
Peugeot 408: conjunto à altura; sigla confusa
A novidade mereceria movimento e apresentação festiva para mostrar e chamar atenções sobre a opção do conjunto de motor e transmissão à altura das demais boas características do seu maior sedã feito no Mercosul. Mas a Peugeot agiu sem o impacto assinalador. Envia aos concessionários os 408 com motorização BMW 1600, 16 válvulas, turbo e 185 cv de potência, a mesma do RCZ. Vem atracado à transmissão automática de 6 velocidades, tipo nova edição, revista e melhorada do conjunto aprovado no 3008.

Pedaleiras em metal e apoio para o pé esquerdo: códigos clássicos de esportividade
Tem tratamento individualizador, diferenciando-se do 2.0, porta as letrinhas THP (Turbo High Pressure ou turbo de alta pressão). Confusão de publicitário: carro francês, feito no Mercosul, terminologia em inglês e a alta pressão indicada não é no turbo, com social soprada de 1 BAR, mas na injeção direta, que zune 150 vezes mais forte. Enredo de samba carnavalesco não faria melhor… Preço projetado em R$ 83.900, alinhado à condição existente para Peugeots de alta gama, se com entrada de 55%, restante em 12 vezes sem juros aparentes. Válida a informação é de se presumir a supressão da versão Sport. Custa apenas R$ 2 mil menos, ante um oceano de diferença entre performance e prazer de dirigir.

Peugeot 308 chega em meados de fevereiro
E o primo 308 vem aí >> Terceira semana de fevereiro o 308, também argentino, substituto do recém descontinuado 307, chegará ao mercado. Querem os concessionários que a agilidade dos novos executivos da holding PSA e da marca, promovam as boas qualidades do automóvel não aproveitadas no 307. A motorização inaugura o que Fabrício Biondo, diretor de marketing das marcas Peugeot e Citroën chama de novo motor, o 1.6 feito em Porto Real, 16 válvulas, 122 cv a etanol, válvulas com admissão variável e a novidade da partida elétrica Bosch, por aquecimento, sem o jurássico tanquinho de gasolina, um dos itens que depõem contra a engenharia brasileira.
A tentativa volta à individualidade >> Automóveis perderam individualidade e personalidade ao somar o aparato eletrônico para projetá-los com as exigências legais de emissões, com redução de peso e menor resistência aerodinâmica. Regras idênticas, objetivos comuns, ferramentas iguais, resultam em coisas muito parecidas. Para piorar, reduz o número de executivos interessados em carros como ícones de uma cultura, produto industrial mais importante do século passado, e nos organogramas das empresas há ascensão de finanças e baixa da engenharia. Processos e produtos impactam usuários. Poucos se interessam pelo veículo, características, diferenças, ganhos tecnológicos, prazer em conduzir, vendo-os apenas mal necessário ante a falta de transporte público. E deles pouco sabem, sequer do Manual de Proprietário. A indústria não interveio para instigar diferenças, características, prazer de uso, deixando-o virar anônima commodity. Sem o que exaltar, diretores comerciais assemelham-se a gerentes de banco e suas contas de juros, prazos e montantes para financiamento.
A experiência Citroën >> Em investimento não divulgado a Citroën alugou pelo 2012 o espaço da antiga loja Diesel no valorizado cruzamento das ruas Oscar Freire e Consolação, em São Paulo. Espaço caro na região mais cara do país, instala o seu Citroën Oscar Freire. Inspira-se, como contou a Coluna semana passada, na boa experiência do C42, espaço turístico-cultural da marca à Avenue Champs Elisées, em Paris. Quer aproveitar os freqüentadores de elevado poder aquisitivo e as hordas de turistas para divulgar a marca. Nada de expor a linha de produtos, mas um ou outro, e local para rápidos shows, cursos, apresentação de moda, lançamento de livros, charmosa brasserie, as melhores revistas mundiais de cada segmento, detalhes explicados com entusiasmo por Francesco Abruzzezi, 40, italiano, ex-Fiat e novo diretor geral da Citroën no Brasil. A iniciativa se baseia em Cultura, Arte, Moda, Design, Gastronomia e Música. A clientes da marca, atenções especiais. A interessados, um totem para compor veículos, indicar preços, simular financiamentos. Na prática, mostrar que os Citroën querem sair do saco de gatos onde estão hoje todos os produtos e marcas, disputando o cliente apenas e tão somente pelo preço final, ou pelo desconto, ou tamanho do financiamento, carência no pagamento, ou valor de parcela, ou alguma mágica aritmética. Enfim, resgatar a seus produtos serem vistos sobre formulação, conteúdo, design. O símbolo inicial do espaço será o DS3, com vendas a curto prazo.
Papo furado sobre CNH e renovação >> Circula na Internet com a força das correntes, mensagem alertando sobre o vencimento da Carteira Nacional de Habilitação e sua não renovação no prazo de 30 dias. Segundo o texto, a omissão geraria perda da CNH e, para obtê-la, seguir as novas regras do Contran – curso com nova base programática, custos elevados, etc e tal. A Coluna entendeu faltar base jurídica para a violência e, verificando a data da publicação da norma informada pela corrente, o 22 de novembro de 2011, constatou ter sido um domingo, quando o Diário Oficial da União não circula. Indagou da assessoria do Denatran e a resposta oficial está a seguir: “Informação falsa”.
RODA A RODA
Importados – A Ford importará mais mexicanos New Fiesta hatch e sedã para ampliar a inesperada liderança no recentemente criado segmento dos ´Compacto Premium´. Para dar substância ao negócio, reduziu em R$ 3.500 os preços sugeridos, agora respectivos R$ 45.950 e R$ 47.950.
Fica – Ventos goianos dizem que a Suzuki transferiria sua operação de Itambiara para a também goiana Catalão, onde se montam Mitsubishis. Ambas as marcas são representadas pelo Grupo Souza Ramos. O Engº Luiz Rosenfeld, Presidente da Suzuki, informa ser especulação sem base. O que ocorre, explica, é o relacionar de operações industriais para saber se algumas podem ser feitas em Catalão e, com isto, facilitando a operação e aumentando o índice de nacionalização. Os Suzuki Jimny com alma goiana começam a ser montados no fim do ano.
Lá fora – Balanço nas vendas da companhia em 2011, indica maior crescimento de vendas com o canadense Edge, e o turco Transit.

Máquina alemã já está no navio rumo ao Brasil
Marco – O Porsche Cayenne de Nº 100.000 da atual geração será vendido no Brasil. Branco, versão S, motor V8, foi montado aos 20 de janeiro. No total o Cayenne, utilitário esportivo, com opções de motor V6 (300 cv); S V8 (400 cv); e Turbo V8 com dois sopradores e 500 cv, já venderam 460 mil unidades, sendo o produto mais rentável da empresa.

Audi Q3 tem Roda Livre: aos saudosistas é Vemaguet fashion...
Vemaguet fashion – Quer conhecer o novo Audi Q3 2.0 TSFI quattro? Vá à revenda da marca. Menor dos utilitários esportivos da família, curioso por ter reduzido a potência dos motores 2.0, 16 válvulas, injeção direta e turbo alimentador, a 170 cv e outro 211 cv. Transmissão automática 7 marchas, suspensão independente, tração nas 4 rodas, roda livre. Entrega em maio.
Negócio – A ultrapassagem do EcoSport pelo Duster motivou a Ford a realinhar (reduzir ) preço do seu utilitário esportivo. Oficialmente R$ 3 mil. Na prática, muito mais. Os distribuidores Ford ouvem propostas atrevidas para limpar pátio e garantir produção até o meado do ano. Deu resultado na primeira quinzena: o Eco reassumiu a liderança.
Prévia – Olhada antecipada ao novo picape Ranger, em especial como vadear cursos d’água com até 80 cm de profundidade? Copie esse link grandão aí e veja: http://www.ford.com.au/servlet/Satellite?c=DFYPage&cid=1248885252235&pagename=wrapper&site=FOA#overlay=1248923755532, Não há mágica. Aspiração e filtro elevados; caixas eletrônicas protegidas.
Lei – Iniciou valer a determinação do Denatran de paulatina agregação de sistema ABS nos freios e Airbags em automóveis nacionais. A Volkswagen comemora obedecer à norma, informando aplicá-los em Gol Power, Gol Rallye, Voyage Comfortline e SpaceFox Trend. Por economia de escala, preço baixou a R$ 1.300.
Oportunidade – Ganhará pontos institucionais e vendas concretas a marca que, em lugar de descontos, oferecer os equipamentos sem custo.
Mais por menos - A Ford aumentou o conteúdo da linha Fiesta RoCam 1.0 e baixou o preço: R$26.900 hatch e R$28.990 sedã. No pacote com ar-condicionado e direção hidráulica, compra 1.0 e leva 1.6 a respectivos R$33.900 e R$35.900.
Garantia – Acordo interessante entre as associadas ao Conarem (Conselho Nacional de Retíficas de Motores): o serviço de uma tem garantia e assistência de qualquer filiado em qualquer lugar no país. Por hipótese um motor retificado no Rio Grande do Sul, se tiver problemas no Nordeste, lá será assistido, honrando a garantia de origem.
Ameaça – O Governo carioca acertou com a Confederação Brasileira de Automobilismo: fará novo autódromo, em Deodoro, aprazível subúrbio e receberá o atual, na Barra da Tijuca. Agora quer destruir um antes de fazer o outro…
Realinhamento – As dificuldades da indústria automobilística fazem matrizes cortar despesas por si e filiais. A Peugeot cancelou seu programa de participar das 24 Horas de Le Mans, grande propulsora de imagem para seus bólidos a diesel.
Aqui – Mais lucrativa operação mundial da marca, a Fiat no Brasil resumiu suas verbas de automobilismo. Na Argentina saiu da TC 2000, mais divulgada das categorias. E substituiu a Copa Linea por uma Copa Punto, com mais nova geração dos motores 1.4 T-Jet fornecidos pela Abarth, empresa Fiat, agora com 220 cv, câmbio de 6 marchas, freios Brembo.
Gente – Cássio Pagliarini, engenheiro mecânico, retomada. Formulador de produtos na Ford e diretor na Renault, que deixou por exaustão, novo gerente geral de vendas e marketing na Hyundai, a original. Do ramo. OOOO Paulo Solti, 42, engenheiro metalúrgico, desafio. Usar experiência de formação de rede concessionária para sedimentar a Volvo como novo Presidente. OOOO Sérgio Reze, 75, empresário, na messe. Após deixar a presidência da Fenabrave, a associação dos revendedores, aceitou a da Assobrav, dos distribuidores VW. Habilidade. A Volkswagen perdeu os executivos-chave no marketing e comercialização. OOOO Maria das Graças Foster, executiva da Petrobrás, promovida. Era Diretora de Gás e Energia. É a nova Presidente. OOOO Amaro Bernardo da Silva, 59, motorista de táxi, passou. Era o último motorista de táxi Fusca, nele mesmo assassinado na (infelizmente) violenta capital pernambucana, Recife. OOOO (Roberto Nasser / Fotos: divulgação)