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Às 16:24

Fiat amplia participação na Chrysler para 58,5%

7 jan

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A Fiat anunciou que a sua participação no capital da Chrysler Group LLC foi ampliada de 53,5% para 58,5%, uma vez que a terceira (e última) cláusula de performance foi alcançada. Segundo o Acordo Operacional que estabeleceu os termos de cooperação entre Fiat e Chrysler, cada cláusula de performance atendida equivale a uma participação de 5% no capital da companhia norte-americana.

O último compromisso da Fiat assumido junto ao Departamento do Tesouro dos Estados Unidos previa o desenvolvimento de um veículo com motor econômico e eficiente, capaz de percorrer “40 milhas por galão de gasolina” (cerca de 17 quilômetros por litro de combustível), a ser produzido nos EUA. De acordo com a empresa, a meta foi alcançada em dezembro último, quando a Chrysler Group confirmou esta marca de consumo em testes realizados com o Dodge Dart, seu novo sedã. O veículo será apresentado ao público no próximo dia 9, no North American International Auto Show (NAIAS), o Salão do Automóvel de Detroit. Dessa maneira, a Fiat passa a deter 58,5% do capital da Chrysler Group, enquanto os 41,5% restantes pertencem à UAW Veba (fundo de pensão dos trabalhadores da empresa norte-americana).

Às 18:29

Novo EcoSport: a hora do revide >> Modelo da Ford briga pela liderança com o Renault Duster

4 jan

Frente do modelo (bastante futurista) ainda deve sofrer alterações

Na selva do mundo corporativo só há leões rápidos e famintos. A chegada ao Brasil do Duster (utilitário esportivo compacto da Renault) fez a luz vermelha da Ford acender com bastante intensidade, já que o simplório (e inteligente) projeto modular da marca francesa já está fazendo muito sucesso no mercado nacional. Bastaram apenas três meses de produção do Duster para desbancar uma liderança de quase uma década do EcoSport no País.

No intuito de combater (e tentar retomar) a liderança nas vendas, a Ford antecipou a exibição do novo modelo à imprensa especializada do Brasil e Argentina. O veículo foi mostrado em Brasília (DF) nesta última quarta-feira (4/1) com pompas que envolveram a presença da atriz Deborah Secco, do Governador da Bahia, Jaques Wagner e até do Ministro Aloizio Mercadante, além de outros executivos da própria Ford da América do Sul e Norte.

Traseira é até discreta, apresentando lanternas horizontais: estepe externo está mantido

O que muda? Esteticamente, como você pode acompanhar nas fotos, o carro está completamente modificado em relação à versão atual, no entanto, a empresa ainda não divulgou a base do conteúdo técnico que terá o veículo. Quais opções de motores e câmbios? Virá com tração nas quatro rodas? Quantos Airbags? E o preço, quanto será? Nada foi dito. Detalhes de suspensão, conteúdo tecnológico embarcado, pacote de segurança e, muito menos, os opcionais disponíveis ainda ficarão por conta da imaginação dos fãs do modelo, pois a Ford do Brasil deverá manter segredo até a data de lançamento oficial por aqui, que, provavelmente, só deverá ocorrer no segundo semestre de 2012.

Novidade nos “Brics” >> Ao contrário do Brasil, o veículo (finalizado e pronto para rodar) foi lançado oficialmente na Índia, durante o Salão de Nova Deli, também na quarta (4/1). Segundo a marca americana, a geração nova do EcoSport será fabricada na Índia, Brasil e outros locais (ainda não revelados) para atender a uma demanda de mais de 100 países.

Criação >> O novo EcoSport é considerado o “primeiro produto global One Ford” criado aqui na América do Sul. A marca divulga que a responsabilidade do projeto ficou nas mãos da turma de Camaçari, na Bahia, que agiu em consonância com engenheiros e designers dos Estados Unidos e outras partes do mundo, no entanto, a empresa diz que o núcleo de ideias e soluções surgiu no Brasil, por se tratar de um lugar aonde os profissionais dominam a arte de criar (ou adaptar para o mercado local) veículos de porte compacto. O EcoSport nova geração sintetiza isso: a vontade da Ford em ganhar mais mercados principalmente no segmento “B” de carros compactos.

A lateral lembra bastante os traços dos coreanos da Hyundai atualmente

Aspecto geral >> O veículo apresentado aos jornalistas esta semana não se tratava nem de um protótipo e sim apenas de um “mock up” com parte externa pronta (não se sabe ao certo em quais materiais) e parte interna inexistente, portanto, apenas falo da casca, muito bonita, por sinal.

O design do EcoSport 2012 (que talvez já seja lançado como modelo 2013…) segue as tendências globais da Ford. A traseira mantém o estepe exposto e oferece discretas lanternas horizontais. A frente – futurista demais – ainda deve receber mudanças mais radicais e, no geral, o perfil das laterais, posicionamento de colunas “A” e “B”, largura geral e comprimento de capô são condizentes com a moda atual. De lado ele lembra o Hyundai iX35. Plágio? Não. Apenas uma questão de manutenção de estilos atuais, de concordância de escolas globais de desenho industrial, foco em melhoramento aerodinâmico com linhas mais curvas… Nada de excepcional e amplamente utilizado por todas as marcas atualmente.

Como dito, a selva é cruel e exige mobilidade constante, senão o jacaré agarra o pescoço do cordeirinho desavisado que foi beber água no riacho (aparentemente) inofensivo… A briga direta da Ford agora é com o carismático Renault Duster, de projeto simples e funcional e com preços que o brasileiro já assimilou como justos na relação custo-benefício, portanto, muito provavelmente o novo EcoSport deverá ser ofertado (por uma questão estratégica) com valores não tão destoantes do oponente franco-romeno-brasileiro. Vamos aguardar para ver o 2º round. (Fotos: divulgação)

Às 23:01

Vendas da Ford ultrapassam 2 milhões de unidades nos Estados Unidos em 2011

3 jan

Ao fechar o balanço geral de 2011 a Ford divulgou nota anunciando que as suas vendas – nos Estados Unidos – ultrapassaram o patamar de 2 milhões de veículos. O número a posiciona como a marca automotiva mais vendida da América do Norte e a primeira a atingir esse nível desde 2007. Deste total, os carros compactos da empresa apresentaram um crescimento de mais de 20% de vendas em 2011 e os utilitários tiveram um avanço de mais de 30%, segundo levantamento do fabricante.

Fusion: carro mais vendido da Ford nos EUA em 2011

Fusion em alta >> Nos próximos dias a Ford exibirá o novo Fusion no Salão Detroit. Agora em 2011 o sedã teve o seu melhor ano no mercado com cerca de 240 mil unidades comercializadas, consagrando-se como o carro mais vendido da marca nos EUA. No Brasil a marca concluiu 2011 em 4º lugar. (Foto: divulgação)

Às 15:43

2011 e o seu inescapável balanço

29 dez

Há poucas coisas mais chatas que balanços do fim do ano e projeções para o próximo. Sempre há esperança que a análise dos fatos gere conclusões, e estas possam de alguma forma, ajudar nos contornos da atividade. Aqui, ledo engano, talvez porque o Governo não veja a indústria montadora e sua enorme cadeia produtiva, como parcelas da atividade desenvolvimentista. Gosta do fabricar porque recolhe os maiores impostos de país produtor, pune proprietários com os maiores percentuais de taxas, é tremendo gerador de empregos, bem estar, benefícios, impostos em sua larga sequência. Se o servente da fábrica de parafusos for comprar um penico, o Governo ganhará em toda a cadeia: sobre o parafuso, sobre o automóvel novo que o conterá, transporte, venda, licenciamento, seguro e, até, sobre o penico! Faz enormes lucros em cima da gasolina aqui produzida, mas cobrada com se viesse do Oriente, com as estradas onde não investe, passadas a concessionários com os pedágios mais caros do mundo.  Assim, deixa rolar.

Prática ruim porque baseada no princípio da omissão. O Governo não testa os automóveis locais antes de seu lançamento, nem os estrangeiros antes de serem importados. Se forem perigosos, azar do contribuinte e do INSS que custeará inatividade e danos pessoais. Isto explica ocorrências inadmissíveis em países sérios, como a omissa lei de proteção ao consumidor, a falta da inspeção veicular, os equipamentos de segurança tratados como opcionais de luxo, as estradas mal feitas, a sinalização ruim, os fracos cursos e exames habilitando motoristas, o policiamento orgulhoso pela aplicação de multas por excesso de velocidade. Na maioria das vezes a sinalização e a estrada estão abandonadas nas proximidades do posto. A atividade policial esquece a obrigação de educar para evitar, preferindo a rentável atividade de multar.

As observações para a criação de condições de maior competitividade dos veículos nacionais, e mesmo para o surgimento de produto adequado às condições brasileiras são oficialmente desprezadas. Aliás, na matéria, 2011 será “antolhógico” (a expressão se referencia aos antolhos, aplicados em animais para evitar que olhem para os lados e entendam o cenário). Sem noção, o Governo Federal pelo acadêmico Guido Mantega, da Fazenda; por Aloísio Mercadante, da Ciência e Tecnologia (e portador do carimbo de aloprado pela até hoje inexplicada mala de dinheiro para comprar suposto relatório); e Fernando Pimentel, da Indústria e Comércio (tentando explicar ter recebido por palestras que não proferiu) resolveram manter o país na vala da superação tecnológica, sem capacidade de competir, mas assegurando às montadoras aqui instaladas e seus produtos superados, a maior fatia de lucro unitário.

Criaram imposto adicional de 30% sobre os veículos importados de países extra Mercosul e México, encerrando a possibilidade de melhorar para competir, e condenaram o consumidor brasileiro às carroças da década de ´90 decoradas com detalhes e adaptações para os dias atuais. Velhas plataformas com cascas novas fazem alegria e excepcionais lucros para as montadoras e impostos para o Governo. A muralha transformará os carros locais na reedição de Opalas, Passats e Santanas dos anos ’70 e ’80. Protegidos pela falta de competitividade, ficaram antigos, superados, mas permitindo grandes lucros. Justificam forçar a implantação de mais fábricas por aqui, estabelecendo índice de nacionalização de 65%. Quem vai aferir isto?

Resumindo: 2011 foi ótimo para a indústria e concessionários. No total, 3.63 milhões de automóveis, caminhões e ônibus, tornam o Brasil quinto ou sexto produtor e quarto ou quinto mercado interno, classificações exatas somente após fechados os números. Mas o Brasil é o maior mercado mundial em transporte rodoviário atraindo novas indústrias: MAN, International, NC2, chineses e a Ford entrando nos pesados.

10.000 Mercedes vendidos no Brasil, diz a foto comemorativa

A Mercedes manteve-se como maior produtor sul americano de caminhões e ônibus: quase 80 mil unidades. Mais em 2012 ao transformar a fábrica de Juiz de Fora (MG), antes Classes A e C, para fazer o pesado Actros.

A JAC e a agressiva postura no Brasil provocaram bloqueio nos portos

Marco principal, o Fator JAC, a marca chinesa representada por Sérgio Habib, carros equipados e vendidos a menor preço que os nacionais pelados, provocando reações: primeira, corte dos preços dos nacionais. Depois, sua engenharia para seduzir o Governo a barrar a concorrência, garantindo o desnível em tecnologia e os elevados lucros internos.

Outro lado, não houve casamento entre aumento da frota com planejamento e obras para melhorar fluxo, sequer estudos oficiais para estudar carros com funcionamento por eletricidade e adequados às cidades. Cidadão compra o automóvel, paga um monte de dinheiro em impostos e os Governos que o recebem, não lhe asseguram direito de uso. Alguns optam pela solução “antolhógica”: rodízio. Ou, proibição de uso. Para ser honesto, o imposto deveria diminuir proporcionalmente. Quinto ou sexto mercado, a diferença pouco importa. Nesta relação é o único país sem ter automóvel adequado às suas exigências; nem ter um projeto brasileiro; sendo, apenas, excelente adequador de desenhos alheios aos buracos nacionais. Somos assumidamente colonizados.

Lá fora >> O ano de 2009 mostrou o Tsunami econômico. 2011 exibiu a versão física, original, causadora da suspensão de fornecimento de componentes eletrônicos a veículos em todo o mundo, mormente Toyota e Honda, punindo-as em produção, vendas e participação. GM, apesar do apequenamento, recupera vendas. Ford expandiu-as e aos lucros, força de seu projeto de antevisão da crise, alteração nos veículos, racionalização de plataformas, mudanças em motores com o uso de turbocompressores, diminuindo volume, peso, emissões. Chrysler e Fiat, sua controladora, voltaram ao mapa de vendas e ao mercado norte-americano com o pequeno 500. Carros novos, mesclando plataformas e motores, só em 2013.

No restante do mundo ocidental a crise puniu os carros de classe média, instando fabricantes a investir nos BRICS, os países em desenvolvimento China, Rússia, Índia, Mercosul. Alemães cresceram: VW, Porsche com recordes em produção e lucros; Mercedes, BMW e Audi, idem. A mensagem é que a crise só afeta até a classe média ou provoca o ânimo da compra para gozo imediato. Coreanos continuaram em expansão e chineses ganharam o mundo. As esperadas conquistas de qualidade e melhorias apareceram rapidamente, aferidas em pesquisa da agencia JD Power. Os chineses deixarão de ser folclóricos e passarão a concorrentes.

Aqui no Brasil, 2011 foi o ano do incremento aos privilégios, às largas margens de lucro, à falta de competitividade de nossa indústria. O Governo Federal chancelou a enorme lucratividade e assegurou um ano sem concorrência com os importados, com preços catapultados pelos 30 pontos sobre os recordistas 35% cobrados como imposto de importação. É muito mais que privilégio comercial. É a supressão aos direitos do consumidor, a condenação a perder o bonde da competitividade, em proteger as carroças da concorrência, andar para trás. Quanto isto custará ao país nos próximos anos? No mercado interno posições foram mantidas: Fiat líder; VW seguindo; GM terceiro e Ford a 4ª mais vendida. A Renault entendeu a falta de exigência dos consumidores. Assim, vende como marca de primeira linha, os carros que projeta e mundo afora vende como Dacia, de 2ª categoria. Cresceu e se solidificou com Logan, Sandero e tem fila para o pequeno utilitário esportivo Duster. Honda e Toyota tiveram problemas de fornecimento de peças estrangeiras. O Corolla desabou em participação de mercado e para vender precisa de promoções e descontos de até R$ 4 mil, medida que permite ver como é larga a camada de lucros. A GM mantém a filosofia do uso de plataformas antigas com cascas novas. Suas efetivas novidades têm o pé no exterior. O Cruze, coveiro de Astra e Vastra (o Vectra sobre plataforma Astra) importado em peças e montado no Brasil. E o Sonic, coreano projeto Daewoo deve ser uma misturada de origens. Das novidades, a Nissan mudou mais: Christian Meunier presidente para fazer a marca crescer; Carlos Moreno diretor de marketing liberado em meios para chegar aos fins; Abelardo Pinto, sóbrio diretor comercial para garantir à rede que o projeto é consistente e não apenas piração de momento. Trazer o March, o Versa, ter feito anúncios irônicos com o picape Frontier mais que dobraram sua participação no mercado. Peugeot, sem produtos, caiu em vendas. A irmã Citroën, subiu. Resultado interessante, a Mercedes vendeu mais de 10 mil automóveis em 2011. Informação de Dimitris Psilakis, diretor da área indica, 50% das vendas de líder Classe C, foram a novos clientes.

Fim do ano o Contran legislou anulando as placas de sinalização de barreiras de velocidade. E liberou as formas de aferição, incluindo as pistolas de radar. Em teoria, ótimo para a Noruega e Dinamarca, porém inaplicável em países onde domina a ignorância e nos quais o contribuinte é apenas sujeito passivo a ser extorquido pelo Estado ou por seus agentes. Nesta relação já se sabe quem sairá perdendo.

Cultura >> Repositórios da história, museus tem pouco a comemorar, exceto pelo que a Fiat patrocinará em Minas, com curadoria do Veteran Car Club MG. Ex-sexto Museu do mundo, o de Caçapava (SP) sofreu as consequências da mistura do público com o privado. Secretário de Cultura no Estado, Andrea Matarazzo, intermediou a cessão do acervo de sua prima para a Prefeitura da cidade. A doação livra-a de responder pelo desaparecimento de veículos inteiros e partes, todos tombados pelo Estado. A secretaria de Matarazzo é que deveria ter cobrado as responsabilidades pelos furtos e danos dos bens tombados. Ficou em família. O Dr. Matarazzo é candidato a prefeito de São Paulo…  O alcaide caçapavense se esforça para recompor o acervo, mas sem meios é difícil administrar restos.

O Museu Nacional do Automóvel, em Brasília, continua a luta de sobrevivência contra ação movida pelo Ministério dos Transportes, que quer sua sede, ampliada, conservada, operacional, para guardar papéis velhos da extinta Rede Ferroviária Federal. Único no mundo a conservar a história de automóvel em um país, o Museu tem recebido apoios de público, clubes, colecionadores. Quer ajudar? Escreva ao Ministro dos Transportes: paulo.passos@transportes.gov.br ou ao secretário particular da presidente Dilma via eMail gabinetepessoal@presidencia.gov.br. E também assine a petição eletrônica: http://peticaopublica.com/PeticaoVer.aspx?pi=apoiomab.    A Federação Brasileira de Veículos Antigos, cuja existência é palpável desnecessidade, naturalmente se omitiu.

Itelmar Gobbi e Aldo Besson: criadores e criaturas

Gente >> Não se pode esquecer a perda do ex-presidente Itamar Franco: botou ordem no país; criou o respeito fiscal; bancou o carro popular; baixou e conteve a inflação e ajudou a criar o Museu Nacional do Automóvel, em Brasília. E de Aldo Besson, industrial, corajosos sócio da Miura, nascida em oficina de estofamentos e autora das maiores inovações em conteúdo nos nacionais em fibra de vidro. (Roberto Nasser / Foto: divulgação)

Às 20:09

Em busca da máxima eficiência: Subaru ganha pelo 3º ano a pontuação máxima no IIHS Top Safety Pick

28 dez

Subaru Forester, uma das jóias da marca nipônica

A FHI (Fuji Heavy Industries Ltda), empresa que desenvolve e fabrica os veículos da Subaru, obteve mais uma vez o reconhecimento da alta qualidade dos seus automóveis, principalmente no quesito segurança para os motoristas e passageiros. A marca nipônica recebeu do IIHS (Instituto de Segurança nas estradas, organização sem fins lucrativos apoiada pelas seguradoras de automóveis nos EUA) a pontuação máxima no “Top Safety Pick 2012”. Segundo dados obtidos pela organização, todos os modelos Subaru vendidos atualmente na América do Norte (incluindo o novo Impreza), possuem, também, um alto nível de eficiência de combustível na categoria veículos de passeio. A Subaru tem sido reconhecida pelo IIHS por três anos consecutivos como a única fabricante de automóveis vencedora do Top Safety Pick em todos os modelos de sua linha (Legacy, Outback, Forester, Tribeca e Impreza). (Foto: divulgação)

Às 13:47

O Ford Edge 2012 e a teoria de Milton

16 dez

Versão com tração simples, mais adequada à briga com a concorrência

O mundo do automóvel tem coisas surpreendentes: há Presidente de montadora que não conhece automóveis e nunca havia entrado numa fábrica; existem engenheiros que deles não gostam; relações públicas que detestam carros, e quem deles gostem; jornalistas “especializados” que não sabem dirigir; outros que desconhecem a história sobre rodas e há, também, publicitário que pensa que o mundo surgiu no dia de seu nascimento. Registros inacreditáveis. Entretanto, no nosso modo de ver, um dos pontos mais surpreendentes neste fascinante mundo, é que um dos credos, axioma respeitado, embora nem sempre com crédito ao autor (aliás, ao cantor), diz: “Todo artista deve ir aonde o povo está”. A frase está na música “Nos bailes da vida” dos mineirinhos Milton Nascimento e Fernando Brant. Obra de arte em música e marketing. Regra geral, válida para tudo, no caso, adaptado ao tema dessa matéria, o produto deve ser o que o comprador quer.

Painel completíssimo, tem tecnologia da Microsoft

Suave, apreciadora de música e cinema, Lucíola Almeida, gerente de produto na Ford, deve ter-se lembrado da frase e visto as especificações dos carros do segmento, tomando um susto: brasileiro quer aparência, promessa visual e ´auto-convencimento´. Conteúdo, capacidades, habilidades, são itens desprezados na grandíssima maioria. É o que explica os Hyundai Tucson, Kia Sportage…, todos aparentando grandes capacidades de se impor e arrostar dificuldades, entretanto apenas automóveis com jeito de jipe, motores pequenos, tração simples. No Toyota RAV4, por exemplo, o “4” da sigla sugere tração em todas as rodas, mas sua versão de entrada tem-na apenas nas dianteiras…

O teto panorâmico ocupa 70% da área da capota: diversão para a garotada

A Ford observou o perfil dos usuários, seu interesse tecnológico, casando com o caminho aberto pela matriz de desenvolver sistemas com a Microsoft, transformando seus produtos no de maior interatividade. Deve ter aplicado visão libertária fugindo da ditadura PP, do preto e do prata, outra trapalhada nacional. Moldou o produto: variedade de cores, tração simples na dianteira, manteve o bom e moderno motor V6, 3.5 litros, 289 cv e bons 34 kgf.m de torque, preso a transmissão automática de 6 velocidades, conjunto acima dos demais tração simples do mercado, com motores no milhar de dois litros. A parte tecnológica tem Bluetooth, sistema multimídia SYNC-Microsoft, GPS com mapas brasileiros, com ordens em português ilustrado com sinônimos e tela de 8 polegadas por toque. E confortos como bancos com regulagem elétrica de 10 posições, câmera de ré, rodas aro 20, som da marca Sony Premium e a larga relação de confortos na versão superior, Limited, com tração em todas as rodas, a famosa AWD.

Mistura de SUV e Crossover, o Edge tem público seleto e que gosta de um pouco mais de exclusividade

Em mais de 60 países, multipremiado, feito no Canadá, sem dispensa de impostos, a Ford vendeu 1.600 unidades até novembro deste ano. Quer mais em 2012. Se válida a Teoria de Milton Nascimento, deve conseguir chegando aonde o povo (e suas preferências) estão.

Quanto custa a máquina? A Ford sugere (por causa de diferenças de fretes em várias regiões do Brasil), os seguintes preços nas versões a seguir apresentadas (por ordem de luxo e opcionais): SEL (R$ 119.900); Limited (com tração simples) R$ 133.000; Limited (com tração simples e teto panorâmico) R$ 142.000; Limited (com tração AWD) R$ 138.000 e LImited (com AWD + teto solar) R$ 147.000.

Pontinha do iceberg daquilo que virá a ser o Novo Ecosport

Global, a nova Ford – As consequências do projeto de produtos globais enfim, chega ao Brasil. “Produto global” foi a diretriz que a Ford tomou para padronizar seus automóveis, diminuir custos, não entrar na crise da indústria automobilística norte-americana que apequenou a GM e acabou com a independência da Chrysler. Na prática era acabar com a política cítrica – a que achava ser o mundo uma laranja fazendo produtos com alguma semelhança se estivessem no mesmo gomo. Pelo novo projeto, a padronização de produtos é para valer. Assim, se é para ter um pequeno utilitário esportivo aqui, outro eventual do mesmo porte, será exatamente igual. O Brasil andou fora do negócio com o EcoSport, existente apenas aqui, assim como o novo KA. Agora, em fim da vida útil, os sucessores falarão linguagem internacional. É o que justifica a apresentação do novo EcoSport num insólito 4 de janeiro, quando os compradores brasileiros migram ao verão: é que os indianos inaugurarão o Salão de Nova Déli no dia 5 e, nele, a maior atração da Ford será, exatamente, nosso primeiro produto globalizado, o EcoSport. Apresentação não significará venda imediata. Demorará algum tempo, mas não como a projetada apresentação ao Salão do Automóvel, em outubro. É que os executivos da Ford tomaram um susto com o primeiro mês cheio nas vendas do novo concorrente Renault Duster. Como novidade, preço menor, maior volume e presença, o Duster vendeu mais, quebrando o encanto da inimaginável liderança de uma década. A Ford Brasil tentou ignorar o fato; pensou passar batido; fingir não ser com ela; mas engasgada pela poeira levantada pelo Duster, tocou o alarme e resolveu assumir a realidade. Se o evento deixar de ser pontual e se tornar evidência, deve re alinhar os preços do Eco, em linguagem de mercado, reduzir ou criar vantagens financeiras e acelerar o projeto de lançamento. Segundo um fornecedor, a Ford passou a mão no chicote para correr com o fornecimento das peças para o novo EcoSport. As ilustrações foram colocadas na Internet pela Ford India, logo recolhidas, porém o “Blogauto” argentino foi rápido e registrou. (foto acima)

RODA A RODA – De corrida – A Ford norte-americana fará 50 unidades do Cobra Jet Mustang para competições. Novos motores, 2.9 com compressor ou 5.0 aspirado, chassi mais leve, é vencedor da categoria NHRA desde 2009. Nos EUA, US$ 86 mil (o aspirado) e US$ 93 mil com supercharger, respectivos e aproximados R$ 160 mil e R$ 180 mil.

Recorde – Novembro foi o melhor mês de vendas da história da Audi: 111.400 veículos, crescimento de 28%, devendo fechar o ano com 1,3M de vendas mundiais. Aqui, baixos números, 541 unidades em novembro, porém em percentual a marca cresceu 60% em relação a 2010. Dá certo o projeto de Paulo Kakinof, mandado da Alemanha para salvar a operação brasileira.

Mercoclio – R$ 180 milhões (400 milhões de Pesos) serão investidos pela Renault em 2012 na Argentina para moldar outro veículo sobre a plataforma do Clio, fazendo Renault de entrada. Previsão de produção anual de 100 mil unidades.

Consumidor – O Governo Federal quer dar força ao consumidor. Deve criar secretaria especial no âmbito do Ministério da Justiça e ampliar a operação dos Procon.

Correção – A Honda corrigiu os dados que informou relativamente ao motor do Civic 2012: a taxa de compressão não é 10,6:1, mas 11,7:1; e o pico do torque ocorre aos 5.000 rpm com álcool e 4.600 rpm movido por “gasálcool”.

Aproveita – Até dia 31 a Renault fomentará as vendas de seus comerciais Master pelo bolso: 40% de entrada, restante em 12 meses sem juros. Kangoo fomentado com 30% de entrada e 36 meses com taxa de 0,99%.

Racional – PSA, Peugeot Citröen é a primeira montadora a livrar o motor flex daquele penduricalho anti-tecnológico, o tanquinho de gasolina para partida a frio. Criou novidades como o aquecedor acionado quando a porta se abre.

Trato – Aplicou o ´Start Flex Bosch´ e fez meia-sola tecnológica no bloco de ferro: comando variável para a admissão; bomba de óleo com pressão variável; redução de atrito entre camisas, pistões e anéis; adotou a tendência mundial de privilegiar torque em baixa rotação. Como referência, é a maior potência em 1.6 nacional: 122 cv com etanol.

Mais – Seu bom motor 1.4 com bloco de alumínio só deverá receber o tratamento no próximo ano, no pequeno 208.

Família – Para ônibus a Scania apresenta linha de motores dentro da linha mundial, com 9 e 13 litros e potências entre 250 e 440 cv. Unificação de blocos com aumento de cilindrada e novidades como pistão com anel raspador superior e, no cárter, eixos contra-rotantes eliminando vibrações de operação.

Off Road – Aproveitando segmento de máquinas agrícolas, industriais e geradores a MWM desenvolveu família de motores sobre a plataforma conhecida dos modulares 3, 4 e 6 cilindros. Leva o nome de MaxxForce e se antecipa às exigências, iniciando produzir no segundo semestre de 2012 pretendendo exportar para Europa e EUA.

Agência – A sino-brasileira CR Zongshen, detentora da marca Kasinski, cresceu 140% relativamente a 2010 e com 2,8 % do mercado, contratou as agências Leo /Burnett e Share Group.  Quer crescer muito. Há espaço se os produtos forem bons. E separar dentre os chineses é que é.

Briminha – Brasiliense Felipe Nasr, vencedor do Sunoco Rolex 24 e campeão britânico de Fórmula 3, prepara-se para encarar às 24 Horas de Daytona, EUA, 28 e 29 de janeiro. Fará oito sessões de treino a partir de 6 de janeiro. Já é vitrine mundial.

Generosidade – A revista Racing tem publicado textos de Bird Clemente, o ex-primeiro piloto profissional do país. Histórias saborosas, detalhes de poucos conhecidos, elegante, generoso. Neste mês fala sobre Wilsinho Fittipaldi.

Imprensa – Não lembrei e sintetizo lembrança do jornalista Rogério Louro, registrada no site Jornalistas & Cia: um século da Revista de Automóveis, pioneira do setor, no Rio de Janeiro, quando a frota era mínima. Durou até poucos anos. O título foi retomado por Murilo Reis, também no Rio, de 1954 a 1962. Atualmente é site do decano dos jornalistas especializados, o Mário Pati: www.revistadeautomovel.com.br

Gente – Dona Cristina Fernandes de Kirschner tomou posse para o segundo mandato presidencial na Argentina. Discurso de sobriedade para os novos tempos de improjetáveis dificuldades e exemplo ao chegar de Passat CC, substituindo o Audi A8, maior e mais caro, até então utilizado. Efeito-demonstração: lá, como cá, o carro de serviço presidencial não é comprado, mas cedido. Aqui Ford, lá VW. OOOO (Roberto Nasser / Fotos: divulgação)

Às 11:35

Alfa Romeo. Meus palpites por Aí

11 nov

Alfa 4C, vermelho lava, cartão de visita da volta aos EUA

Apreciadores de Alfa Romeo não são meros, anônimos motoristas, donos, usuários. Nada disto. Tendo-os (agora de coleção ou usados), ou não os possuindo, sempre serão alfistas. Alfisti, como se tratam, coerentes à italianidade da marca. E nesta condição, lamentam, protestam, clamam pela volta da Alfa ao mercado brasileiro. Delicados, educados, confessam, invejam os argentinos, que podem tê-los novos, atualizados, zero km, a menor preço que custariam aqui. E palpitam nos blogs e sites do ramo. E como nestes grupos aparece de tudo em matéria de futurismo, meu lado de alfista praticante (conheço poucos outros insanos tendo carro da marca há 41 ininterruptos anos de paixão onanista e raivas públicas) avoca, democraticamente, o direito de palpitar, como o faço, dizendo o que sei da Alfa e Brasil. Alfa virá para o Brasil? Sim, após fincar sua bandeira nos EUA a partir de 2014. Próximo ano inicia seu grande e cuidadoso caminho de salvação: voltar ao maior mercado do mundo. Irá com o 4C, protótipo gestado pela equipe de Marco Tencone, em recordistas 9 dias, incluindo Natal e Ano Novo. É o estilo Sergio Marchionne, o capo de tutti capi, Nº 1 da Fiat. Carro para ocupar mídia, provocar desejos, criar passagem em distribuidores Maserati. Produção semi-artesanal, chassi em alumínio e fibra de carbono, motor 4 cilindros, 1.7 litro, tradicional duplo comando, injeção direta, turbo, câmbio com dupla embreagem em seis marchas, produção FPT. Vai entreeixos, tem tração traseira e brio: faz 232 cv, 0 a 100 km/h em menos de 5 segundos e crava reais 250 km/h. Pequeno volume, para marcar espaço na cabeça dos compradores.  //// Mais o quê? Nova geração do MiTo e Giulietta. Este, mais recente, vendeu 100 mil em um ano, carimbo de sucesso para a marca. E, utilitário esportivo grande, em retoques finais. Cara e jeito de Alfa, linhas frontais, grade, traços das portas, grupos ópticos. A base é o Maserati Kubang. O motor é o básico V8, 32 válvulas, servindo a Maserati e Ferrari. A parte superior Alfa. Feito na Itália. Só? Não. Terá produtos com peças Chrysler interpretação Alfa. Utilitário esportivo, menor, baseado no Jeep Compass, novo motor PentaStar 2.7, personalização Alfa Romeo. Feito nos EUA.  Só isso? Não. Haverá sedã médio, sobre a plataforma dita C-Wide. Não é Chrysler, mas do grupo Fiat, adequação da boa base ex-Marea, com capacidade de crescer entre eixos e em largura. Produzido nos EUA. Mais? Sim! Para os EUA sedã maior de luxo, com motorização Chrysler em receita, molho, temperos e chef Alfa. Produção EUA. Porque motor Chrysler? Custos. Um cavalo de força norte-americano custa muito menos que um europeu, em especial de raça elaborada. E aqui? Produtos variarão em função das facilidades industriais. Alfas não serão produzidos no Brasil ou Argentina, onde a Fiat aumenta a capacidade de fazer carros da marca mãe. Por sucesso ou custos, alguns produtos com base Chrysler poderão ser feitos em fábricas no México, trazidos sem os 35% de imposto de importação.

Maserati Kubang. Acertos, a grade triangular, e será Alfa

//// E o Giugiaro? Vai bem, obrigado, não faz mais projetos para Alfa; aproveita o verão para andar de moto; olhar o crescimento de sua conta bancária com os milhões de Euros recebidos pela venda do controle da Italdesign à Volkswagen e pelo salário de presidente do Conselho, onde olha o desenvolvimento de projetos para as marcas do grupo. É o mais sabido dos designers.  Quem fará? A equipe Alfa, com estilo liderado por Marco Tencone e supervisão de Lorenzo Ramasciotti. É a volta dos italianos ao estilo Alfa. As plataformas foram acertadas por equipe com Claudio Demaria à frente, especialista em fazer coisas novas a partir de usadas, o Lavoisier da Fiat, diretor da marca no Brasil. Por aqui, quem os distribuirá? Nem o Sérgio Habib da JAC Motors, nem o Bira Senna Imports ou outros interessados, mas a rede de distribuição Chrysler. Em expansão, deixará os prédios divididos com as revendas Mercedes. Têm trato com clientes de carros mais caros e a comunização de peças facilitará a assistência. Assim, se à fim, comece a engordar o porquinho. (Roberto Nasser / Fotos: divulgação)

Às 18:08

Mais IPI nos importados: os “nãos” da questão

20 set

Cliente de Ferrari não se importa com aumento, mas os de carros baratos, sim

O Governo Federal aumentou o IPI dos veículos importados em 30 pontos. Aplicação linear, majora tal imposto entre 120% e 428%. Justificativa, ouvir a voz surda dos metalúrgicos e, claro, os sussurros das maiores montadoras do país em nome da preservação da indústria nacional. Vamos combinar, imposto de importação em 35%, máximo permitido pela Organização Mundial do Comércio, constitui-se, na prática, em proteção à ineficiência. É o carimbo sobre a maioria dos carros nacionais, marcados por pouco desenvolvimento tecnológico, utilizando ou motores, ou plataformas, ou carrocerias antigas em várias combinações. A barreira permitiu catapultar os preços ao céu, desnudando diferenças indecentes nos mesmos veículos entre a venda no Brasil ou nos mercados de destino quando exportados.

Este enorme delta explica como automóveis coreanos ou chineses, mais atualizados ou equipados que os nacionais, venham do outro lado do mundo, arquem com toda a logística modal de transportes, paguem o imposto de importação e toda a cascata dos demais, inflacionados por este número – e ainda custem igual ou menos que um nacional desequipado. O Governo, por sisudos ministros da Fazenda, intelectual acadêmico distante da realidade; e os não-eleitos da Indústria e Comércio, matéria de seu desconhecimento; e da Ciência e Tecnologia, irresponsável petista contra o Plano Real; atrapalhado sem explicar o dinheiro dos aloprados favorecendo sua campanha; e mais recentemente defendendo as usinas atômicas quando a Alemanha, dona da tecnologia, avisou de sua desmobilização, explicaram que o aumento é para proteger empregos e incentivar a tecnologia nacional.

Qual é? – Proteger empregos é utopia. Se o país hoje desativa postos de trabalho na indústria, o faz por mudança de tecnologia e pelo uso, em percentual cada vez mais elevado, de peças importadas nos veículos feitos aqui, e pela complementação do portfólio de produtos com outros importados. E por falta de regra de índice de nacionalização. Naturalmente, peças e carros não feitos aqui, dão emprego fora – aqui, não. Desenvolver tecnologia parece sonho. Nossa indústria está cada vez menos nacional, tanto pela substituição das peças e conjuntos brasileiros por idênticos componentes importados, quanto pela redução das operações industriais para construir veículos. Um festejado neo-industrial, que inunda os meios de comunicação com rios de anúncios tem, em sua fábrica, menos operações industriais que as empresas que aqui montavam veículos há 60 anos – antes da implantação da indústria automobilística nacional. Ou, na prática, dá emprego no país que faz as peças – não onde são aplicadas. O mesmo Governo Federal reduziu o IPI para a mesma indústria em nome do desenvolvimento tecnológico – mas não fixou parâmetros para tal ganho. Dias após, aumentou o IPI para proteger a já protegida indústria…

Conseqüências – Quem mais perde é o consumidor, em sua capacidade de comparar. O aumento do IPI pode significar até 40% a mais no preço dos importados, reduzindo vendas e presença, em especial nos modelos que incomodam à indústria por conteúdo e preço. Veículos de maior preço, Ferrari, Porsche, Maserati, Mercedes, têm margem para reduzir e continuar caros. Seu pequeno mercado quantitativo permanecerá, mas a função comparativa não existirá. Inexistindo, os nacionais subirão injustificadamente de preços, mantendo-se caros e sem equipamentos. A isenção para os feitos nos países com quem o Brasil tem ajustes comerciais, México e Mercosul, deixa claro o foco preciso da medida: cristalizar o mercado para as grandes marcas, Fiat, VW, GM, Ford, Renault, Nissan, Citroën e Peugeot. Ao contrário do que pensam os ministros envolvidos, desemprego existirá. Começará nas lojas dos importados de menor preço – Hyundai, Kia, JAC, Chery, Suzuki, Subaru, SsanYong, etc… – pois a redução dos negócios forçará a demissão de pessoal de vendas, controle, assistência. E desemprego é desemprego, pouco importa se é na fábrica de auto-peças, na montadora ou no comércio de veículos. Salários diminuirão pelo excesso de disponibilidade. José Luiz Gandini, presidente da Kia e da Abeiva, a associação dos importadores sem-fábrica, protesta e promete ir à Justiça reclamar da medida e dos prazos de vigência. Luiz Rosenfeld, presidente da Suzuki, implantando fábrica em Itumbiara (GO), mudou os planos, abrirá o leque de versões do produto, o jipinho Jimny, aumentará a nacionalização – mas desconversa se conseguirá manter rede de distribuição, com reduzidíssimas vendas e atendimentos de garantia em oficina. Jürgen Ziegler, presidente da Mercedes-Benz acha que as medidas poderiam ser mais bem dimensionadas: a quem investe no país; ao verdadeiro desenvolvimento tecnológico; ao aumento do índice de nacionalização. Sérgio Habib, importador dos chineses JAC e criador da enzima que deflagrou este processo com seus carros equipados e baratos, quer saber como fica o investimento que se propõe a fazer para implantar uma fábrica no Brasil. Enfim, com os importados representando pouco mais de 5% do mercado interno a justificativa oficial para tirar do brasileiro a capacidade de comparar, obrigando-o a comprar carro caro e desequipado é fraca. Isto não pode continuar. (Roberto Nasser / Foto: divulgação)

Às 12:00

Insight, o híbrido inteligente da Honda

26 jul

Traços genéticos são parecidos com Civic e City

Lançado inicialmente no Japão e já viabilizado comercialmente (e fabricado) nos Estados Unidos, o Insight – hatch híbrido da Honda – hoje, além de já ter conseguido o seu espaço em vários mercados do mundo, também adquiriu o status de ser um dos carros desse tipo mais eficazes em atividade.

Montado sobre moderna plataforma, o Insight (“Introspecção” em inglês) possui no mesmo compartimento, dois motores: um a gasolina e outro elétrico, ambos de porte compacto. O veículo utiliza um propulsor comum de 4 cilindros em linha (1.3 litro, com bloco em alumínio) que, agregado à unidade elétrica desenvolve um total de 121 cv de potência. São 98 hp no modo tradicional (queima de gasolina com emissões normais) e 13 cv (com zero de poluição) oriundos do auxílio elétrico. Bem bonito, já que traz os mesmos traços de toda linha Honda atual, espaçoso (para 4 adultos e 1 criança) e com porta malas enorme, o modelo nipônico possui vocação extremamente familiar. Veja como foi o nosso test-drive exclusivo com esse carro que, num passado bem recente, poderia representar um conceito futurista, mas que já é uma realidade racional num tempo presente que necessita de atenção na sustentabilidade do planeta.

Aerodinâmica do modelo privilegia o baixo consumo

Desenho padronizado – A maioria absoluta dos fabricantes de automóveis globais decidiu, nos últimos anos, tornar homogêneo o design dos seus automóveis. Obviamente, o objetivo é conseguir uma identidade mais singular com todos os modelos de uma mesma marca parecidos entre si. A Honda não fugiu à regra. O Insight lembra muito (tanto por fora, quanto por dentro) o New Civic revendido no Brasil.

Compartimento de bagagens é excepcionalmente espaçoso

A frente, apesar de única para este híbrido, é bastante similar à das gerações atuais do Civic e City, com uma ligeira diferença: como este hatch foi concebido com prioridade na economia de combustível, a dianteira é cuidadosamente rebaixada com o intuito de cortar o vento frontal com a menor resistência possível. Bastante alongada, a carroceria do Insight é “magra”, além de comedida na altura. A traseira traz uma grande tampa de porta malas que encobre um excepcional compartimento de bagagens.

Acabamento (mesmo na versão de entrada) é bem feito

Interior e outras características – Como dito, o modelo não é muito diferente da linha Honda de automóveis nacionais. O painel é de leitura simples, com informações básicas ao condutor que incluem: velocímetro, conta-giros, hodômetro parcial e total, medidor de temperatura do motor e marcador de combustível. Nada que o diferencie de um carro comum, a não ser por um medidor de modo de condução (econômica ou não) explicitado por uma folha vegetal virtual que se acende (ou se apaga) no painel dependendo do peso do pé do motorista: se pisar leve (até 75km/h) o motor elétrico estará no comando. Acelerando-se mais fundo (em condições mais exigentes de condução), o propulsor a gasolina assumirá o trabalho.

Luz no painel indica se o condutor está (ou não) economizando

Há 3 versões desse carro (por ordem de luxo): Insight, Insight LX e Insight EX. A utilizada no nosso teste era a mais simples, de entrada, mas muito bem acabada, com tecido de boa qualidade nos bancos, vários porta-trecos e utilização de materiais agradáveis ao toque nos forros das portas, pára-sóis, painel, além de pacote de segurança completo.

Painel central é completo e de fácil leitura

Veredicto – Não espere desse modelo uma performance esportiva. Sua potência é a prova inconteste de que o Insight foi concebido (prioritariamente) para poluir pouco, economizar muito e oferecer um transporte seguro de passageiros, com algum conforto. Seu lema é: mobilidade racional. De acordo com dados técnicos do fabricante, o Insight consegue (numa média combinada entre os dois motores) a excepcional marca de (mais de) 35 quilômetros com 1 litro de gasolina! Seu pequeno tanque (que comporta apenas 25 litros) é suficiente para uma boa autonomia. Administrado com suavidade, ele é bastante silencioso, mas quando solicitado a andar mais rápido, vê-se que esta não é – definitivamente – a sua vocação. “O Insight é a representação de uma mobilidade coerente, de uma energia bem aproveitada do combustível. Além disso, tem design interessante e ótimo nível de segurança”, enfatiza Laís Accioly, Diretora Executiva da Taiyo Honda, concessionária da marca em Maceió (AL).

Carro de comportamento estável, o Insight exibe suspensão McPherson na dianteira e eixo de torção na traseira. Seu câmbio (automático de 7 marchas) é suave e com trocas silenciosas, além disso, o sistema “start-stop” colabora com a “missão verde” desligando o motor a combustão ao menor sinal de imobilidade do veículo, reativado-o após um simples toque no acelerador ou com a retirada do pé do pedal de freio. Um primor de veículo que merece nota azul pelo objetivo final de não ferir a natureza.

Altos impostos inviabilizam a chegada do híbrido no Brasil

Turma do contra – O Brasil, eterno país dos altos impostos e da incoerência no falar e fazer, mais uma vez prova ser um lugar difícil de ser entendido. O Governo não demonstra a mínima vontade de incentivar veículos econômicos e pouco poluentes por aqui, como é o caso do Honda Insight. Caso fosse liberada a importação oficial, por exemplo, ele chegaria (por causa de altas taxas de impostos) num abusivo valor de mais de R$ 100 mil, um absurdo para um hatch desse porte. (Veículo cedido para teste pela Honda do Brasil/Fotos: divulgação).

Às 11:18

Fiat 500 obtém destaque de qualidade em pesquisa alemã

5 jul

Carisma do compacto da Fiat tem rendido prêmios para a marca

O Fiat 500 ficou em primeiro lugar no “Estudo de Satisfação de Proprietários de Veículos” da J. D. Power and Associates, conhecida agência que, desde 2002, realiza pesquisas de mercado para determinar o quanto os motoristas alemães estão satisfeitos com seus carros e suas marcas. Com uma pontuação total de 81.8% na categoria “Minicar”, o “Cinquecento” ficou em primeiro lugar em uma classificação tradicionalmente liderada pelos modelos alemães e japoneses. O estudo, realizado mundialmente todos os anos, mede o grau de satisfação de clientes com base em 67 características em quatro categorias diferentes, cada qual com um peso específico. Apelo (desempenho, design, conforto, funções) representa 32% da pontuação total. Qualidade e confiabilidade do carro correspondem a 26%, custos operacionais (combustível, seguro, manutenção e reparos) a 22%, enquanto satisfação com a concessionária da marca é relativa a 20% da pontuação total. (Foto: divulgação)