
Novo "E-Torq" da Fiat: mais força
Braço de motores e transmissões da Fiat, aberta ao mundo para vendas a todas as marcas, a FPT fez negócio de rapidez e oportunidade ao atropelar a GM, comprando a fábrica de motores Tritec, joint venture entre a Chrysler e a BMW, dedicada a produzir e exportar propulsores. //// Aplicou R$ 250M para revisar máquinas, processos e manufatura, rever conceito mundial de qualidade pelos parâmetros do WCM (World Class Manufactoring), dar sentido ecológico às instalações, processos e refazer os motores para operação com demanda por etanol, ´gasálcool´, gasolina pura e emissões baixas dentro da legislação estrangeira, para manter aberta a porta das exportações. //// Os motores foram revistos em itens constitutivos como o virabrequim com oito contrapesos; bielas sinterizadas; pistões de massa reduzida. A nacionalização dos motores aumentou a 91%. É a maior fábrica de propulsores de cilindrada média – hoje, 1.6 e 1.8, e um 2.0 em desenvolvimento –, a mais moderna da América Latina, capacidade atual de 330 mil motores/ano, previsão de 400 mil em 2012, e evolução de empregos de 350 para 500. Ampliou em 20% a capacidade da FPT na América Latina. //// Os motores têm a designação de ´E.Torq´, expondo a característica de terem o maior torque na cilindrada dentre os motores nacionais. Para aplicação imediata, o primeiro cliente é a própria Fiat, no Punto 2011. Com álcool (ou etanol, rótulo atual), o 1.6 16V Flex produz 117cv a 5.500 rpm e 16,8 kgf.m de torque a 4.500 rpm. À gasolina, 115cv a 5.500 rpm e torque de 16,2 kgf.m a 4.500 rpm. Os de 1.800cm³ (1.8) 16V Flex tem potência máxima de 132cv a 5.250 rpm e torque máximo de 18,9 kgf.m a 4.500 rpm, com etanol. Com gasolina, 130cv a 5.250 rpm e 18,4 kgf.m a 4.500 rpm. Em ambos, 80% do torque é disponível a rotações próximas da marcha lenta e 93% a 2.500 rpm, utilizadas nas cidades, tornando o rodar confortável. Decisão interessante, segurar a potência e as rotações elevadas para privilegiar o torque em rotações de uso urbano. OOOO Aditivo – Um motor pode melhorar as vendas de um veículo? Pode, especialmente quando se trata de (re)potenciar produtos já existentes no mercado. No caso da Fiat a nova força dos motores chega como adição importante: complementará a aura de modernidade que hoje ilumina seus 1.0 e 1.4. No caso, os 1.6 e 1.8 serão opção para os atuais utilizadores dos motores 1.8 fornecidos pela GM: picape Strada, Doblò, Idea e Linea. Neste, em especial, o 1.8 dará brilho e realçará as qualidades do produto. (Roberto Nasser/Foto: divulgação)