E o Simca, lembra? Voltará
27 jan
A marca Simca, lembrada dos brasileiros apenas pelos Chambord, Tufão, EmiSul, Esplanada, Jangada e Regente, na verdade era muito maior que estes apêndices herdados à Ford. Eram elegantes, resistentes, econômicos e, ao fim de seu ciclo, performáticas, como o imbatível Simca Abarth – pequeno e mais rápido que um Ferrari à época – e até seus resíduos Talbot, campeões de rallies, quando a Peugeot assumiu a Chrysler, dona da Simca desde 1964, e operou com a marca Talbot. Pois é, pode voltar. A PSA, holding de Peugeot e Citroën, quer uma marca de entrada, repetindo a Renault com Dacia – é a marca européia do Logan. E, para baixar preço, além da licença poético-mecânica de usar plataformas descontinuadas e engenharia com processos econômicos, também quer começar no lugar onde se fazem os carros com os menores custos industriais do mundo, a Turquia (não confunda preços industriais com lucro unitário, pois aí somos campeões). //// A PSA pensou em exumar as marcas Panhard e Talbot. Primeira, sempre identificada com tecnologia, mas de pouco reflexo mundial. A outra, inglesa e pioneira, acabou sendo utilizada pela Chrysler e herdada pela PSA nos pequenos carrinhos. Infelizmente acabou há 30 anos bem pontuada como campeã de rallies, mas envolvida numa complicação com mão de obra que fechou fábricas e ajudou a PSA na decisão de fundir e acabar com as marcas. //// Simca, mais antiga, tem a aura da soma de elegância e resistência, e a de ter sido a marca européia com o maior número de pequenas montadoras mundo a fora. Era a mais internacionalizada, o que instigou a Chrysler a assumi-la e descobrir que a grosseria industrial e capitalista norte-americana é incompatível com os métodos europeus. (R.Nasser/Imagem:divulgação)




Grata surpresa guiar pela primeira vez um carro elétrico. Nascido de uma parceria entre a Fiat Automóveis, a hidrelétrica Itaipu Binacional e a empresa suíça KWO, o Palio Weekend Elétrico já é uma realidade interessantíssima e o melhor: parte da genética dele é nacional.