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Às 19:13

“Woodies”, a febre americana dos anos ´40 e ´50

31 ago

Feitos com a parte traseira da carroceria sempre trabalhada em madeira de primeiríssima qualidade, os “Woodies”, famosos SWs (station wagon) geralmente feitosa partir de carros da Chevrolet, Packard, Plymouth, e Mercury, fizeram amplo sucesso nos Estados Unidos nas décadas de ´40 e ´50. Hoje os modelos antigos, além de ainda bastante cultuados, são colecionados a peso de ouro no mundo inteiro. Veja abaixo alguns lindos exemplares dessa linhagem de carros exóticos.

O que seria: um Bentley exótico ou simplesmente um Volvo…?

Bela máquina tem roupagem distinta

Exato símbolo americano: um Woodie com uma prancha de surf de madeira

Vou arriscar: Mercury SW V8 de 1938

Lateral em madeira: gosto duvidoso para uns e orgulho para outros

Woodie compacto, coisa rara naqueles tempos

Nesse caso, uso contido da madeira

Um belo Plymouth intacto com sua imaculada beleza

Veja que a suspensão aqui está ligeiramente rebaixada

Esmero no acabamento e tradição americana de "pic-nic"

Charme transbordante nesse belo conversível

Modelo é amplamente procurado por colecionadores, e vale muito!

A imponência desse Packard é do tipo: me respeite que eu sou mais velho!

Aqui, um Woodie "tunado" e com cores inusuais

Às 21:21

Pebble Beach, a crise americana desviou daqui

27 ago

Best of Show em Peeble Beach é melhor dos melhores: Voisin A 25

O mar na baía de Monterey, na Califórnia, é manso e verde acinzentado. As praias, de pouca profundidade, são uma fímbria de pouca areia, muitas pedras, base das montanhas pontuadas por ciprestes e por pinheiros da região. Um bordado recortado, embora num pequeno pedaço haja uma praia de cascalho, um gramado portentoso, e um hotel em elegante branco. O nome diz, é Pebble Beach. O hotel, The Lodge. Mas o que os trazem a este espaço é que ali, há 61 anos, iniciou-se o mais competente, elegante e completo encontro de veículos no mundo, o “Pebble Beach Concours d´Elegance”. A competência negocial norte americana transformou-o em negócio portentoso. Reúne tematicamente os 200 melhores exemplares do mundo, é organizado, tem catálogo, dentre os juízes designers de montadoras e estas, em dezena, patrocinam o evento e aproveitam o poderoso público que paga US$ 200 para entrar, para fazer lançamentos. Neste ano, Land Rover Evoke, Infitinity, Lexus GS, o conceito Cadillac Ciel, Mini, Hyundai, dentre a dezena de estandes. Em 2011 o carro “Best of Show”, indicado pelo showman Jay Leno, também expressivo colecionador, foi o francês Voisin A 25 Aerodyne, de Peter Mullin. Desdobramento do programa, leilões invejáveis, com classificação de veículos por preço, idade, interesse. Destes, um dos mais importantes é o da Gooding & Company, onde houve novo recorde num protótipo Ferrari Testa Rossa, carro de corridas. Muito assunto, pouco espaço, renderá matéria própria. (Roberto Nasser / Foto: divulgação)

Às 9:44

Carrinhos californianos: Ford Bronco e Fiat Abarth

24 ago

Ford Bronco: ícone americano imortal

Também ´de bobeira´ nas ruas de Carmel (Califórnia), um Ford Bronco sem capota todo arrumadinho. Ícone norte americano, o Bronco foi produzido oficialmente entre 1966 e 1996, quando foi descontinuado após cinco gerações. Utilitário muito versátil, ainda é um dos símbolos americanos de força e imponência nas pistas (principalmente off-road). A máquina já utilizou até chassi de caminhão encurtado e as opções de motores eram vastas, indo de 4.9 a um 5.7 litros, todos V8. ////

Modelito estranho ostenta marca Fiat Abarth

O outro carrinho, fotografado por mim no “Concorso Italiano” (evento que também acontece em Monterey na mesma semana do “Peeble Beach Concours D´Elegance”, agora em agosto) é uma carroceria especial da Fiat, pelas características, construída nos anos 1960. O interessante ´quase hatch´ tem proporções bem definidasO tempero vem da Abarth, divisão da marca italiana que cuida de apimentar alguns modelos até hoje. (Fotos: FBA)

Às 13:57

Interlagos terá corrida com belas máquinas antigas

10 ago

DeTomaso Pantera: um dos bólidos confirmados

A categoria dos sonhos vai ampliar a sua relação de super máquinas na pista. Com o anúncio da realização do GT Classics, em parceria com a San Diego Motorsports, o “Itaipava GT Brasil” terá outras grandes atrações para o público que comparecer à etapa de São Paulo (SP), no Autódromo de Interlagos, nos dias 27 e 28 de agosto deste ano. Acelerando no circuito paulista, já estão confirmados carros como DeTomaso Pantera (1972), Ford Mustang (1965, 1966 e 1967), Porsche 911 (1969), Lamborghini Urraco (1973), Ford GT40 (1965), Chevrolet Camaro (1968), entre muitos outros. Com expectativa de contar com 50 carros no grid de sua primeira edição, o GT Classics já conta com mais de 25 veículos inscritos. Uma das ´jóias´ garantidas na disputa é o Mustang Bullitt Fastback 1967, modelo igual ao utilizado pelo ator Steve McQueen na primeira edição do filme “60 segundos”, que marcou época no final dos anos 1960. O longa metragem chegou às telas dos Estados Unidos em 1968, e, logo em seguida, fez sucesso por todo o mundo. O filme do gênero policial tem como personagem principal o Tenente Frank Bullit, interpretado por McQueen, que é o responsável por dirigir a máquina.

Lindo Mustang Fastback também estará acelerando

//// No ritmo de uma competição automobilística, outra estrela será o Chevrolet Corvette, de 1978. O carro, equipado com motor V8 e câmbio automático, é uma edição especial de uma réplica do pace car das 500 Milhas de Indianápolis do próprio ano de 1978. O veículo foi importado para o Brasil em condições fantásticas encontradas pela San Diego Motorsports nos Estados Unidos: pouco mais de 400 milhas rodadas, plástico no banco e papel original da concessionária no vidro do carro. Programa imperdível! (Fotos: divulgação)

Às 18:47

Harley expõe modelo “WLA 1942” no filme “Capitão América”

3 ago

Capitão América e sua linda Harley Davidson "Cross Bones" 1942

HERÓI DOS QUADRINHOS AMERICANOS LUTA A BORDO DE UM LINDO CLÁSSICO DAS MOTOCICLETAS – Quem gosta de moto e, antes disso, aprecia a essência do que há de melhor sobre duas rodas…, não pode perder o filme “Capitão América”. Nele, a famosa marca norte-americana Harley-Davidson colaborou com o Marvel Studios para criar cinco motocicletas para a película “Capitão América: o primeiro vingador”, nova versão para o cinema das aventuras de um dos mais famosos heróis dos quadrinhos, que estreou nas salas nacionais no último dia 29 de julho de 2011. //// Para este filme, a HD realizou modificações no modelo “Cross Bones” atual e recriando a moto WLA, ano 1942 do exército americano. Para deixá-la ainda mais fiel a original, peças adicionais como uma caixa para munição e uma bainha de couro foram agregadas. Durante a 2ª Guerra Mundial, a Harley produziu e enviou para a Europa quase 70.000 motocicletas WLA, que foram usadas em combate. As Forças Armadas dos Estados Unidos a chamaram de “Liberator”. Além disso, duas dessas motocicletas passarão a fazer parte da coleção permanente do Museu Harley-Davidson, em Milwaukee (EUA), enquanto outra já está em uma exposição temporária no museu junto com outros itens usados no filme, como o capacete e o escudo do personagem principal. (Imagem: divulgação Marvel)

Às 11:42

“Sorvete de Graxa”: eu recomendo!

12 jul

Sorriso aberto: Josias no dia do lançamento da obra, em SP

Apaixonado por carros e, principalmente, motocicletas, o jornalista Josias Silveira lançou recentemente o seu primeiro livro. Apresentado pela Editora Europa, o título “Sorvete de Graxa” é uma condensação de experiências vividas pelo autor e transformadas em textos leves e bem humorados retratando algumas aventuras presenciadas por ele (ou por colegas de profissão) em viagens pelo mundo.

Livro é divertido e muito leve

Engenheiro por formação e jornalista “por acidente”, como ele mesmo brinca, Josias tem larga experiência no ramo do jornalismo automotivo. Nos anos ´70 já escrevia sobre automóveis na (extinta) revista Status e, por volta de 1974 fundou (e é editor até hoje) da famosa publicação “Duas Rodas”, obviamente, como o nome sugere, fala sobre motocicletas, a grande paixão do autor. Josias tem cuca fresca e adora veículos antigos. Seu livro é leve como uma “cinqüentinha” (motoca de pequeno porte, famosa nos anos 70) e divertido como uma Yamaha RD 350 “Viúva Negra” (outra bela máquina). Com passagens por um ferro-velho em Detroit (aonde buscou peças para um Subaru de estimação a menos 10°C !!) a relatos divertidíssimos de uma viagem de moto pelos Estados Unidos – sem falar uma palavra em inglês… – o livro é do tipo que você lê de uma só vez (com urgência) até sentir tristeza porque a diversão acabou na última página. Interessado? A obra custa R$ 29,90 e pode ser adquirida pela internet nesse link grandão a seguir: https: // www.europanet.com.br/site/ index.php?cat_id=633&pag_id=23106 (Fotos: divulgação)

Às 14:00

Ah… como o Rio de Janeiro era (mais) lindo…

29 jun

Rio de Janeiro, anos 60: carrinhos coloridos e muito mais vida

Nesta foto (enviada pelo amigo internauta, Nélson Pires de Almeida), um exemplo claro de como as coisas eram mais bonitas e poéticas antigamente. Neste clique sensacional dos anos 1960, vemos as famosas Praias do Arpoador, Ipanema e Leblon (ao fundo) lotadas de vida. Sol espetacular, céu brilhante e, claro, dezenas de carros coloridos. Que coisa sem graça essa ditadura do preto e prata (e agora, branco), não?

Às 10:11

Fusca: paixão eterna!

22 jun

Belo exemplar com teto solar original: carisma já dura décadas

Para você que curte o famoso “besouro”, hoje (22/6) é o Dia Mundial do Fusca. A máquina com motor de 4 cilindros refrigerado a ar, nasceu no dia 22 de junho de 1934. “Volkswagen” o “carro do povo”, começou a ser fabricado no Brasil em 1959 e foi descontinuado em 1986. Numa jogada inimaginável (que provavelmente jamais aconteceu em outro lugar do mundo) ele voltou a ser produzido pela VW em 1993 e saiu de linha em 1996. Isso aconteceu durante a gestão do Presidente Itamar Franco, daí essa última série ser apelidada com o nome do político. Como curiosidade: o último Fusca a ser fabricado foi um modelo mexicano, concluído no dia 30 de julho de 2003. (Foto: divulgação)

Às 18:00

Lindo comercial da Shell com algumas Ferraris de F1 acelerando pelo mundo

3 jun

Para assistir ao vídeo, clique no link abaixo (e aumente o som!)

http://www.youtube.com/watch_popup?v=1_kwxzU4wL4&vq=medium

Às 9:51

Um pouco da história dos Jeeps que mais sucesso fizeram no Brasil e a paixão de três alagoanos por esse veículo indestrutível

12 abr

   

Lendários modelos marcaram época no Brasil

 

 O termo “Jipe” (aportuguesamento da palavra inglesa “Jeep”, que representa uma sub-marca da empresa norte americana, Chrysler) tornou-se, no Brasil, sinônimo de veículo com desenvoltura fora-de-estrada. O simpático (e praticamente indestrutível) carrinho nasceu no final dos anos 30 e início da década de ´40 por solicitação do Exército dos Estados Unidos. Naquele instante uma concorrência formada por três empresas, Willys-Overland, Ford e Bantam foi vencida por esta última. Com o aumento da demanda por um veículo que suportasse peso e suplantasse, com certa facilidade, terrenos difíceis, Willys e Ford também começaram a produzir seus carros. Há dados que indicam que, durante o pico desse conflito mundial, cerca de 500 Jeeps americanos diariamente eram fabricados (ao custo médio unitário de US$ 730) e enviados para os ´fronts´.  

Linda cena urbana com esse veterano de guerra...

 

   

Da Guerra aos coqueirais - O Brasil importou (e também fabricou) alguns deles por aqui. Basicamente, os modelos Willys e posteriormente, Ford, fizeram – e ainda fazem – a alegria de muitos aficionados pelo País. Especificamente, as versões “CJ3A”, “CJ3B” e “CJ5” foram os que fizeram mais sucesso em terras nacionais. Como dito, os fãs da marca são muitos e, geralmente, apaixonados ao extremo pela conservação de seus pupilos. Numa bela tarde de verão alagoano, desfrutei da companhia de três verdadeiros amantes desse carro. Os médicos Luiz Antônio Tenório de Albuquerque e Luiz Duarte Araújo e o engenheiro mecânico (e construtor, adivinhe: de jipes…), Marco Antônio Gonçalves Pontes, que abriram suas garagens e promoveram despreocupado passeio pela orla de Maceió.  

Marco Pontes, Luiz Antônio (centro) e Luiz Duarte (dir.): turma bacana

 

   

Boas recordações – “Aprendi a dirigir num Jipe 1951 e isso é o tipo da coisa impossível de se esquecer. Hoje tenho um modelo do mesmo ano”, comenta, sorridente, o Dr.Luiz Antônio que tem como hobby, colecionar carros. Com lista extensa no currículo de veículos fora-de estrada, o pacato médico relembra com exatidão de todos que já passaram pela sua vida, dentre eles, Troller, Suzuki Samurai, Jipe Ford CJ5 1976, outro Jipe 1980 (com motor de Maverick 4 cilindros) e por aí vai… “Jipe é carro esquisito e carismático. Até os seus motores ganhavam apelidos: tinha o 4 cilindros ´Continental´ e também o ´Go Devil´, lembra…?”, destaca, se divertindo, Dr.Antônio. 

Jipão 1963 todo inteiro, inclusive com o banco traseiro intacto

 

Minúcia dos detalhes -  Também colecionador de carros antigos e, obviamente, fã dos Jipes nacionais, Dr.Luiz Duarte Araújo divide sua vida entre a rotina do consultório, o convívio com a família e horas e horas dedicadas ao hobby de restaurar e manter carros. Talentoso artesão, Dr.Duarte encanta as pessoas com suas belíssimas (e perfeitas) miniaturas, construídas em paciente labor nas horas vagas. Claro: ele já fez todos os “Jeeps” que foram fabricados até hoje numa escala 25 vezes menor do que a original. Com memória invejável de datas e números, o quieto Luiz Duarte sabe de cor até as séries dos jipes que rodaram no Brasil. “Em 1953 o motor do jipe tinha o apelido de ´Hurricane´. A Willys Overland foi fundada em 26 de abril de 1952 e a partir de 1954 essas maravilhas começaram a ser montadas aqui no Brasil. Já em 1967 a Willys foi comprada pela Ford e o nosso Jipe nacional foi fabricado até 1983”, sorri o médico que tem o histórico da marca totalmente gravado na mente. 

Acredite: esse verdinho aí da frente foi feito em casa, à mão

 

   

Trabalho inacreditável - Para completar o trio, Marco Antônio Gonçalves Pontes também é o que se pode chamar de um fascinado pela história dessa marca automotiva. Engenheiro mecânico, nos últimos cinco anos, Marco realizou um feito, aliás, dois, quase inacreditáveis: construiu na garagem da própria casa duas réplicas idênticas de Jipes nacionais. Um 1951 e outro 1954 que, de tão perfeitos, se confundem com qualquer carro original, mesmo aos olhos de especialistas no assunto. “Fiz para dar de presente ao meu filho e acho que a paixão é que move a gente a realizar esse tipo de coisa. Gosto do Jipe, da sua forma e do que ele representou na história automotiva mundial”, discorre Dr.Marco, que nesse instante está construindo uma cópia exata de um Ford Modelo “A”. 

  

Interior funcional e totalmente espartano

 

Saudade viva - O Jipe no Brasil fez história. Na época da implantação da indústria nacional, era um dos poucos carros ofertados no nosso mercado. Na maioria dos casos vinha, digamos, em ´estado bruto´, com opção de tração nas quatro rodas, banco forrado em plástico, limpador de pára-brisa manual e com a tradicional folga no volante. Sua mecânica, altamente robusta, sempre variou com motores de 4 e 6 cilindros e câmbios de 3 e 4 marchas. Por exigência de mercado surgiram alguns carros com “roupas” diferentes, mas que no íntimo, nada mais eram que Jipes disfarçados, caso da Rural (espécie de SW jurássica), do Jeep “Hippie” (modelo de 1972 com tração 4X2 e que só teve 6 meses de fabricação) e do próprio Aero-Willys, que ganhou a alcunha de “Jeep de gravata”. Um dos mais comentados em Alagoas, chegado em solo Caeté pelas mãos do (então empresário) Dr.Arnon de Mello, foi o Jipinho “Guarassuma”, apelido dado aos modelos 1953/54, que marcaram época rodando pelas esburacadas estradas de terra alagoanas nos anos ´50. Mitológico, adorado, versátil e inesquecível, o Jeep é apenas um Jeep, e isso lhe basta dentro da sua grandeza. 

Curiosidade – A origem verdadeira do nome “Jeep” até hoje é bastante discutida. Há quem diga que o termo surgiu do som das duas primeiras letras do Jeep modelo Ford “GPW”. Em inglês, “GP” soa mais ou menos “gi pi”. Outros dizem que esse “GP” vem de “General Purpose” (“uso geral”, em inglês…). Outra “tese” bastante aceita é a de que “Jeep” foi originalmente usado num desenho animado, como nome de um cachorrinho de estimação do famoso marinheiro Popeye. (Fotos: divulgação FBA)