Arquivo | Mercado Mundial RSS feed para esta seção
Às 23:00

As 12 máquinas irresistíveis do Salão de Detroit 2012

18 jan

Muitas são as lindas máquinas a se olhar no Salão de Detroit, um dos mais importantes do ramo, no entanto, seria bastante complicado apresentar todos os carros expostos. Veja, então, os 12 veículos que mais se destacaram no famoso “Naias” (North American International Auto Show). Como é possível constatar nas fotos, a cor vermelha parece que aponta como uma das grandes tendências no segmento de luxo global. Consumido em larga escala, o gélido Salão de Detroit pode provocar sobrecargas sensoriais. Deguste-o de maneira moderada. E boa escolha!

Acura NSX: daqui a 3 anos chega a versão híbrida V6

Acura NSX >> O NSX vendido nos EUA até 2005 não era excessivamente poderoso como os americanos gostam. Dentro de 3 anos, chegará melhor em todos os aspectos, com motorização híbrida (V6 a gasolina + unidade elétrica) e transmissão automática de dupla embreagem.

Audi S4: um dos esportivos mais cobiçados da atualidade

Audi S4 2013 >> O Audi S4 mantém um certo aspecto conservador perto de tantos outros esportivos futuristas, mas é um dos carros do gênero mais desejados do mundo. Muito equilibrado e com uma fantástica suspensão leve em alumínio (com amortecedores ajustáveis), o S4 2013 vem com motor V6 supercharged de 3.000 cm³ doando exatos 333 cv de potência, além de boa economia de combustível.

Cadillac ATS: freios Brembo e versões com 270 e 318 hp

Cadillac ATS 2013 >> Testado no circuito de Nurburgring, na Alemanha, esse talvez seja o melhor de todos os Cadillac´s já feitos até agora. O ATS 2013 é um sedã compacto capaz de oferecer conforto extremo com uma potência inacreditável. Concorre diretamente com a série 3 da BMW. Bastante leve, usa muito aço na sua composição, tem controle de tração e estabilidade, além de freios da marca Brembo. Virá em versão 4 cilindros turbo (2.0 e 270 hp) e também com motor V6 3.6 de 318 cv.

Sonic RS: motor 1.4 turbo e suspensão mais rígida

Chevrolet Sonic RS >> O Sonic agrada muito pelo seu design. Utiliza propulsor 1.4 turbo e suspensão mais rígida que os outros carros da família. A GM deve trabalhar a caixa de câmbio, no sentido de encurtá-la para torná-lo um pouco mais rápido nas retomadas. Pela beleza da carroceria, merecia um motor mais forte.

Dodge Dart: americano com mescla de Alfa, Chrysler e Fiat

Dodge Dart >> Fusão de Alfa Giulietta com coisas da Chrysler e Fiat, o Dodge Dart é uma das apostas da Fiat para retomar a simpatia da marca no mercado americano. Imagina-se que seja um produto de volume e que gere boas vendas por lá. Muito ágil (pelo seu baixo peso) virá com motores de 4 cilindros 2.0 e 2.4 litros, além do propulsor Fiat 1.4 turbo. O interior é o que mais impressiona, pois é digno de carros de alto luxo.

Novo Ford Fusion: eleito o melhor carro do Salão de Detroit 2012

Ford Fusion >> Destaque nessa edição na página 4, o Fusion renasce com ares de Aston Martin. O design agradou a ponto de ele ser eleito o melhor carro do Salão de Detroit 2012. Sem dúvida, um dos carros mais bonitos feitos nos últimos anos. Terá versão híbrida e outra 1.6 turbo de 4 cilindros. Por dentro, muito luxo e alta tecnologia embarcada.

O Honda Accord Concept e seu design arrebatador!

Honda Accord Coupe Concept >> O veículo mostrado pela Honda em Detroit impressionou pelo seu porte e elegância. Por enquanto ainda é um carro-conceito, mas deverá ser lançado praticamente sem alterações, pelo equilíbrio de linhas e beleza em geral que já possui. Terá propulsores 2.4 de 4 cilindros e 3.5 litros V6, além de híbrido plug-in.

Hyundai Genesis: desenho interessantíssimo e tração traseira

Hyundai Genesis Coupe >> A divertida (e bonita) máquina da Hyundai vem com tração traseira e com um desenho indefectível. O Genesis Coupe teve seu motor 2.0 turbo retrabalhado e ganhou 64 hp de potência. Para os mercados europeu e americano, a versão 3.8 V6 (com 348 cv) deverá ser disponibilizada. Uma bela e compacta máquina coreana.

Lexus LF Concept: híbrido despeja quase 500 cv de potência nas rodas

Lexus LF-Concept >> Embora apenas um conceito, esse cupê esportivo híbrido dá uma sinalização do novo direcionamento que a Lexus deverá tomar, principalmente no campo do design. Repleto de milongas eletrônicas, possui tração traseira e poderá ser lançado com um motor turbo V6 híbrido despejando uma potência combinada entre 450 e 500 cavalos

Mercedes SL 550: roadster é um clássico sensacional e tem motor V8

Mercedes-Benz SL 2013 >> “SL” significa Super leve. Com inspiração nos primeiros SLs, este incrível roadster SL550 renasce de maneira triunfal. Além de um design maravilhoso, vem 242 kg mais leve do que seu antecessor. O motor? A nova unidade V8 turbinada de 4.4 litros entrega nada menos que 429 cv. Uma fusão perfeita de classe, desempenho e muita segurança.

Mercedes-Benz E300 BlueTec híbrido: síntese da economia com luxo e ótimo desempenho

Mercedes-Benz E300 BlueTec híbrido >> Carros híbridos geralmente não são objetos da paixão para os apaixonados pelo tema, mas a tecnologia deste Mercedes contradiz esse conceito. O novíssimo “E300 BlueTec Hybrid” possui um sensacional motor a diesel (que oferece muita economia de combustível) acoplado a outro elétrico que trabalha nas baixas rotações ou quando o veículo está parado. Esse modelo da Mercedes-Benz é a antecipação do futuro sobre rodas, quando o assunto é mobilidade com alto luxo.

Porsche 911 Cabriolet: baluarte da alta performance, ícone da esportividade alemã

Porsche 911 Carrera Cabriolet >> Lendário modelo esportivo alemão, essa última geração do Porsche 911 firma-se como um perfeito exemplar que une a precisão da estabilidade máxima com um desempenho arrebatador. A distância entre os eixos aumentou e o refinamento do acabamento está melhor ainda que a geração anterior. A Porsche garante mais potência com menor consumo em todos os seus novos carros. O Carrera Cabriolet 2012 vem com 400 hp e caixa de câmbio manual de 7 marchas (a 1ª do mundo) ou automática de dupla embreagem. (Fotos: divulgação)

Às 23:36

Fiat 500 deverá ganhar nova versão de 5 portas

17 jan

Fiat 500: venda baixa nos EUA preocupa a Fiat, que deverá lançar outras versões do compacto

Após um hiato de 30 anos fora do mercado norte-americano, a Fiat tentou voltar (e agradar) o coração dos yankees com o lançamento do compacto Cinquecento, o 500, lendário modelo que teve uma história de sucesso com quase 4 milhões de unidades vendidas entre 1957 e 1975. O novo e carismático veículo (que seria a ´arma´ principal da marca italiana no seu retorno aos Estados Unidos) ainda não mostrou a que veio. Somente 26 mil carros (metade da expectativa da empresa) foram vendidos por lá em 2011.

Concorrente direto do BMW Mini (que é comercializado em diversas versões de duas e quatro portas, conversível ou fechado), o 500 deverá ganhar um novo modelo de 5 portas e até, possivelmente, uma charmosa SW em tamanho “P”. O detalhe é que os norte-americanos, mesmo que estejam se reacostumando com uma nova fase de economia de combustível (que fica mais fácil de ser obtida em carros com motores menores), é exigente no quesito “espaço”, daí a preocupação da Fiat em recriar o 500 para que, finalmente, ele agrade aos consumidores dos EUA. Olivier Francois, chefe da marca Fiat, disse recentemente à imprensa europeia que o novo carro já será mostrado no Salão de Genebra, em março. Como os americanos também adoram automóveis potentes, a versão Abarth (mais esportiva) do Cinquecento também terá uma nova atenção. Atualmente a Fiat tem 137 concessionários abertos nos EUA, devendo atingir 150 casas até o final deste ano. (Foto: divulgação)

Às 22:37

Novo Ford Fusion é eleito o melhor carro do Salão de Detroit 2012

16 jan

 

Claramente, grade frontal foi inspirada nos esportivos da Aston Martin

   Há poucos dias, nos Estados Unidos, o novo Ford Fusion estreou mundialmente e nesse rápido tempo, já faturou dois prêmios. A conceituada revista Autoweek o elegeu como o melhor veículo do Salão de Detroit 2012 e o sedã venceu, também, o “EyesOn Design”, prêmio de estilo concedido pelo Instituto de Oftalmologia da capital do automóvel.

Inegavelmente, um belo desenho

  Segundo a Autoweek, pelo belo desenho, o novo Fusion certamente ainda será bem lembrado daqui a cinco anos, período longo para um mundo tão dinâmico atualmente.

Interior tem o padrão global de luxo Ford: boas costuras, couro e amplo pacote tecnológico

  Inovação e inéditos motores >> Baseado no conceito Evos, o Fusion representa a nova geração de design da Ford, com linhas bastante arrojadas. Ele também é o sedã com a maior oferta de motores do segmento, disponibilizando opções híbrida e híbrida “plug-in”, dois motores EcoBoost de quatro cilindros e um motor naturalmente aspirado de quatro cilindros. O modelo conta também com o sistema automático “start-stop” que desliga o propulsor em ´ponto morto´. O inédito automóvel virá em versões com tração dianteira ou integral (nas 4 rodas, sob demanda) e com caixa de câmbio automática ou manual de seis velocidades. (Fotos: divulgação)

Às 16:24

Fiat amplia participação na Chrysler para 58,5%

7 jan

////

A Fiat anunciou que a sua participação no capital da Chrysler Group LLC foi ampliada de 53,5% para 58,5%, uma vez que a terceira (e última) cláusula de performance foi alcançada. Segundo o Acordo Operacional que estabeleceu os termos de cooperação entre Fiat e Chrysler, cada cláusula de performance atendida equivale a uma participação de 5% no capital da companhia norte-americana.

O último compromisso da Fiat assumido junto ao Departamento do Tesouro dos Estados Unidos previa o desenvolvimento de um veículo com motor econômico e eficiente, capaz de percorrer “40 milhas por galão de gasolina” (cerca de 17 quilômetros por litro de combustível), a ser produzido nos EUA. De acordo com a empresa, a meta foi alcançada em dezembro último, quando a Chrysler Group confirmou esta marca de consumo em testes realizados com o Dodge Dart, seu novo sedã. O veículo será apresentado ao público no próximo dia 9, no North American International Auto Show (NAIAS), o Salão do Automóvel de Detroit. Dessa maneira, a Fiat passa a deter 58,5% do capital da Chrysler Group, enquanto os 41,5% restantes pertencem à UAW Veba (fundo de pensão dos trabalhadores da empresa norte-americana).

Às 18:29

Novo EcoSport: a hora do revide >> Modelo da Ford briga pela liderança com o Renault Duster

4 jan

Frente do modelo (bastante futurista) ainda deve sofrer alterações

Na selva do mundo corporativo só há leões rápidos e famintos. A chegada ao Brasil do Duster (utilitário esportivo compacto da Renault) fez a luz vermelha da Ford acender com bastante intensidade, já que o simplório (e inteligente) projeto modular da marca francesa já está fazendo muito sucesso no mercado nacional. Bastaram apenas três meses de produção do Duster para desbancar uma liderança de quase uma década do EcoSport no País.

No intuito de combater (e tentar retomar) a liderança nas vendas, a Ford antecipou a exibição do novo modelo à imprensa especializada do Brasil e Argentina. O veículo foi mostrado em Brasília (DF) nesta última quarta-feira (4/1) com pompas que envolveram a presença da atriz Deborah Secco, do Governador da Bahia, Jaques Wagner e até do Ministro Aloizio Mercadante, além de outros executivos da própria Ford da América do Sul e Norte.

Traseira é até discreta, apresentando lanternas horizontais: estepe externo está mantido

O que muda? Esteticamente, como você pode acompanhar nas fotos, o carro está completamente modificado em relação à versão atual, no entanto, a empresa ainda não divulgou a base do conteúdo técnico que terá o veículo. Quais opções de motores e câmbios? Virá com tração nas quatro rodas? Quantos Airbags? E o preço, quanto será? Nada foi dito. Detalhes de suspensão, conteúdo tecnológico embarcado, pacote de segurança e, muito menos, os opcionais disponíveis ainda ficarão por conta da imaginação dos fãs do modelo, pois a Ford do Brasil deverá manter segredo até a data de lançamento oficial por aqui, que, provavelmente, só deverá ocorrer no segundo semestre de 2012.

Novidade nos “Brics” >> Ao contrário do Brasil, o veículo (finalizado e pronto para rodar) foi lançado oficialmente na Índia, durante o Salão de Nova Deli, também na quarta (4/1). Segundo a marca americana, a geração nova do EcoSport será fabricada na Índia, Brasil e outros locais (ainda não revelados) para atender a uma demanda de mais de 100 países.

Criação >> O novo EcoSport é considerado o “primeiro produto global One Ford” criado aqui na América do Sul. A marca divulga que a responsabilidade do projeto ficou nas mãos da turma de Camaçari, na Bahia, que agiu em consonância com engenheiros e designers dos Estados Unidos e outras partes do mundo, no entanto, a empresa diz que o núcleo de ideias e soluções surgiu no Brasil, por se tratar de um lugar aonde os profissionais dominam a arte de criar (ou adaptar para o mercado local) veículos de porte compacto. O EcoSport nova geração sintetiza isso: a vontade da Ford em ganhar mais mercados principalmente no segmento “B” de carros compactos.

A lateral lembra bastante os traços dos coreanos da Hyundai atualmente

Aspecto geral >> O veículo apresentado aos jornalistas esta semana não se tratava nem de um protótipo e sim apenas de um “mock up” com parte externa pronta (não se sabe ao certo em quais materiais) e parte interna inexistente, portanto, apenas falo da casca, muito bonita, por sinal.

O design do EcoSport 2012 (que talvez já seja lançado como modelo 2013…) segue as tendências globais da Ford. A traseira mantém o estepe exposto e oferece discretas lanternas horizontais. A frente – futurista demais – ainda deve receber mudanças mais radicais e, no geral, o perfil das laterais, posicionamento de colunas “A” e “B”, largura geral e comprimento de capô são condizentes com a moda atual. De lado ele lembra o Hyundai iX35. Plágio? Não. Apenas uma questão de manutenção de estilos atuais, de concordância de escolas globais de desenho industrial, foco em melhoramento aerodinâmico com linhas mais curvas… Nada de excepcional e amplamente utilizado por todas as marcas atualmente.

Como dito, a selva é cruel e exige mobilidade constante, senão o jacaré agarra o pescoço do cordeirinho desavisado que foi beber água no riacho (aparentemente) inofensivo… A briga direta da Ford agora é com o carismático Renault Duster, de projeto simples e funcional e com preços que o brasileiro já assimilou como justos na relação custo-benefício, portanto, muito provavelmente o novo EcoSport deverá ser ofertado (por uma questão estratégica) com valores não tão destoantes do oponente franco-romeno-brasileiro. Vamos aguardar para ver o 2º round. (Fotos: divulgação)

Às 23:01

Vendas da Ford ultrapassam 2 milhões de unidades nos Estados Unidos em 2011

3 jan

Ao fechar o balanço geral de 2011 a Ford divulgou nota anunciando que as suas vendas – nos Estados Unidos – ultrapassaram o patamar de 2 milhões de veículos. O número a posiciona como a marca automotiva mais vendida da América do Norte e a primeira a atingir esse nível desde 2007. Deste total, os carros compactos da empresa apresentaram um crescimento de mais de 20% de vendas em 2011 e os utilitários tiveram um avanço de mais de 30%, segundo levantamento do fabricante.

Fusion: carro mais vendido da Ford nos EUA em 2011

Fusion em alta >> Nos próximos dias a Ford exibirá o novo Fusion no Salão Detroit. Agora em 2011 o sedã teve o seu melhor ano no mercado com cerca de 240 mil unidades comercializadas, consagrando-se como o carro mais vendido da marca nos EUA. No Brasil a marca concluiu 2011 em 4º lugar. (Foto: divulgação)

Às 15:43

2011 e o seu inescapável balanço

29 dez

Há poucas coisas mais chatas que balanços do fim do ano e projeções para o próximo. Sempre há esperança que a análise dos fatos gere conclusões, e estas possam de alguma forma, ajudar nos contornos da atividade. Aqui, ledo engano, talvez porque o Governo não veja a indústria montadora e sua enorme cadeia produtiva, como parcelas da atividade desenvolvimentista. Gosta do fabricar porque recolhe os maiores impostos de país produtor, pune proprietários com os maiores percentuais de taxas, é tremendo gerador de empregos, bem estar, benefícios, impostos em sua larga sequência. Se o servente da fábrica de parafusos for comprar um penico, o Governo ganhará em toda a cadeia: sobre o parafuso, sobre o automóvel novo que o conterá, transporte, venda, licenciamento, seguro e, até, sobre o penico! Faz enormes lucros em cima da gasolina aqui produzida, mas cobrada com se viesse do Oriente, com as estradas onde não investe, passadas a concessionários com os pedágios mais caros do mundo.  Assim, deixa rolar.

Prática ruim porque baseada no princípio da omissão. O Governo não testa os automóveis locais antes de seu lançamento, nem os estrangeiros antes de serem importados. Se forem perigosos, azar do contribuinte e do INSS que custeará inatividade e danos pessoais. Isto explica ocorrências inadmissíveis em países sérios, como a omissa lei de proteção ao consumidor, a falta da inspeção veicular, os equipamentos de segurança tratados como opcionais de luxo, as estradas mal feitas, a sinalização ruim, os fracos cursos e exames habilitando motoristas, o policiamento orgulhoso pela aplicação de multas por excesso de velocidade. Na maioria das vezes a sinalização e a estrada estão abandonadas nas proximidades do posto. A atividade policial esquece a obrigação de educar para evitar, preferindo a rentável atividade de multar.

As observações para a criação de condições de maior competitividade dos veículos nacionais, e mesmo para o surgimento de produto adequado às condições brasileiras são oficialmente desprezadas. Aliás, na matéria, 2011 será “antolhógico” (a expressão se referencia aos antolhos, aplicados em animais para evitar que olhem para os lados e entendam o cenário). Sem noção, o Governo Federal pelo acadêmico Guido Mantega, da Fazenda; por Aloísio Mercadante, da Ciência e Tecnologia (e portador do carimbo de aloprado pela até hoje inexplicada mala de dinheiro para comprar suposto relatório); e Fernando Pimentel, da Indústria e Comércio (tentando explicar ter recebido por palestras que não proferiu) resolveram manter o país na vala da superação tecnológica, sem capacidade de competir, mas assegurando às montadoras aqui instaladas e seus produtos superados, a maior fatia de lucro unitário.

Criaram imposto adicional de 30% sobre os veículos importados de países extra Mercosul e México, encerrando a possibilidade de melhorar para competir, e condenaram o consumidor brasileiro às carroças da década de ´90 decoradas com detalhes e adaptações para os dias atuais. Velhas plataformas com cascas novas fazem alegria e excepcionais lucros para as montadoras e impostos para o Governo. A muralha transformará os carros locais na reedição de Opalas, Passats e Santanas dos anos ’70 e ’80. Protegidos pela falta de competitividade, ficaram antigos, superados, mas permitindo grandes lucros. Justificam forçar a implantação de mais fábricas por aqui, estabelecendo índice de nacionalização de 65%. Quem vai aferir isto?

Resumindo: 2011 foi ótimo para a indústria e concessionários. No total, 3.63 milhões de automóveis, caminhões e ônibus, tornam o Brasil quinto ou sexto produtor e quarto ou quinto mercado interno, classificações exatas somente após fechados os números. Mas o Brasil é o maior mercado mundial em transporte rodoviário atraindo novas indústrias: MAN, International, NC2, chineses e a Ford entrando nos pesados.

10.000 Mercedes vendidos no Brasil, diz a foto comemorativa

A Mercedes manteve-se como maior produtor sul americano de caminhões e ônibus: quase 80 mil unidades. Mais em 2012 ao transformar a fábrica de Juiz de Fora (MG), antes Classes A e C, para fazer o pesado Actros.

A JAC e a agressiva postura no Brasil provocaram bloqueio nos portos

Marco principal, o Fator JAC, a marca chinesa representada por Sérgio Habib, carros equipados e vendidos a menor preço que os nacionais pelados, provocando reações: primeira, corte dos preços dos nacionais. Depois, sua engenharia para seduzir o Governo a barrar a concorrência, garantindo o desnível em tecnologia e os elevados lucros internos.

Outro lado, não houve casamento entre aumento da frota com planejamento e obras para melhorar fluxo, sequer estudos oficiais para estudar carros com funcionamento por eletricidade e adequados às cidades. Cidadão compra o automóvel, paga um monte de dinheiro em impostos e os Governos que o recebem, não lhe asseguram direito de uso. Alguns optam pela solução “antolhógica”: rodízio. Ou, proibição de uso. Para ser honesto, o imposto deveria diminuir proporcionalmente. Quinto ou sexto mercado, a diferença pouco importa. Nesta relação é o único país sem ter automóvel adequado às suas exigências; nem ter um projeto brasileiro; sendo, apenas, excelente adequador de desenhos alheios aos buracos nacionais. Somos assumidamente colonizados.

Lá fora >> O ano de 2009 mostrou o Tsunami econômico. 2011 exibiu a versão física, original, causadora da suspensão de fornecimento de componentes eletrônicos a veículos em todo o mundo, mormente Toyota e Honda, punindo-as em produção, vendas e participação. GM, apesar do apequenamento, recupera vendas. Ford expandiu-as e aos lucros, força de seu projeto de antevisão da crise, alteração nos veículos, racionalização de plataformas, mudanças em motores com o uso de turbocompressores, diminuindo volume, peso, emissões. Chrysler e Fiat, sua controladora, voltaram ao mapa de vendas e ao mercado norte-americano com o pequeno 500. Carros novos, mesclando plataformas e motores, só em 2013.

No restante do mundo ocidental a crise puniu os carros de classe média, instando fabricantes a investir nos BRICS, os países em desenvolvimento China, Rússia, Índia, Mercosul. Alemães cresceram: VW, Porsche com recordes em produção e lucros; Mercedes, BMW e Audi, idem. A mensagem é que a crise só afeta até a classe média ou provoca o ânimo da compra para gozo imediato. Coreanos continuaram em expansão e chineses ganharam o mundo. As esperadas conquistas de qualidade e melhorias apareceram rapidamente, aferidas em pesquisa da agencia JD Power. Os chineses deixarão de ser folclóricos e passarão a concorrentes.

Aqui no Brasil, 2011 foi o ano do incremento aos privilégios, às largas margens de lucro, à falta de competitividade de nossa indústria. O Governo Federal chancelou a enorme lucratividade e assegurou um ano sem concorrência com os importados, com preços catapultados pelos 30 pontos sobre os recordistas 35% cobrados como imposto de importação. É muito mais que privilégio comercial. É a supressão aos direitos do consumidor, a condenação a perder o bonde da competitividade, em proteger as carroças da concorrência, andar para trás. Quanto isto custará ao país nos próximos anos? No mercado interno posições foram mantidas: Fiat líder; VW seguindo; GM terceiro e Ford a 4ª mais vendida. A Renault entendeu a falta de exigência dos consumidores. Assim, vende como marca de primeira linha, os carros que projeta e mundo afora vende como Dacia, de 2ª categoria. Cresceu e se solidificou com Logan, Sandero e tem fila para o pequeno utilitário esportivo Duster. Honda e Toyota tiveram problemas de fornecimento de peças estrangeiras. O Corolla desabou em participação de mercado e para vender precisa de promoções e descontos de até R$ 4 mil, medida que permite ver como é larga a camada de lucros. A GM mantém a filosofia do uso de plataformas antigas com cascas novas. Suas efetivas novidades têm o pé no exterior. O Cruze, coveiro de Astra e Vastra (o Vectra sobre plataforma Astra) importado em peças e montado no Brasil. E o Sonic, coreano projeto Daewoo deve ser uma misturada de origens. Das novidades, a Nissan mudou mais: Christian Meunier presidente para fazer a marca crescer; Carlos Moreno diretor de marketing liberado em meios para chegar aos fins; Abelardo Pinto, sóbrio diretor comercial para garantir à rede que o projeto é consistente e não apenas piração de momento. Trazer o March, o Versa, ter feito anúncios irônicos com o picape Frontier mais que dobraram sua participação no mercado. Peugeot, sem produtos, caiu em vendas. A irmã Citroën, subiu. Resultado interessante, a Mercedes vendeu mais de 10 mil automóveis em 2011. Informação de Dimitris Psilakis, diretor da área indica, 50% das vendas de líder Classe C, foram a novos clientes.

Fim do ano o Contran legislou anulando as placas de sinalização de barreiras de velocidade. E liberou as formas de aferição, incluindo as pistolas de radar. Em teoria, ótimo para a Noruega e Dinamarca, porém inaplicável em países onde domina a ignorância e nos quais o contribuinte é apenas sujeito passivo a ser extorquido pelo Estado ou por seus agentes. Nesta relação já se sabe quem sairá perdendo.

Cultura >> Repositórios da história, museus tem pouco a comemorar, exceto pelo que a Fiat patrocinará em Minas, com curadoria do Veteran Car Club MG. Ex-sexto Museu do mundo, o de Caçapava (SP) sofreu as consequências da mistura do público com o privado. Secretário de Cultura no Estado, Andrea Matarazzo, intermediou a cessão do acervo de sua prima para a Prefeitura da cidade. A doação livra-a de responder pelo desaparecimento de veículos inteiros e partes, todos tombados pelo Estado. A secretaria de Matarazzo é que deveria ter cobrado as responsabilidades pelos furtos e danos dos bens tombados. Ficou em família. O Dr. Matarazzo é candidato a prefeito de São Paulo…  O alcaide caçapavense se esforça para recompor o acervo, mas sem meios é difícil administrar restos.

O Museu Nacional do Automóvel, em Brasília, continua a luta de sobrevivência contra ação movida pelo Ministério dos Transportes, que quer sua sede, ampliada, conservada, operacional, para guardar papéis velhos da extinta Rede Ferroviária Federal. Único no mundo a conservar a história de automóvel em um país, o Museu tem recebido apoios de público, clubes, colecionadores. Quer ajudar? Escreva ao Ministro dos Transportes: paulo.passos@transportes.gov.br ou ao secretário particular da presidente Dilma via eMail gabinetepessoal@presidencia.gov.br. E também assine a petição eletrônica: http://peticaopublica.com/PeticaoVer.aspx?pi=apoiomab.    A Federação Brasileira de Veículos Antigos, cuja existência é palpável desnecessidade, naturalmente se omitiu.

Itelmar Gobbi e Aldo Besson: criadores e criaturas

Gente >> Não se pode esquecer a perda do ex-presidente Itamar Franco: botou ordem no país; criou o respeito fiscal; bancou o carro popular; baixou e conteve a inflação e ajudou a criar o Museu Nacional do Automóvel, em Brasília. E de Aldo Besson, industrial, corajosos sócio da Miura, nascida em oficina de estofamentos e autora das maiores inovações em conteúdo nos nacionais em fibra de vidro. (Roberto Nasser / Foto: divulgação)

Às 20:09

Em busca da máxima eficiência: Subaru ganha pelo 3º ano a pontuação máxima no IIHS Top Safety Pick

28 dez

Subaru Forester, uma das jóias da marca nipônica

A FHI (Fuji Heavy Industries Ltda), empresa que desenvolve e fabrica os veículos da Subaru, obteve mais uma vez o reconhecimento da alta qualidade dos seus automóveis, principalmente no quesito segurança para os motoristas e passageiros. A marca nipônica recebeu do IIHS (Instituto de Segurança nas estradas, organização sem fins lucrativos apoiada pelas seguradoras de automóveis nos EUA) a pontuação máxima no “Top Safety Pick 2012”. Segundo dados obtidos pela organização, todos os modelos Subaru vendidos atualmente na América do Norte (incluindo o novo Impreza), possuem, também, um alto nível de eficiência de combustível na categoria veículos de passeio. A Subaru tem sido reconhecida pelo IIHS por três anos consecutivos como a única fabricante de automóveis vencedora do Top Safety Pick em todos os modelos de sua linha (Legacy, Outback, Forester, Tribeca e Impreza). (Foto: divulgação)

Às 13:47

O Ford Edge 2012 e a teoria de Milton

16 dez

Versão com tração simples, mais adequada à briga com a concorrência

O mundo do automóvel tem coisas surpreendentes: há Presidente de montadora que não conhece automóveis e nunca havia entrado numa fábrica; existem engenheiros que deles não gostam; relações públicas que detestam carros, e quem deles gostem; jornalistas “especializados” que não sabem dirigir; outros que desconhecem a história sobre rodas e há, também, publicitário que pensa que o mundo surgiu no dia de seu nascimento. Registros inacreditáveis. Entretanto, no nosso modo de ver, um dos pontos mais surpreendentes neste fascinante mundo, é que um dos credos, axioma respeitado, embora nem sempre com crédito ao autor (aliás, ao cantor), diz: “Todo artista deve ir aonde o povo está”. A frase está na música “Nos bailes da vida” dos mineirinhos Milton Nascimento e Fernando Brant. Obra de arte em música e marketing. Regra geral, válida para tudo, no caso, adaptado ao tema dessa matéria, o produto deve ser o que o comprador quer.

Painel completíssimo, tem tecnologia da Microsoft

Suave, apreciadora de música e cinema, Lucíola Almeida, gerente de produto na Ford, deve ter-se lembrado da frase e visto as especificações dos carros do segmento, tomando um susto: brasileiro quer aparência, promessa visual e ´auto-convencimento´. Conteúdo, capacidades, habilidades, são itens desprezados na grandíssima maioria. É o que explica os Hyundai Tucson, Kia Sportage…, todos aparentando grandes capacidades de se impor e arrostar dificuldades, entretanto apenas automóveis com jeito de jipe, motores pequenos, tração simples. No Toyota RAV4, por exemplo, o “4” da sigla sugere tração em todas as rodas, mas sua versão de entrada tem-na apenas nas dianteiras…

O teto panorâmico ocupa 70% da área da capota: diversão para a garotada

A Ford observou o perfil dos usuários, seu interesse tecnológico, casando com o caminho aberto pela matriz de desenvolver sistemas com a Microsoft, transformando seus produtos no de maior interatividade. Deve ter aplicado visão libertária fugindo da ditadura PP, do preto e do prata, outra trapalhada nacional. Moldou o produto: variedade de cores, tração simples na dianteira, manteve o bom e moderno motor V6, 3.5 litros, 289 cv e bons 34 kgf.m de torque, preso a transmissão automática de 6 velocidades, conjunto acima dos demais tração simples do mercado, com motores no milhar de dois litros. A parte tecnológica tem Bluetooth, sistema multimídia SYNC-Microsoft, GPS com mapas brasileiros, com ordens em português ilustrado com sinônimos e tela de 8 polegadas por toque. E confortos como bancos com regulagem elétrica de 10 posições, câmera de ré, rodas aro 20, som da marca Sony Premium e a larga relação de confortos na versão superior, Limited, com tração em todas as rodas, a famosa AWD.

Mistura de SUV e Crossover, o Edge tem público seleto e que gosta de um pouco mais de exclusividade

Em mais de 60 países, multipremiado, feito no Canadá, sem dispensa de impostos, a Ford vendeu 1.600 unidades até novembro deste ano. Quer mais em 2012. Se válida a Teoria de Milton Nascimento, deve conseguir chegando aonde o povo (e suas preferências) estão.

Quanto custa a máquina? A Ford sugere (por causa de diferenças de fretes em várias regiões do Brasil), os seguintes preços nas versões a seguir apresentadas (por ordem de luxo e opcionais): SEL (R$ 119.900); Limited (com tração simples) R$ 133.000; Limited (com tração simples e teto panorâmico) R$ 142.000; Limited (com tração AWD) R$ 138.000 e LImited (com AWD + teto solar) R$ 147.000.

Pontinha do iceberg daquilo que virá a ser o Novo Ecosport

Global, a nova Ford – As consequências do projeto de produtos globais enfim, chega ao Brasil. “Produto global” foi a diretriz que a Ford tomou para padronizar seus automóveis, diminuir custos, não entrar na crise da indústria automobilística norte-americana que apequenou a GM e acabou com a independência da Chrysler. Na prática era acabar com a política cítrica – a que achava ser o mundo uma laranja fazendo produtos com alguma semelhança se estivessem no mesmo gomo. Pelo novo projeto, a padronização de produtos é para valer. Assim, se é para ter um pequeno utilitário esportivo aqui, outro eventual do mesmo porte, será exatamente igual. O Brasil andou fora do negócio com o EcoSport, existente apenas aqui, assim como o novo KA. Agora, em fim da vida útil, os sucessores falarão linguagem internacional. É o que justifica a apresentação do novo EcoSport num insólito 4 de janeiro, quando os compradores brasileiros migram ao verão: é que os indianos inaugurarão o Salão de Nova Déli no dia 5 e, nele, a maior atração da Ford será, exatamente, nosso primeiro produto globalizado, o EcoSport. Apresentação não significará venda imediata. Demorará algum tempo, mas não como a projetada apresentação ao Salão do Automóvel, em outubro. É que os executivos da Ford tomaram um susto com o primeiro mês cheio nas vendas do novo concorrente Renault Duster. Como novidade, preço menor, maior volume e presença, o Duster vendeu mais, quebrando o encanto da inimaginável liderança de uma década. A Ford Brasil tentou ignorar o fato; pensou passar batido; fingir não ser com ela; mas engasgada pela poeira levantada pelo Duster, tocou o alarme e resolveu assumir a realidade. Se o evento deixar de ser pontual e se tornar evidência, deve re alinhar os preços do Eco, em linguagem de mercado, reduzir ou criar vantagens financeiras e acelerar o projeto de lançamento. Segundo um fornecedor, a Ford passou a mão no chicote para correr com o fornecimento das peças para o novo EcoSport. As ilustrações foram colocadas na Internet pela Ford India, logo recolhidas, porém o “Blogauto” argentino foi rápido e registrou. (foto acima)

RODA A RODA – De corrida – A Ford norte-americana fará 50 unidades do Cobra Jet Mustang para competições. Novos motores, 2.9 com compressor ou 5.0 aspirado, chassi mais leve, é vencedor da categoria NHRA desde 2009. Nos EUA, US$ 86 mil (o aspirado) e US$ 93 mil com supercharger, respectivos e aproximados R$ 160 mil e R$ 180 mil.

Recorde – Novembro foi o melhor mês de vendas da história da Audi: 111.400 veículos, crescimento de 28%, devendo fechar o ano com 1,3M de vendas mundiais. Aqui, baixos números, 541 unidades em novembro, porém em percentual a marca cresceu 60% em relação a 2010. Dá certo o projeto de Paulo Kakinof, mandado da Alemanha para salvar a operação brasileira.

Mercoclio – R$ 180 milhões (400 milhões de Pesos) serão investidos pela Renault em 2012 na Argentina para moldar outro veículo sobre a plataforma do Clio, fazendo Renault de entrada. Previsão de produção anual de 100 mil unidades.

Consumidor – O Governo Federal quer dar força ao consumidor. Deve criar secretaria especial no âmbito do Ministério da Justiça e ampliar a operação dos Procon.

Correção – A Honda corrigiu os dados que informou relativamente ao motor do Civic 2012: a taxa de compressão não é 10,6:1, mas 11,7:1; e o pico do torque ocorre aos 5.000 rpm com álcool e 4.600 rpm movido por “gasálcool”.

Aproveita – Até dia 31 a Renault fomentará as vendas de seus comerciais Master pelo bolso: 40% de entrada, restante em 12 meses sem juros. Kangoo fomentado com 30% de entrada e 36 meses com taxa de 0,99%.

Racional – PSA, Peugeot Citröen é a primeira montadora a livrar o motor flex daquele penduricalho anti-tecnológico, o tanquinho de gasolina para partida a frio. Criou novidades como o aquecedor acionado quando a porta se abre.

Trato – Aplicou o ´Start Flex Bosch´ e fez meia-sola tecnológica no bloco de ferro: comando variável para a admissão; bomba de óleo com pressão variável; redução de atrito entre camisas, pistões e anéis; adotou a tendência mundial de privilegiar torque em baixa rotação. Como referência, é a maior potência em 1.6 nacional: 122 cv com etanol.

Mais – Seu bom motor 1.4 com bloco de alumínio só deverá receber o tratamento no próximo ano, no pequeno 208.

Família – Para ônibus a Scania apresenta linha de motores dentro da linha mundial, com 9 e 13 litros e potências entre 250 e 440 cv. Unificação de blocos com aumento de cilindrada e novidades como pistão com anel raspador superior e, no cárter, eixos contra-rotantes eliminando vibrações de operação.

Off Road – Aproveitando segmento de máquinas agrícolas, industriais e geradores a MWM desenvolveu família de motores sobre a plataforma conhecida dos modulares 3, 4 e 6 cilindros. Leva o nome de MaxxForce e se antecipa às exigências, iniciando produzir no segundo semestre de 2012 pretendendo exportar para Europa e EUA.

Agência – A sino-brasileira CR Zongshen, detentora da marca Kasinski, cresceu 140% relativamente a 2010 e com 2,8 % do mercado, contratou as agências Leo /Burnett e Share Group.  Quer crescer muito. Há espaço se os produtos forem bons. E separar dentre os chineses é que é.

Briminha – Brasiliense Felipe Nasr, vencedor do Sunoco Rolex 24 e campeão britânico de Fórmula 3, prepara-se para encarar às 24 Horas de Daytona, EUA, 28 e 29 de janeiro. Fará oito sessões de treino a partir de 6 de janeiro. Já é vitrine mundial.

Generosidade – A revista Racing tem publicado textos de Bird Clemente, o ex-primeiro piloto profissional do país. Histórias saborosas, detalhes de poucos conhecidos, elegante, generoso. Neste mês fala sobre Wilsinho Fittipaldi.

Imprensa – Não lembrei e sintetizo lembrança do jornalista Rogério Louro, registrada no site Jornalistas & Cia: um século da Revista de Automóveis, pioneira do setor, no Rio de Janeiro, quando a frota era mínima. Durou até poucos anos. O título foi retomado por Murilo Reis, também no Rio, de 1954 a 1962. Atualmente é site do decano dos jornalistas especializados, o Mário Pati: www.revistadeautomovel.com.br

Gente – Dona Cristina Fernandes de Kirschner tomou posse para o segundo mandato presidencial na Argentina. Discurso de sobriedade para os novos tempos de improjetáveis dificuldades e exemplo ao chegar de Passat CC, substituindo o Audi A8, maior e mais caro, até então utilizado. Efeito-demonstração: lá, como cá, o carro de serviço presidencial não é comprado, mas cedido. Aqui Ford, lá VW. OOOO (Roberto Nasser / Fotos: divulgação)

Às 11:35

Alfa Romeo. Meus palpites por Aí

11 nov

Alfa 4C, vermelho lava, cartão de visita da volta aos EUA

Apreciadores de Alfa Romeo não são meros, anônimos motoristas, donos, usuários. Nada disto. Tendo-os (agora de coleção ou usados), ou não os possuindo, sempre serão alfistas. Alfisti, como se tratam, coerentes à italianidade da marca. E nesta condição, lamentam, protestam, clamam pela volta da Alfa ao mercado brasileiro. Delicados, educados, confessam, invejam os argentinos, que podem tê-los novos, atualizados, zero km, a menor preço que custariam aqui. E palpitam nos blogs e sites do ramo. E como nestes grupos aparece de tudo em matéria de futurismo, meu lado de alfista praticante (conheço poucos outros insanos tendo carro da marca há 41 ininterruptos anos de paixão onanista e raivas públicas) avoca, democraticamente, o direito de palpitar, como o faço, dizendo o que sei da Alfa e Brasil. Alfa virá para o Brasil? Sim, após fincar sua bandeira nos EUA a partir de 2014. Próximo ano inicia seu grande e cuidadoso caminho de salvação: voltar ao maior mercado do mundo. Irá com o 4C, protótipo gestado pela equipe de Marco Tencone, em recordistas 9 dias, incluindo Natal e Ano Novo. É o estilo Sergio Marchionne, o capo de tutti capi, Nº 1 da Fiat. Carro para ocupar mídia, provocar desejos, criar passagem em distribuidores Maserati. Produção semi-artesanal, chassi em alumínio e fibra de carbono, motor 4 cilindros, 1.7 litro, tradicional duplo comando, injeção direta, turbo, câmbio com dupla embreagem em seis marchas, produção FPT. Vai entreeixos, tem tração traseira e brio: faz 232 cv, 0 a 100 km/h em menos de 5 segundos e crava reais 250 km/h. Pequeno volume, para marcar espaço na cabeça dos compradores.  //// Mais o quê? Nova geração do MiTo e Giulietta. Este, mais recente, vendeu 100 mil em um ano, carimbo de sucesso para a marca. E, utilitário esportivo grande, em retoques finais. Cara e jeito de Alfa, linhas frontais, grade, traços das portas, grupos ópticos. A base é o Maserati Kubang. O motor é o básico V8, 32 válvulas, servindo a Maserati e Ferrari. A parte superior Alfa. Feito na Itália. Só? Não. Terá produtos com peças Chrysler interpretação Alfa. Utilitário esportivo, menor, baseado no Jeep Compass, novo motor PentaStar 2.7, personalização Alfa Romeo. Feito nos EUA.  Só isso? Não. Haverá sedã médio, sobre a plataforma dita C-Wide. Não é Chrysler, mas do grupo Fiat, adequação da boa base ex-Marea, com capacidade de crescer entre eixos e em largura. Produzido nos EUA. Mais? Sim! Para os EUA sedã maior de luxo, com motorização Chrysler em receita, molho, temperos e chef Alfa. Produção EUA. Porque motor Chrysler? Custos. Um cavalo de força norte-americano custa muito menos que um europeu, em especial de raça elaborada. E aqui? Produtos variarão em função das facilidades industriais. Alfas não serão produzidos no Brasil ou Argentina, onde a Fiat aumenta a capacidade de fazer carros da marca mãe. Por sucesso ou custos, alguns produtos com base Chrysler poderão ser feitos em fábricas no México, trazidos sem os 35% de imposto de importação.

Maserati Kubang. Acertos, a grade triangular, e será Alfa

//// E o Giugiaro? Vai bem, obrigado, não faz mais projetos para Alfa; aproveita o verão para andar de moto; olhar o crescimento de sua conta bancária com os milhões de Euros recebidos pela venda do controle da Italdesign à Volkswagen e pelo salário de presidente do Conselho, onde olha o desenvolvimento de projetos para as marcas do grupo. É o mais sabido dos designers.  Quem fará? A equipe Alfa, com estilo liderado por Marco Tencone e supervisão de Lorenzo Ramasciotti. É a volta dos italianos ao estilo Alfa. As plataformas foram acertadas por equipe com Claudio Demaria à frente, especialista em fazer coisas novas a partir de usadas, o Lavoisier da Fiat, diretor da marca no Brasil. Por aqui, quem os distribuirá? Nem o Sérgio Habib da JAC Motors, nem o Bira Senna Imports ou outros interessados, mas a rede de distribuição Chrysler. Em expansão, deixará os prédios divididos com as revendas Mercedes. Têm trato com clientes de carros mais caros e a comunização de peças facilitará a assistência. Assim, se à fim, comece a engordar o porquinho. (Roberto Nasser / Fotos: divulgação)