Reinventando a roda: os Pirellis “verdes”
18 abr
Pneu é mal necessário, preto, poluente. As duas primeiras características são imutáveis. A última pode ser melhorada, como fez a Pirelli ao criar o caminho Green Performance. Utilizam nova mistura de compostos, com elementos capazes de reduzir a poluição, processo cuidado a partir da fabricação, presente, segundo Guillermo Kelly, CEO, em todas as fábricas da empresa, incluindo as brasileiras e a argentina. A família Green, começa por Cinturato P1, Cinturato P7 e Scorpion Verde All Season, e visa carros com motores pequenos e rendimento limitado; os de maior atrevimento mecânico e, finalmente, picapes e utilitários esportivos – de uso misto em asfalto e terra. Integram o projeto da companhia de, até final de 2012 vender 40% de pneus com tecnologia verde. Insumos mais ecológicos, evolução do processo construtivo, decomposição ecológica geram menores consumo de combustível e emissões de poluentes. Como estes objetivos no Brasil não são regra ou política governamental, o apelo maior ao comprador é saber que, com mensurável economia de 6% em combustível, quem rode 20.000 km/ano, conseguirá pagar os quatro pneus ao final de 4 anos. Resultados acessórios e igualmente importantes, maior aderência na chuva – a pegada do pneu tem mais área; menor resistência ao rolamento; redução na distância de frenagem; aderência em curvas.
Materiais e tecnologia resultaram pesar menos 8% que as séries anteriores; custar 5% mais; ser identificados na lateral com quatro símbolos indicativos de sua construção: Redução do consumo de combustível; Menor emissão de CO2; alta quilometragem e redução de ruído.
Não há diferença na constituição ou cor, não é uma revolução, mas é início prático de um novo caminho voltado ao meio ambiente, de interesse de todos, donos de carros que usem os Pirelli Green, ou não. (R.Nasser / Foto: divulgação)







