério Nogueira, Presidente do Sindaçúcar-AL (Sindicato da Indústria do Açúcar e do Álcool no Estado de Alagoas) também compactua da opinião de Berezovsky e de Schneider. “Acho que os veículos elétricos ainda não são um obstáculo ao nosso etanol da cana de açúcar, inclusive por que, no capítulo da eficiência energética, o etanol brasileiro já foi experimentado e testado à exaustão, comprovando-se um excepcional doador de energia. Os carros elétricos ainda possuem custo muito alto de produção e, numa perspectiva realista, imagino que o etanol poderá entrar nessa equação inclusive como um ótimo doador energético, funcionando em parceria com as baterias dos veículos elétricos”, ressalta Nogueira. Jorge Meditsch, veterano jornalista paulistano, ex-editor executivo da Revista Época e atual editor do site Autoestrada.com.br, mostra seu ponto de vista sobre o assunto. “No momento e nos próximos anos, não vejo um conflito entre o álcool e os carros elétricos. O carro elétrico, seja híbrido ou ´plugin´, deverá começar a despontar nos países ricos, por causa do preço elevado. As baterias ainda são muito caras e só devem baratear à medida em que a escala de produção crescer muito. Paradoxalmente, em muitos desses países, a eletricidade é gerada principalmente pela queima do carvão, o que diminui o impacto ambiental positivo do carro elétrico. No Brasil, onde a maior parte da energia elétrica é produzida pela força hidráulica, eles fariam uma diferença muito maior. A meu ver, o etanol é uma solução provisória, pois é usado em motores de baixa eficiência. É possível fazer motores mais eficientes, mas o custo disso é muito alto. Também acho que a solução, a médio prazo, serão os híbridos, seja qual for o seu tipo (eletricidade + gasolina, diesel ou etanol)”, conclui Meditsch. //// FUTURO - Logicamente, esse tema ainda causará a abertura de amplos debates. O etanol, por exemplo, é menos danoso ao meio ambiente (em relação ao efeito estufa) e mais produtivo na relação litros/hectare do que o etanol do milho, mas, os resíduos oriundos dos motores de Ciclo Otto (gasolina, gás GNV, álcool/etanol e diesel) são os grandes responsáveis pela poluição atmosférica e, a reboque, causadores de doenças respiratórias graves, fatos mais do que comprovados principalmente nas cidades grandes. Gigantes como a Volkswagen, por exemplo, já discutem como será a mobilidade automotiva no ano 2028. A preocupação com o EcoDesenvolvimento é enorme e tornou-se pauta obrigatória nos governos do mundo inteiro e nas grandes corporações industriais que querem, de alguma maneira, dar uma satisfação de suas atividades. A briga continuará grande, pois as reações humanas estão mudando em relação à natureza, além de que, ninguém suporta mais as condutas irresponsáveis contra o Planeta Terra. A conciliação inteligente no uso das energias disponíveis terá que ocorrer, com ou sem etanol, com ou sem baterias elétricas, mas com muita racionalidade… I FA (Foto: Ricardo Lêdo)

Às 15:52

E a ecologia (finalmente) chega à oficina

18 mar

Marques & Marques: a primeira com "Selo Verde"

Marques & Marques: a primeira com "Selo Verde"

Que irá acontecer, ninguém alimenta mais dúvidas. Mais dia, menos dia, mas em prazo curto, os prestadores de serviços nestes entes pródigos em poluição, como os veículos de transporte, deverão se adaptar à legislação e acertar processos menos agressivos ao meio ambiente. Regras e multas existem em quantidade e volume necessários, mas a implantação demora na razão direta da fiscalização. Não é fácil nem simples, especialmente depois de décadas de más práticas, do uso das estopas, da eliminação de detritos no esgoto, da falta de seleção no material trocado, nos processos de manutenção dos veículos e equipamentos das oficinas. //// Todos – A noção geral é a da mudança por gravidade, das oficinas dos maiores revendedores autorizados, migrando para as menores e, finalmente, oficinas particulares e garagens de manutenção de frotas. Entretanto, a entrega do “Selo Verde” a uma oficina particular paulistana, mudou a sinalização e mostra que o negócio é factível, apresentando-se como um elo que pode compatibilizar o respeito ao meio ambiente com a simpatia dos clientes. A oficina é a “Marques & Marques”, familiar, hoje na terceira geração, no bairro de Santo Amaro, em São Paulo, e o selo representa a certificação ambiental concedida pelo Instituto de Qualidade Automotiva e pelo Centro de Experimentação e Segurança Viária, reconhecendo a implantação e utilização de processos sustentáveis, reduzida geração de resíduos, e seu descarte sustentável. Cae Marques, pela família, entende que o patamar de respeito com o meio ambiente é o resultado de um esforço começado há 40 anos. Prático, resumiu: “Otimismo, trabalho e envolvimento são essenciais. O resto é utopia”. //// Para implantar os hábitos ecológicos, há que ter parceiros. Marques & Marques usa tintas PPG à base d´água, utiliza produtos ecológicos e faz descarte ideal do lixo com empresa ambientalmente correta. Nos processos, além da tinta sem compostos químicos poluidores, há ações paralelas, como limpar pistolas de pintura e peças, e como se descartar o solvente e materiais contaminados, panos, embalagens, máscaras de papel e a (sempre condenada) estopa. Há, também, cuidados extras, como a reutilização da água das torneiras e chuveiros, aproveitamento da água de chuva na limpeza de áreas que não necessitam de água pura, e para o descarte das peças, iniciando pela separação para reciclagem. //// O IQA (Instituto de Qualidade Automotiva) é o organismo de certificação sem finalidades lucrativas, especializado na área do automóvel e mantido pela Anfavea, Sindipeças e entidades do setor. Certifica serviços, produtos, sistemas de gestão, faz publicações e ministra cursos. A “Marques e Marques” é especialista no reparo de automóveis nacionais e importados, com equipe treinada e supervisionada por Comitê Interno de Gestão de Qualidade. Quer se aconselhar? (11) 5535 1903 ou pelo site www.oficinamarques.com.br (Roberto Nasser/Foto: divulgação)

Às 11:11

28 fev

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