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Às 18:09

Da série “Carrinhos da Califórnia”, um MG ´A´ de 1957

23 ago

Máquina dos anos 1950, pronta para um rally!

Poucas palavras para você poder apreciar esse belo exemplar de 1957. Paradinho numa rua da pacata cidade de Carmel, interior californiano, esse lindo MG A pronto para participar de um rally urbano. A máquina na época vinha com motor de 4 cilindros (1.622 cm³) e entregava potência de 93 cv.

Design criativo atrai colecionadores

Esteticamente, um belo automóvel conversível com linhas bem definidas. Até hoje, um clássico muito procurado por colecionadores do mundo todo. (Fotos: FBA)

Às 16:18

Ferrari 250 GTO será homenageada em Peeble Beach, Califórnia

4 jul

Melhor evento de carros antigos do mundo fará exposição de 20 desses belos carros italianos

Boa na pista: venceu todas as importantes corridas de sua época

Por sua beleza, valor histórico e, claro, alta performance, os carros da Ferrari sempre são reverenciados em todo o mundo por estarem entre os mais rápidos e exóticos esportivos. A “250 GTO” é considerada por muitos especialistas como a melhor Ferrari já fabricada. Para comemorar o 50º aniversário deste modelo, mais de vinte desses exclusivos automóveis de corrida estarão expostos no “Pebble Beach Concours d’Elegance 2011”, mostra de veículos antigos mais importante do mundo, realizada anualmente na Califórnia, Estados Unidos.

Linhas tão belas que merecem uma poesia apaixonada...

Apenas trinta e seis exemplares da Ferrari 250 GTO foram originalmente produzidos, bem como dois GTOs denominados de “330” com motores de maior capacidade. Todos estes carros bastante exclusivos já foram convidados para o encontro americano e mais da metade já confirmaram presença. Alguns deles foram adquiridos por um valor médio de US$ 30 milhões nos últimos anos.

Aqui uma curiosa variação de desenho de carroceria

Opinião – “A Ferrari 250 GTO é um dos grandes carros esporte de corrida de todos os tempos. Esse GTO ganhou todas as provas importantes do mundo por cerca de três anos consecutivos, o que é um grande feito considerando-se outras relevantes marcas que corriam na época”, ressalta Ed Gilbertson, Juiz Chefe do ´Pebble Beach Concours d’Elegance´.

Freios eficazes para uma jóia que chega a valer US$ 30 milhões!

Histórico de sucesso – Em sua estréia na famosa prova “12 Horas de Sebring” em 1962, o americano Phil Hill e o belga Olivier Gendebien ficaram em segundo lugar na classificação geral com uma Ferrari 250 GTO tendo à frente “apenas” uma outra Ferrari 250 TestaRossa, carro de corrida ainda mais apurado. Este foi o começo do sucesso da 250 GTO, que incluiu vencer o “Internacional Campeonato GT de Fabricantes” instituído pela FIA (Federation Internationale de L’Automobile’s)  por três anos consecutivos, de 1962 a 1964. A Ferrari 250 GTO ganhou, também, o “Tour de France” (1963 e 1964), o “Tourist Trophy” em Goodwood (1962 e 1963), os “1.000 quilômetros de Nürburgring” (1963 e 1964), a “Targa Florio” (1962, 1963 e 1964) e ainda as famosas “24 horas de Le Mans” em 1962 e 1963.

Interior espartano: só o essencial para o piloto

Por dentro da bela máquina – Baseado na Ferrari 250 GT “SWB Chassis”, o 250 GTO evoluiu de um carro de teste experimental denominado “250 GT Sperimentale”, em 1961. Com esse carro, o lendário piloto Stirling Moss obteve uma vitória e um quarto lugar (na classificação geral) em Daytona. A produção do modelo começou mais tarde nesse ano. Tanto o primitivo “Sperimentale” quanto os outros (das séries I e II) da família 250 GTO estarão expostos em Pebble Beach. Ed Gilbertson enfatiza que apenas um destes carros de produção limitada permanece em sua condição original construtiva e, mesmo assim, por se tratar de um carro de corrida, ele também recebeu uma leve restauração devido a alguns danos acontecidos nas provas. Provavelmente este será a grande estrela entra as Ferraris expostas no famoso “Buraco 18” do campo de Golf do “The Lodge Hotel” em Pebble Beach.

Deus existe (e deve ser italiano): olha que beleza esse motor V12!

Como nasceu a lenda? – Enzo Ferrari, fundador da marca italiana, designou o engenheiro Giotto Bizzarrini como o responsável maior pelo desenvolvimento de um carro fora dos círculos normais da Ferrari. O Comendador Enzo exigiu que o veículo fosse construído em completo segredo. Bizzarrini começou aliviando o peso e reforçando o chassi de uma SWB 250. Depois mudou o motor para atrás do eixo dianteiro, melhorando assim a distribuição de peso. Ocorre que, no outono de 1961, Bizzarrini e uma série de outros funcionários deixaram a empresa. Posteriormente, Enzo Ferrari colocou nas mãos do engenheiro Mauro Forghieri e de Sergio Scaglietti a missão de completar o 250 GTO. A partir daí a nova equipe melhorou o V12 de 2.953 cilindradas adicionando os cabeçotes da TestaRossa, adotando válvulas maiores e dando vazão ao fôlego da máquina com 6 carburadores Weber de corpo duplo! A receita ampliou a potência para 300 cv. Outro detalhe importante é que as definitivas 250 GTO tiveram a transmissão de quatro velocidades substituídas por uma caixa de câmbio manual de cinco marchas, todas sincronizadas. A 250 GTO contou na época com muitas tecnologias já familiares a Ferrari, como estrutura tubular soldada à mão, suspensão dianteira independente, freios a disco e rodas raiadas. O interior do esportivo sempre foi extremamente básico para manter o peso do carro o mais leve possível. Não havia nenhum isolamento acústico e o painel de instrumentos, apesar de espartano, era bem completo, contando com um enorme conta giros central e mais manômetros de pressão de óleo, temperatura do motor, etc…

Lenda exposta nos jardins do Hotel The Lodge, na Califórnia

Sobre o “Pebble Beach Concours d’Elegance” – A primeira edição desse nobre evento foi realizada em 1950, sempre nos arredores das cidades de Carmel e Monterey, na Califórnia, especificamente nos jardins e no campo de golf do elegante The Lodge Hotel. A mostra tem crescido todos os anos e já se consolidou como a melhor do ramo no mundo. Apenas os carros antigos mais bonitos e raros são convidados a aparecer no famoso “Buraco 18” do “Pebble Beach Golf Links”. Nos encontros, a organização do evento arrecada milhões de dólares em doações que são destinadas à caridade. Outros eventos incluem o “Pebble Beach Tour d’Elegance (um lindo passeio dos carros expostos) que é apresentado pela Rolex e há também os leilões promovidos por Gooding & Company. Visite o site www.pebblebeachconcours.net (Fábio Amorim, com participação especial de Dan Smith / Fotos: divulgação)

Às 18:21

Grande Lindóia

30 jun

Fúria GT, do brasiliense Ton Vilas Boas, nacional 1° colocado, exposto em Lindóia

O melhor encontro nacional de peças, automobilia, serviços e os muitos periféricos deste rico universo, voltou a ter edição na estância termal de Águas de Lindóia, interior paulista. Incontável número de fornecedores em pequenas tendas, grandes comerciantes em espaços cada vez maiores, apresentação de veículos, como o Lobini Special White, pequena série branca, e do Americar Jaguar XK 120 Coupé, premiado como destaque. De automóveis, muitos, num leque de qualidades e pretensões. Da ilha de Rolls-Royces, e hots, streets, boas restaurações, outras nem tanto, caminhões enfeitados, a três exemplos especialmente atrativos: dois ingleses Allard, esportivos pós-guerra utilizando motores norte-americanos; um Fiat-NSU, série fugaz do carro italiano montado na Alemanha; e um Kaiser Carabella, montagem argentina IKA pela IKA, a Willys-Overland de lá. Raros, valeram a festa.

A vocação de Lindóia e seu encontro estadual é o congraçamento pela feira de peças, a maior do país, onde o olho treinado pode achar uma grade de Nash 1952, ou o vendedor dar a palavra para encontrar o que não existe, como um prometido manual de proprietário de Puma 1975. Temperatura agradável, fria nas extremidades do dia, quente na metade; incapacidade da estância em absorver os visitantes em estacionamento; alimentação; policiamento; hospedagem; preços inflados em homenagem à grande festa que espraia os visitantes de outros Estados pelas cidades vizinhas, o Encontro de Lindóia é uma referência, e o espírito do evento supera os percalços.

Critérios flexíveis, julgamentos próprios, quantidade industrial de prêmios, teve pelo menos uma escolha incontroversa, a de Melhor Nacional, distinguindo o Fúria GT, belo exemplar de carro entre meia dúzia de unidades para corridas, construção pelo mago Toni Bianco. Pertence ao advogado brasiliense Ton Vilas Boas que reúne invejável coleção de nacionais em inquestionada exação. O Encontro Paulista mudou a data para envolver o feriado de Corpus Christi e se há ponto a melhorar é a falta de envolvimento da administração da cidade, que não retribui bons serviços aos visitantes que lhe provém o fim de semana com faturamento recorde.

O jeito argentino de ser – O desencontro das trocas comerciais entre Argentina e Brasil, e a casuística paralela, com dúvidas de conteúdo, cobranças de emolumentos internos, com o troco nacional de suspender a renovação automática das licenças de importação, tiveram efeito positivo na Argentina: o país exigiu equilíbrio entre os dólares das importações e das exportações. O jogo duro deu certo, e montadoras e importadores assinaram termos de equilíbrio cambial, implementando nacionalização, fomentando exportações de itens inteiramente diversos do segmento de transporte, como frutas, óleo de soja, vinhos… Na prática os argentinos implementam a atividade industrial interna – ao contrário do Brasil. Um quadro mostra o negócio assim: Alfa Romeo - Assume um projeto de presença no mercado argentino Exportando US$ 11M. OOOO Chery - Zerar o déficit de US$ 38M em 2010, fazer superávit de US$ 22M em 2012, realizando exportações e aumentando compras internas de autopeças argentinas e uruguaias. OOOO Fiat - Investirá R$ 600M para fazer um novo modelo (o Siena), maquinário agrícola, duplicará exportações em 2012, gerará 3.400 empregos diretos e indiretos. OOOO Ford - Aumentará exportações em 70%; fará novos modelos; montará os motores diesel para picapes Ranger, fará maiores compras domésticas. OOOO GM - Reverterá déficit de US$ 500M; investirá US$ 200M, e criará 600 novos empregos; OOOO Honda - Substituirá importações de US$ 50M por investimento de US$ 3M, transferindo a produção de três modelos hoje brasileiros; elevará nacionalização a 75%; exportará moto peças para o Brasil e AL; OOOO Kia - Situação idêntica à brasileira, com marca representada e, no caso, zerar o déficit de US$ 35M, fazendo superávit de US$ 2,3M em 2012. OOOO Hyundai – Zerar o déficit de US$ 91M, fazer superávit de US$ 55M, exportar farinha de soja, biodiesel, vinho e milho; aplicação de US$ 8M no Centro Nacional de Peças; OOOO Mercedes-Benz - Voltará a produzir caminhões, fomentará exportações, buscará superávit comercial de US$ 57M em 2012; OOOO Porsche - Importará em 2011 valor de US$ 8M (100 veículos) e compensará exportando vinhos e azeites; OOOO PSA - Peugeot e Citroën ampliarão em US$ 600M exportações de veículos para a América Latina e peças para Brasil e França; OOOO Volkswagen - Compensará o déficit de US$ 816M com superávit de US$  538M com aumento e exportações do Amarok. (Roberto Nasser / Foto: divulgação)

Às 10:11

Fusca: paixão eterna!

22 jun

Belo exemplar com teto solar original: carisma já dura décadas

Para você que curte o famoso “besouro”, hoje (22/6) é o Dia Mundial do Fusca. A máquina com motor de 4 cilindros refrigerado a ar, nasceu no dia 22 de junho de 1934. “Volkswagen” o “carro do povo”, começou a ser fabricado no Brasil em 1959 e foi descontinuado em 1986. Numa jogada inimaginável (que provavelmente jamais aconteceu em outro lugar do mundo) ele voltou a ser produzido pela VW em 1993 e saiu de linha em 1996. Isso aconteceu durante a gestão do Presidente Itamar Franco, daí essa última série ser apelidada com o nome do político. Como curiosidade: o último Fusca a ser fabricado foi um modelo mexicano, concluído no dia 30 de julho de 2003. (Foto: divulgação)

Às 9:51

Um pouco da história dos Jeeps que mais sucesso fizeram no Brasil e a paixão de três alagoanos por esse veículo indestrutível

12 abr

   

Lendários modelos marcaram época no Brasil

 

 O termo “Jipe” (aportuguesamento da palavra inglesa “Jeep”, que representa uma sub-marca da empresa norte americana, Chrysler) tornou-se, no Brasil, sinônimo de veículo com desenvoltura fora-de-estrada. O simpático (e praticamente indestrutível) carrinho nasceu no final dos anos 30 e início da década de ´40 por solicitação do Exército dos Estados Unidos. Naquele instante uma concorrência formada por três empresas, Willys-Overland, Ford e Bantam foi vencida por esta última. Com o aumento da demanda por um veículo que suportasse peso e suplantasse, com certa facilidade, terrenos difíceis, Willys e Ford também começaram a produzir seus carros. Há dados que indicam que, durante o pico desse conflito mundial, cerca de 500 Jeeps americanos diariamente eram fabricados (ao custo médio unitário de US$ 730) e enviados para os ´fronts´.  

Linda cena urbana com esse veterano de guerra...

 

   

Da Guerra aos coqueirais - O Brasil importou (e também fabricou) alguns deles por aqui. Basicamente, os modelos Willys e posteriormente, Ford, fizeram – e ainda fazem – a alegria de muitos aficionados pelo País. Especificamente, as versões “CJ3A”, “CJ3B” e “CJ5” foram os que fizeram mais sucesso em terras nacionais. Como dito, os fãs da marca são muitos e, geralmente, apaixonados ao extremo pela conservação de seus pupilos. Numa bela tarde de verão alagoano, desfrutei da companhia de três verdadeiros amantes desse carro. Os médicos Luiz Antônio Tenório de Albuquerque e Luiz Duarte Araújo e o engenheiro mecânico (e construtor, adivinhe: de jipes…), Marco Antônio Gonçalves Pontes, que abriram suas garagens e promoveram despreocupado passeio pela orla de Maceió.  

Marco Pontes, Luiz Antônio (centro) e Luiz Duarte (dir.): turma bacana

 

   

Boas recordações – “Aprendi a dirigir num Jipe 1951 e isso é o tipo da coisa impossível de se esquecer. Hoje tenho um modelo do mesmo ano”, comenta, sorridente, o Dr.Luiz Antônio que tem como hobby, colecionar carros. Com lista extensa no currículo de veículos fora-de estrada, o pacato médico relembra com exatidão de todos que já passaram pela sua vida, dentre eles, Troller, Suzuki Samurai, Jipe Ford CJ5 1976, outro Jipe 1980 (com motor de Maverick 4 cilindros) e por aí vai… “Jipe é carro esquisito e carismático. Até os seus motores ganhavam apelidos: tinha o 4 cilindros ´Continental´ e também o ´Go Devil´, lembra…?”, destaca, se divertindo, Dr.Antônio. 

Jipão 1963 todo inteiro, inclusive com o banco traseiro intacto

 

Minúcia dos detalhes -  Também colecionador de carros antigos e, obviamente, fã dos Jipes nacionais, Dr.Luiz Duarte Araújo divide sua vida entre a rotina do consultório, o convívio com a família e horas e horas dedicadas ao hobby de restaurar e manter carros. Talentoso artesão, Dr.Duarte encanta as pessoas com suas belíssimas (e perfeitas) miniaturas, construídas em paciente labor nas horas vagas. Claro: ele já fez todos os “Jeeps” que foram fabricados até hoje numa escala 25 vezes menor do que a original. Com memória invejável de datas e números, o quieto Luiz Duarte sabe de cor até as séries dos jipes que rodaram no Brasil. “Em 1953 o motor do jipe tinha o apelido de ´Hurricane´. A Willys Overland foi fundada em 26 de abril de 1952 e a partir de 1954 essas maravilhas começaram a ser montadas aqui no Brasil. Já em 1967 a Willys foi comprada pela Ford e o nosso Jipe nacional foi fabricado até 1983”, sorri o médico que tem o histórico da marca totalmente gravado na mente. 

Acredite: esse verdinho aí da frente foi feito em casa, à mão

 

   

Trabalho inacreditável - Para completar o trio, Marco Antônio Gonçalves Pontes também é o que se pode chamar de um fascinado pela história dessa marca automotiva. Engenheiro mecânico, nos últimos cinco anos, Marco realizou um feito, aliás, dois, quase inacreditáveis: construiu na garagem da própria casa duas réplicas idênticas de Jipes nacionais. Um 1951 e outro 1954 que, de tão perfeitos, se confundem com qualquer carro original, mesmo aos olhos de especialistas no assunto. “Fiz para dar de presente ao meu filho e acho que a paixão é que move a gente a realizar esse tipo de coisa. Gosto do Jipe, da sua forma e do que ele representou na história automotiva mundial”, discorre Dr.Marco, que nesse instante está construindo uma cópia exata de um Ford Modelo “A”. 

  

Interior funcional e totalmente espartano

 

Saudade viva - O Jipe no Brasil fez história. Na época da implantação da indústria nacional, era um dos poucos carros ofertados no nosso mercado. Na maioria dos casos vinha, digamos, em ´estado bruto´, com opção de tração nas quatro rodas, banco forrado em plástico, limpador de pára-brisa manual e com a tradicional folga no volante. Sua mecânica, altamente robusta, sempre variou com motores de 4 e 6 cilindros e câmbios de 3 e 4 marchas. Por exigência de mercado surgiram alguns carros com “roupas” diferentes, mas que no íntimo, nada mais eram que Jipes disfarçados, caso da Rural (espécie de SW jurássica), do Jeep “Hippie” (modelo de 1972 com tração 4X2 e que só teve 6 meses de fabricação) e do próprio Aero-Willys, que ganhou a alcunha de “Jeep de gravata”. Um dos mais comentados em Alagoas, chegado em solo Caeté pelas mãos do (então empresário) Dr.Arnon de Mello, foi o Jipinho “Guarassuma”, apelido dado aos modelos 1953/54, que marcaram época rodando pelas esburacadas estradas de terra alagoanas nos anos ´50. Mitológico, adorado, versátil e inesquecível, o Jeep é apenas um Jeep, e isso lhe basta dentro da sua grandeza. 

Curiosidade – A origem verdadeira do nome “Jeep” até hoje é bastante discutida. Há quem diga que o termo surgiu do som das duas primeiras letras do Jeep modelo Ford “GPW”. Em inglês, “GP” soa mais ou menos “gi pi”. Outros dizem que esse “GP” vem de “General Purpose” (“uso geral”, em inglês…). Outra “tese” bastante aceita é a de que “Jeep” foi originalmente usado num desenho animado, como nome de um cachorrinho de estimação do famoso marinheiro Popeye. (Fotos: divulgação FBA)

Às 14:30

Roberto Nasser recebe troféu de antigomobilista do ano

24 fev

Nasser, o pai da desejada "Placa Preta"

 Destaque maior no encerramento do “V ABC Old Car & Parts”, nosso amigo Roberto Nasser, jornalista veterano, advogado e antigomobilista pioneiro no Brasil, recebeu o “Troféu Og Pozzoli de Antigomobilista do Ano 2011”. A eleição foi promovida pelo site paulista www.jornalveiculos.com.br /// Morador da Capital Federal, Nasser mantém às próprias custas o Museu do Automóvel de Brasília, que reúne rico acervo de veículos fabricados no País. Antigomobilista incansável quando se trata da preservação da história dos automóveis. Várias leis de proteção aos veículos antigos (como a Placa Preta, por exemplo) foram propostas e defendidas por ele junto ao Denatran. É dele também o projeto que permite a importação, mediante autorização, de automóveis com mais de trinta anos de idade, denominados carros de coleção. (Foto: divulgação)

Às 14:12

Dia Nacional do Fusca: saudosa homenagem ao veterano

20 jan

Fusquinha: como sempre, em evidência

Viva o Fusca! – Gostas do Fusquinha? És fã do mais amado e famoso automóvel do mundo? Pois saiba que hoje (20 de janeiro) é o Dia Nacional do Fusca. Para dar ênfase à data especial, a turma do “Fusca Clube Alagoas” irá se reunir (como de costume) na frente do (desativado) Alagoas Iate Clube, o famoso Alagoinhas, a partir das 20h, exibindo várias versões deste querido Volkswagen. Se tiver um, leve-o para expor também. Caso contrário, vá admirar um pouquinho da história automotiva nacional. //// Linha do tempo – Também em janeiro comemora-se outro marco na vida do Fusca no Brasil. No dia 3 de janeiro de 1959 o Fusquinha começou a ser produzido com um índice de nacionalização de 54%. //// Você sabia? – Que dentre as tantas versões do Fusca, existiram algumas bem estranhas? O Fusquinha saiu “anfíbio” (com capacidade para navegar), com câmbio automático, com suspensão McPherson independente e com molas espirais e, acredite: teve até Fusca movido a gasogênio (lenha!) e também com óleo mineral, ambos utilizados na 2ª Guerra Mundial. (Foto: divulgação)

Às 18:44

Reed Exhibitions Alcântara Machado e Automóvel Clube do Brasil anunciam Salão de Automóveis Antigos para 2011

22 dez

Antigos se amplificam no Brasil

 Em franca ascensão no mundo inteiro, o antigomobilismo além de provocar suspiros de satisfação nos apaixonados pelo tema, a cada dia rende milhões em negócios. E no Brasil a coisa não acontece de maneira diferente. Nos últimos dez anos, carros antigos valorizaram mais do que imóveis, dólar, ouro e até ações. É negócio rentável e, como qualquer outro, se for feito por quem entende e de maneira bem executada, funciona. Na esteira dessa realidade, vários eventos ligados ao tema começam a tomar porte maior. Nesta quarta-feira (22/12), a Reed Exhibitions Alcântara Machado e o Automóvel Clube do Brasil, anunciaram a realização do “Salão Internacional de Veículos Antigos” (Siva), que ocorrerá entre 24 e 27 de novembro de 2011, no Pavilhão de Exposições do Anhembi, em São Paulo. O evento temático terá exposição de carros, motocicletas, barcos e aviões antigos, além disso, promoverá desfiles de veículos e até um leilão do gênero. (Foto: FBA)

Às 18:56

Encontro de antigos em Gravatá: sempre uma boa surpresa!

4 nov

Bentley S1 (1956): melhor carro da mostra

Promovido anualmente pelo Clube de Automóveis Antigos de Pernambuco, o “Encontro Pernambucano de Veículos Antigos” (EPVA), também conhecido como “Encontro de Gravatá”, chegou à sua 7ª edição com o mesmo sucesso de sempre: bom número de público visitante e uma exposição que beirou à duas centenas de carros antigos. A mostra dessa vez congregou cerca de 50 colecionadores e aproximadamente 180 modelos distintos, expostos de maneira organizada por marca e época. //// Jóias nos jardins – Como habitualmente acontece, a exposição é organizada nos jardins do Hotel Portal de Gravatá, estabelecimento localizado às margens da pista que liga Caruaru à capital pernambucana, Recife. A agradável Gravatá fica localizada no agreste do Estado de Pernambuco e tem como característica principal o clima ameno na maior parte do ano. No inverno, os chalés dos hotéis da cidade realizam verdadeiros micro-festivais de queijos e vinhos, degustados sob um aprazível friinho. Muitas vezes apelidada de “suíça nordestina”, Gravatá, em épocas passadas, foi reduto de descanso de comerciantes de açúcar. Em 2010 o evento começou no dia 30 de outubro e se estendeu até 2 de novembro. //// Atrações – Não pela quantidade de peças expostas, mas, pela qualidade e surpresa de encontrar alguns raros veículos, a viagem já vale à pena. De Maceió até o citado local da exposição são exatos 248 quilômetros. Em 2010 o acervo teve muita coisa repetida, mas…, para quem gosta do tema, rever algo bonito e atrativo é sempre uma sensação de renovada alegria. O peculiar encontro no coração do agreste nordestino pode render surpresas inimagináveis. Foi por lá, no ano passado, por exemplo, que vi pela primeira vez um imponente “Tanque de Guerra” fazendo – literalmente – o chão tremer! Um monstruoso veículo bélico com motor Mercedes-Benz e escapamento único para aquela carroceria, foi a grande atração de 2009. Agora em 2010, um raríssimo Sunbeam Talbot Suprema (do fim dos anos 40), que eu particularmente jamais havia visto ´ao vivo´ nem mesmo em Araxá (MG) ou até em Peeble Beach (Monterey, Califórnia), lá estava a chamar atenção. Este compacto carro inglês é remanescente de produção pequena, feita no pós-2ª Guerra. Pouco tem de atrativo em suas linhas, no entanto, é peça rara e interessante em qualquer evento do mundo. //// Outra jóia que lá estava brilhando, foi um Bentley S1 de 1956. Todo negro e com estofamento bege claro, impecavelmente restaurado, virou uma das estrelas da mostra. Mesmo ao lado de um enorme Cadillac preto conversível (1961), o Bentley manteve a imposição. O belo automóvel que chega para ampliar o acervo alagoano pelas mãos de Mário Raul Leão, venceu o concurso rendendo ao proprietário o troféu “Best of Show 2010”, algo como o melhor da exposição. Assim como Og Pozzoli e Roberto Lee (antigomobilistas mais tradicionais do País), Mário Leão é um dos precursores do colecionismo de veículos antigos no Brasil. //// Outras surpresas – Outra raridade que Gravatá expôs foi um impecável Fordinho Modelo “T”, o legítimo “Ford Bigode”. Para quem gosta dos lendários esportivos, um lindo Chevrolet Corvette 1959, dois Porsche 911 e um Ford Mustang lá estavam a servir de colírio. //// Mais brilho! Gravatá pode até não impressionar pela qualidade ou quantidade dos carros expostos, mas merece todo o respeito e reverência por simplesmente existir e proporcionar bons momentos aos visitantes. Entre os carros nacionais, várias surpresas. Por exemplo: um Fusca “pé de boi” bastante intacto também foi carro raro e pouco exibido em exposições do gênero. Um belo TL azul, um Fusca de 4 portas “Zé do Caixão” e um lindo Karmann-Ghia branco (exposto à venda por R$ 150 mil!) representaram muito bem a Volkswagen. Do colecionador Cláudio Raposo, três belos Simcas (ex-integrantes do acervo dissipado de Rubens Hay Júnior) também compuseram a elegância do ambiente. //// Resumidamente…, esta é a quarta vez que vou a Gravatá ver carros antigos e jamais me arrependi. Em boa companhia do jornalista Ricardo Lêdo (autor das fotos desta matéria), lá compareci mais uma vez. Se você ainda não foi e gosta do tema, prepare-se para o ano que vem. Sempre terá, no meio dessa bela parte do agreste, alguma surpresa que te fará sorrir. Além desses citados, sinalizo aqui outras máquinas do evento: Opala Diplomata 1992, Opala Luxo 1969, Chevrolet BalAir,  GM Caravan 1979, Mercedes-Benz 240D (1974), Veraneio e picape GM C-14, Jeeps antigos do Exército Brasileiro, Corcel II L, Corcel GT, Studebaker Champion, Mercury 1939, DKW Vemag, VW SP-2, Lótus Elan, Opala SS, entre outros. Abaixo, veja algumas fotos do evento, sob o clique do fotógrafo Ricardo Lêdo. (F.A)

Às 18:50

Troféu “Best of Show” ficou com Alagoas

4 nov

Mário Leão: renomado antigomobilista

 O alagoano Mário Raul Armando Leão, um dos precursores do antigomobilismo nacional, é uma das figuras mais queridas do meio. Mantém acervo pequeno, mas de grande qualidade em Alagoas. Na exposição de Gravatá 2010, ganhou o troféu “Best of Show” com o seu impecável Bentley S1 de 1956.