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Às 14:25

Com o motor 326 Otto Vu Fiat, a história seria outra…

31 dez

Fiat Otto-Vu, quase motor da Simca. Se tivesse vindo para cá, teria mudado o cenário

Quando, em 1976, a Fiat veio para o Brasil, tecnologicamente o fez em grande estilo: seu produto, o 147, era o mais avançado, com invejável administração de espaços, inteligente como o estepe no compartimento do motor e este, moderno, pioneiramente colocado em posição transversal. Entretanto, pouca gente sabe, tentou vir antes e em idêntico avanço técnico com motor de 8 cilindros dispostos em “V”. Era o modelo Otto Vu, coração do Projeto 326, de autoria do brilhante Dante Giacosa, construído na Fiat Carrozzeria Speciale, suspensões independentes nas 4 rodas, linhas por Luigi Rappi, um dos designers do Simca Vedette III, o nosso Simca Chambord.

Um automóvel dez anos à frente do mercado, daí seu insucesso comercial. Tinha motor V8, 2.000 cm³, comando no “V” central acionando duas válvulas por cilindro, dois carburadores Weber 36DCF  e produzia 110 hp a 5.600 rpm. Como Siata, 127 hp a 6.600 rpm. Superava os 200 km/h. Falamos do princípio da década de ’50 e esta potência e velocidades só foram atingidas no Brasil na década de ’90. Em 1956 a Simca, francesa, porém meio Fiat, resolveu vir ao Brasil fazer o Vedette II em fim de linha. A marca italiana aderiu: planejaria o empreendimento e forneceria o motor Otto Vu. Fariam um misto quente. Desistiu. A Simca resolveu vir só, com a versão mais moderna de automóvel e a mais antiga de motor, também V8, origem Ford, 2.400 cm³, modestos 84 hp, fraco para o conjunto. Mantido o motor Fiat Otto Vu talvez a história de nossa indústria automobilística fosse outra. Um motor novo e performático instigaria os demais concorrentes a atualizar-se, substituindo o cenário de então, quando nossos veículos eram movidos por engenhos muito antigos e superados. (Roberto Nasser / Foto: divulgação)

Às 19:15

VIII Encontro de antigos em Gravatá: Alagoas ganha prêmio com um belo Fordinho “A”

26 out

Fordinho "A" 1929, do antigomobilista Ênio Barbosa: prêmio merecido

Quem não foi, perdeu a festa e quem compareceu, viu belas raridades. O já tradicional “Encontro Pernambucano de Veículos Antigos”, famoso “Encontro de Gravatá”, em sua 8ª edição, reuniu interessantes veículos entre os dias 21 e 23 de outubro. Organizado pelo CAAPE (Clube de Automóveis Antigos de Pernambuco), que tem como presidente, Paulo Bompastor, a mostra mais uma vez congregou mais de 200 carros (230 para ser exato). No total foram 160 colecionadores e antigomobilistas inscritos. Como sempre, o encontro em Gravatá expõe algumas raridades que não são vistas em outros lugares.

Lincoln Continental 1933 conversível: linda raridade do Governo de Pernambuco

Dessa vez, um belo Lincoln Continental conversível de 1933 (pertencente ao Governo do Estado de Pernambuco e somente exposto à visitação no Palácio das Princesas) estava por lá decorando a aconchegante cidade. Grupos do Maranhão, Rio Grande do Norte, Paraíba, Bahia e Alagoas também expuseram suas máquinas. Lindos carros fabricados entre as décadas de 20 e 70 deram o tom do evento. A premiação aconteceu no sábado e Alagoas fez bonito. Com um belíssimo exemplar de 1929, um Ford “A” criteriosamente restaurado, o antigomobilista Ênio Barbosa foi o grande vencedor na categoria “Vintage anos 20”. Veja a seguir o resultado geral da premiação: “Pós-Vintage anos 30 até a 2ª Guerra”, Mercury conversível 1941 (de Cláudio Raposo-PE); “Pós Guerra anos 1946 a 1960” (Willys Jeep Ster 1950, de Agérico Vaz-PE); “Anos 1961 a 1970” (VW Karmann Ghia conversível 1968 de Agérico Vaz-PE); “Veículo Nacional até 1981” (VW SP2, de Adryano-RN); “Comerciais, utilitários e picapes” (Ford 1925, de Antônio Carvalho-PE); “Master Regional FBVA” (Lincoln Continental conversível 1933; do Governo do Estado de Pernambuco) e “Best of Show” (Dodge Charge fastback 1967 de Jorge Cirne-BA). (Fotos: divulgação CAAPE)

Às 20:19

Festa de antigos nos 125 anos da Mercedes-Benz

6 set

Amostra do MB&Friends: “Asas” à vontade

A área de Clássicos – departamento da Mercedes-Benz – coordenou monumental encontro de clubes incentivados pela marca, reunindo cerca de 2.000 Mercedes antigos e clássicos no aeroporto Tempelhof, em Berlim. Mercedes-Benz & Friends durou o final de semana passada, e atraiu 200 mil pessoas, superando o vento, chuva e baixa temperatura, desfilando pela imponente construção e seu antigo pátio de estacionamento de aeronaves, e entre os veículos, ouvindo colecionadores, muitos dos quais dirigiram milhares de quilômetros em seus automóveis para dizer presente à reunião. Cláudio Martins, brasileiro, ex-restaurador em Fortaleza (CE) e Petrópolis (RJ), morando em Portugal, é exemplo. Com Mercedes W126 300SD, – sedã quatro portas, carroceria grande, motor diesel – 1981, marcando 260.000 km no hodômetro, cruzou a Europa para os dois dias de encontro. Festa de colecionadores, supervisão da fábrica, desenho diverso das mostras habituais, de pequenas coleções, explicando a ausência de raridades, carrocerias especiais, porém, com realce às duas dezenas do modelo 300 SL do fim dos anos 50, os famosos “Asa-de-Gaivota”, e maior quantidade dos SLR, conversíveis nele inspirados, os mais desejados da marca – no Brasil há cinco unidades de um, meia dúzia do outro, ambos raros e caros. Feira de peças, acessórios e automobilia, não houve. A Mercedes toca de maneira imponente sua operação no setor: mantém fantástico museu e o Classic Center, onde repara veículos antigos da marca, aconselha, vende peças, tudo calçado por desenhos técnicos e gente altamente especializada. Daí, o grande ponto de vendas ser o trailler da marca, com itens de qualidade e preço honesto. No periférico, DJs, parque de diversões para o público infantil. A marca germânica aproveitou o show promovendo test-drives para exibir equipamentos de segurança – ABS, ESP, controle de tração – e com o Smart elétrico: rodaram 3.500 quilômetros em dois dias! Expôs também carros de corrida da principal categoria européia, a DTM, e os AMG, com desenvolvimento esportivo de fábrica, e exibiu seus cinco míticos Flecha de Prata, das décadas de 30 e 50. Carros com história, gente parte dela, Jutta Benz, bisneta de Carl Benz, e a Baronesa Ewy Rosqvist-von Korff, primeira mulher a vencer rallye de expressão mundial, o GP da Argentina, em 1962, com Mercedes 220 – motor 3.0 injetado.

Primeira >> Apesar de, numa mesma época, muitos inventores terem criado veículos que dispensavam os cavalos, andando por meios próprios, em 29 de janeiro de 1886, Carl Benz obteve a primeira patente de veículo a motor, uma charretinha com três rodas. Logo em seguida, Gottlieb Daimler, com veículo assemelhado (uma carroça sem cavalos) em quatro rodas. As duas pequenas empresas, com o mesmo propósito, só vieram a se juntar na década de 20, fundindo logomarcas: a coroa de louros de Benz e a estrela de três pontas de Daimler. A festa era para comemorar 125 anos do automóvel. Anders-Sundt Jensen, responsável pelas comunicações da Mercedes-Benz Automóveis traduziu a sensação da diretoria feliz pela manifestação e presença de tantos admiradores da marca. Do Brasil, José Roberto Ramos de Azevedo e Frank Berger, do clube Mercedes em São Paulo. (Roberto Nasser / Foto: Edita DF)

Às 16:39

Pebble Beach Concours D´Elegance: a nata do antigomobilismo

2 set

Belíssima (e muito premiada) Mercedes Special Roadster

Não é a maior, mas é a melhor. Se você tem alguma paixão por carros antigos, admira, coleciona ou apenas quer observar de perto, programe-se para qualquer dia desses freqüentar o charmoso encontro “Pebble Beach Concours D´Elegance”.

Raridades: 25 das 37 Ferraris 250 GTO construídas estavam lá

A 61ª edição ocorrida agora em 2011 (como sempre na Califórnia) é o que há de mais elegante e primoroso no antigomobilismo. Não estranhe: o vocábulo ´antigomobilismo´ há tempos foi incorporado ao Dicionário Houaiss. A mostra se repete há mais de meio século e no mesmo lugar. O buraco Nº 18 do campo de golfe do imponente Hotel The Lodge (incrustado na baía de Pebble Beach, discreta praia localizada entre as cidades de Monterey e Carmel) comporta anualmente – sempre no mês de agosto – exatos 200 automóveis antigos da melhor qualidade. Dois pontos a se ressaltar: em todos esses anos o acervo jamais se repetiu e o local é um dos poucos a oferecer a oportunidade de se ver, por exemplo, algum carro de 1917 em estado de “zero quilômetro” como se tivesse saído da linha de montagem no dia de hoje.

Charme inglês: incrível Rolls-Royce com capô lapidado em alumínio e aço

Os norte-americanos são perfeccionistas e adoram preservar a história da mobilidade humana sobre rodas. Não há quem chegue (nesse ramo) ao mesmo patamar de qualidade. Para agradar a pessoas que querem ver, além de uma preciosa restauração automotiva, vez por outra eles expõem algum veículo com cicatrizes reais. É a famosa ´pátina do tempo´, muito apreciada por colecionadores argentinos de carros antigos, que valorizam esse tipo de característica.

Detalhes incríveis de acabamento nesse outro Mercedes

Brilho constante >> No ano passado, momento em que também fizemos a cobertura por lá, a edição outra vez foi especial. Além dos 60 anos de aniversário do próprio encontro, a Alfa Romeo completou 1 século expondo, senão todos, os mais especiais modelos de rua já fabricados em série (ou apenas protótipos) e também seus históricos carros de corrida. Agora em 2011, mais celebrações: a Jaguar comemorou os 50 anos do lendário ´E-Type´ e a Ferrari também apagou 50 velinhas para um dos seus mais festejados bólidos. Para se ter uma idéia do poder de congregação e do esmero da produção do evento, das 39 Ferraris 250 GTO construídas, 22 estavam por lá (lado a lado) sendo emolduradas pelas águas do Pacífico. Um deleite para quem tem gasolina nas veias.

Juízes possuem ‘olhos de águia’ em análises criteriosas

Visitar esta mostra é uma coisa tão impactante que causa uma espécie de distorção no olhar. Há tantos carros incríveis que é difícil conseguir ver todos os detalhes. Em 2010, por exemplo, lá estava (pela 1ª vez fora da garagem do seu colecionador) a única Ferrari com “rabo de peixe” que foi feita experimentalmente pela empresa Ghia em parceria com a marca italiana. Para quem curte a Fórmula Indy, num setor especial, uma rara chance (que não mais se repetirá, dada a política da festa): todos os carros campeões da categoria estavam lá e funcionando…

Momento raro: ao centro, Sir. Stirling Moss e à direita, John Surtees

Estrelas >> Agora em 2011, no meio de tantas jóias móveis, presenças ilustres: os mitológicos (octogenários e fantásticos) pilotos Stirling Moss e John Surtees lá estavam a conceder entrevistas, dar palestras e participar do movimento, acreditem, guiando alguns de seus mais velozes carros. Ouvir o espetacular ronco do Mercedes-Benz 722 de Moss, que bateu recorde e venceu a edição da Mille Miglia de 1957 ainda com todo vigor (como diria o slogan da propaganda do cartão de crédito) ´não tem preço´… Observar veículos com faróis de cristal com molduras da mais nobre madeira ou ver modelos que traziam como acessórios de fábrica, malas da Louis Vuitton, também não tem preço. Outra estrela que adora carros e tem uma linda coleção, Jay Leno, astro do “The Tonight Show” na TV americana, expôs apenas um dos seus maravilhosos automóveis.

Raro Fiat 8V, o famoso “Otto Vu”, um dos modelos mais interessantes

A viagem é cara e longa. Se tens disposição para encarar muitas horas de vôo com algumas conexões e escalas (geralmente via Miami e Los Angeles), Pebble Beach pode ser a sua praia. Durante a semana que acontece o evento, os preços dos hotéis chegam a quadruplicar, daí, uma estada diária pode chegar a custar 400 dólares (ou mais!). Obviamente, reservas antecipadas minimizam esses valores, mas, mesmo com taxas tão elevadas, a diversão vale muito à pena, pois Monterey e Carmel transformam-se no ponto mais badalado de carros antigos (e novos também) do mundo. Não raro, serás acordado por algum ronco de um Camaro dos anos 70´ ou um Lamborghini com motor original.

Um Lola com mais de 400 cavalos prontinho para acelerar em Laguna Seca

Atrações periféricas >> Além dos imaculados (duzentos) exemplares antigos da exposição nos gramados de Pebble Beach, os entornos de Monterey se transformam no ápice da luxúria automotiva. Na entrada da própria exposição, marcas famosas exibem seus últimos modelos para os clientes abastados. Jornalista credenciado não paga ingresso. Afora a imprensa especializada, qualquer um tem que desembolsar 200 dólares para assistir ao show entre 10 da manhã e 5 da tarde, apenas no domingo. Carros exóticos, desfiles de gente bonita e rica. O ar cheira a champagne e charuto. Lindas mulheres exibem chapéus, jóias, roupas de sêda e magros cães Galgo. Vale tudo para se destacar por lá.

O leilão da Quail Lodge mostrou lindas peças, como esses raros F-5.000

Ao redor do furacão, incríveis leilões como os das firmas Quail Lodge, RM Auctions, Russo & Steele e Goodwing movimentam milhões. Um investidor pagou exatos 16.39 milhões de dólares numa Ferrari Testa Rossa! Inacreditável, não?

Há, também, o ´Concorso italiano´, originalmente uma ótima idéia que reunia num só lugar um mar de Ferraris e outros ícones italianos, como Alfa, Fiat, Lancia, Lamborguini e Maserati. Hoje, já não tão seleto quanto antes, abriu as porteiras e loteou áreas mesclando outras marcas e perdendo a interessante essência inicial. O ingresso custa US$ 130 para quem quiser ver, principalmente, as jóias de Enzo Ferrari.

Obra de arte: esse motor de Ferrari merece ser exposto numa vitrine

Para quem gosta de Porsches, BMWs, Fórmula 1… >> Trono de grandes disputas, portal de incontáveis emoções, o autódromo de Laguna Seca é, provavelmente na opinião da maioria, o momento mais especial dessa movimentada semana em Pebble Beach. Inimaginável acreditar que no meio de um lugar inóspito, numa fazenda com terra árida, haja tamanha vida automotiva. Ali, exatamente 1.000 automóveis de corrida revezam-se em espetaculares baterias de 10 voltas proporcionando pegas alucinantes para o delírio dos fãs.

Contabilizei racional e emocionalmente: foram os 90 dólares mais bem pagos da minha vida. O ingresso dá direito a ver um dia cheio de corridas que começam com carros dos anos 1920 (!!) preparados para a pista e com pilotos vestidos a caráter. Não há atraso. Dez minutos após o término de uma bateria (de 10 voltas), outra corrida de categoria diferente recomeça a festa. Difícil não se emocionar vendo Porsches dos anos 60´, BMWs, Lolas, Fórmula 1, Bugattis, Lamborghinis e toda espécie de veículos de corridas que você já imaginou ver na sua vida. Todos funcionando e acelerando pra valer! Havia até uma Ferrari 250 GTO (avaliada em 25 milhões de dólares!) exibindo o seu ronco monumental. Para quem ama máquinas e motores, programa imperdível e emocionante em alto grau. Detalhe: o autódromo de Laguna Seca oferece o melhor cachorro-quente dos Estados Unidos. Com uma Coca-Cola geladinha, a brincadeira fica por 12 dólares.

Negócios e diversão: exposição de material decorativo para garagens

Transpiração histórica >> Incrível caleidoscópio metálico, instigador dos sentidos e colírio para os olhos, a semana do ´Pebble Beach Concours D´Elegance´ é uma massagem na alma de quem gosta de automóveis. Aquele pedacinho da Califórnia é o melhor entre o que pode haver de máximo nesse tema. Nos 125 anos da comemoração da criação do automóvel, a Mercedes-Benz, inventora do primeiro triciclo motorizado – e precursor de tudo o que há até hoje – mostrou belos exemplares. Além dos clássicos alemães, outro (italiano) raro carro a ser percebido em olhar mais atento: um Fiat Otto Vu (8V) novinho em folha, vermelho escuro, contrastava com o gramado (homenageando, sem saber) as cores da bandeira italiana. Lindos carros a transpirar elegância, charme e preservação histórica. (Fotos: FBA)

Às 19:13

“Woodies”, a febre americana dos anos ´40 e ´50

31 ago

Feitos com a parte traseira da carroceria sempre trabalhada em madeira de primeiríssima qualidade, os “Woodies”, famosos SWs (station wagon) geralmente feitosa partir de carros da Chevrolet, Packard, Plymouth, e Mercury, fizeram amplo sucesso nos Estados Unidos nas décadas de ´40 e ´50. Hoje os modelos antigos, além de ainda bastante cultuados, são colecionados a peso de ouro no mundo inteiro. Veja abaixo alguns lindos exemplares dessa linhagem de carros exóticos.

O que seria: um Bentley exótico ou simplesmente um Volvo…?

Bela máquina tem roupagem distinta

Exato símbolo americano: um Woodie com uma prancha de surf de madeira

Vou arriscar: Mercury SW V8 de 1938

Lateral em madeira: gosto duvidoso para uns e orgulho para outros

Woodie compacto, coisa rara naqueles tempos

Nesse caso, uso contido da madeira

Um belo Plymouth intacto com sua imaculada beleza

Veja que a suspensão aqui está ligeiramente rebaixada

Esmero no acabamento e tradição americana de "pic-nic"

Charme transbordante nesse belo conversível

Modelo é amplamente procurado por colecionadores, e vale muito!

A imponência desse Packard é do tipo: me respeite que eu sou mais velho!

Aqui, um Woodie "tunado" e com cores inusuais

Às 18:11

GPS – Um giro pelo mundo sobre rodas

30 ago

Tendência – Marrom escuro, verde musgo, vermelho e lilás – todos em textura fosca – são cores em alta na Califórnia, EUA. Ao contrário do Brasil, com cores pouco variadas e ainda com o preto e prata mantendo a ditadura, os americanos adoram carros diferenciados.

Falando nisso – Que diferença brutal do (bêbado) trânsito brasileiro para o movimentadíssimo – e educado – fluxo geral californiano. Na baía de Peeble Beach, cercanias da aconchegante Carmel, vários cruzamentos nem precisam de semáforos. Não por falta de movimento e sim por cessão da vez de quem chega primeiro aos limites dessas confluências de ruas. Antes disso: idosos ao volante têm preferência geral em qualquer situação.

Curiosidade – Nos Estados Unidos, o “Stop” escrito nas placas de trânsito rege que o condutor deve parar completamente antes de prosseguir viagem. Nada de diminuir a velocidade e seguir em frente. Desobediência gera multa imediata.

Imperdível – Se gostas de carros antigos e algum dia pense em vê-los enfileirados na melhor exposição de clássicos do mundo… programe-se para ir à mostra californiana “Peeble Beach Concours D´Elegance”. Sucesso pleno há 61 anos, o evento exibe à beira do Oceano Pacífico, 200 veículos da melhor qualidade. Este ano, por exemplo, das 39 Ferraris GTO construídas nos anos 1950, 22 estavam enfileiradas numa situação que não mais se repetirá.

Uma delas – Após anos de batidas, arranhões e glórias obtidas em pistas de corrida, foi arrematada por investidor discreto no charmoso leilão da Goodwing por (acredite) 16 milhões de dólares! Bela Ferrari GTO, com o número 18 estampado na carroceria, agora em garagem particular esperando o preço subir.

Não há – Nos últimos 13 anos, segundo pesquisas especializadas no tema, nada que tenha valorizado mais do que carros antigos: nem ouro, nem dólar, ações, imóveis ou coisa que o valha.

Cena comum – Mesmo sem ser do ramo, agora virou costume vigente (principalmente nos Estados Unidos, aonde não há juros de poupança): sujeito com dinheiro sobrando, investe em carros antigos. Após (médios) 700 dias na garagem, tem cotação até 30% aumentada.

Dojão 1976: raro ´muscle car´ brasileiro está bem valorizado

Eu que o diga… – Quem diria: comprei no fim dos anos 80 um modesto Dodge Charger RT (ano 1976) por menos de R$ 3.500 (valor corrigido). Preço de mercado hoje: entre R$ 55 e 75 mil!

Fusquinha Itamar: se bem conservado, pode valer mais de R$ 20 mil

Outro caso – Fusca Itamar (séries entre 1994 e 96) em estado excepcional tem tabela no mercado paulista variando entre R$ 18 e 26 mil. Dá pra acreditar?

Às 9:44

Carrinhos californianos: Ford Bronco e Fiat Abarth

24 ago

Ford Bronco: ícone americano imortal

Também ´de bobeira´ nas ruas de Carmel (Califórnia), um Ford Bronco sem capota todo arrumadinho. Ícone norte americano, o Bronco foi produzido oficialmente entre 1966 e 1996, quando foi descontinuado após cinco gerações. Utilitário muito versátil, ainda é um dos símbolos americanos de força e imponência nas pistas (principalmente off-road). A máquina já utilizou até chassi de caminhão encurtado e as opções de motores eram vastas, indo de 4.9 a um 5.7 litros, todos V8. ////

Modelito estranho ostenta marca Fiat Abarth

O outro carrinho, fotografado por mim no “Concorso Italiano” (evento que também acontece em Monterey na mesma semana do “Peeble Beach Concours D´Elegance”, agora em agosto) é uma carroceria especial da Fiat, pelas características, construída nos anos 1960. O interessante ´quase hatch´ tem proporções bem definidasO tempero vem da Abarth, divisão da marca italiana que cuida de apimentar alguns modelos até hoje. (Fotos: FBA)

Às 18:09

Da série “Carrinhos da Califórnia”, um MG ´A´ de 1957

23 ago

Máquina dos anos 1950, pronta para um rally!

Poucas palavras para você poder apreciar esse belo exemplar de 1957. Paradinho numa rua da pacata cidade de Carmel, interior californiano, esse lindo MG A pronto para participar de um rally urbano. A máquina na época vinha com motor de 4 cilindros (1.622 cm³) e entregava potência de 93 cv.

Design criativo atrai colecionadores

Esteticamente, um belo automóvel conversível com linhas bem definidas. Até hoje, um clássico muito procurado por colecionadores do mundo todo. (Fotos: FBA)

Às 16:18

Ferrari 250 GTO será homenageada em Peeble Beach, Califórnia

4 jul

Melhor evento de carros antigos do mundo fará exposição de 20 desses belos carros italianos

Boa na pista: venceu todas as importantes corridas de sua época

Por sua beleza, valor histórico e, claro, alta performance, os carros da Ferrari sempre são reverenciados em todo o mundo por estarem entre os mais rápidos e exóticos esportivos. A “250 GTO” é considerada por muitos especialistas como a melhor Ferrari já fabricada. Para comemorar o 50º aniversário deste modelo, mais de vinte desses exclusivos automóveis de corrida estarão expostos no “Pebble Beach Concours d’Elegance 2011”, mostra de veículos antigos mais importante do mundo, realizada anualmente na Califórnia, Estados Unidos.

Linhas tão belas que merecem uma poesia apaixonada...

Apenas trinta e seis exemplares da Ferrari 250 GTO foram originalmente produzidos, bem como dois GTOs denominados de “330” com motores de maior capacidade. Todos estes carros bastante exclusivos já foram convidados para o encontro americano e mais da metade já confirmaram presença. Alguns deles foram adquiridos por um valor médio de US$ 30 milhões nos últimos anos.

Aqui uma curiosa variação de desenho de carroceria

Opinião – “A Ferrari 250 GTO é um dos grandes carros esporte de corrida de todos os tempos. Esse GTO ganhou todas as provas importantes do mundo por cerca de três anos consecutivos, o que é um grande feito considerando-se outras relevantes marcas que corriam na época”, ressalta Ed Gilbertson, Juiz Chefe do ´Pebble Beach Concours d’Elegance´.

Freios eficazes para uma jóia que chega a valer US$ 30 milhões!

Histórico de sucesso – Em sua estréia na famosa prova “12 Horas de Sebring” em 1962, o americano Phil Hill e o belga Olivier Gendebien ficaram em segundo lugar na classificação geral com uma Ferrari 250 GTO tendo à frente “apenas” uma outra Ferrari 250 TestaRossa, carro de corrida ainda mais apurado. Este foi o começo do sucesso da 250 GTO, que incluiu vencer o “Internacional Campeonato GT de Fabricantes” instituído pela FIA (Federation Internationale de L’Automobile’s)  por três anos consecutivos, de 1962 a 1964. A Ferrari 250 GTO ganhou, também, o “Tour de France” (1963 e 1964), o “Tourist Trophy” em Goodwood (1962 e 1963), os “1.000 quilômetros de Nürburgring” (1963 e 1964), a “Targa Florio” (1962, 1963 e 1964) e ainda as famosas “24 horas de Le Mans” em 1962 e 1963.

Interior espartano: só o essencial para o piloto

Por dentro da bela máquina – Baseado na Ferrari 250 GT “SWB Chassis”, o 250 GTO evoluiu de um carro de teste experimental denominado “250 GT Sperimentale”, em 1961. Com esse carro, o lendário piloto Stirling Moss obteve uma vitória e um quarto lugar (na classificação geral) em Daytona. A produção do modelo começou mais tarde nesse ano. Tanto o primitivo “Sperimentale” quanto os outros (das séries I e II) da família 250 GTO estarão expostos em Pebble Beach. Ed Gilbertson enfatiza que apenas um destes carros de produção limitada permanece em sua condição original construtiva e, mesmo assim, por se tratar de um carro de corrida, ele também recebeu uma leve restauração devido a alguns danos acontecidos nas provas. Provavelmente este será a grande estrela entra as Ferraris expostas no famoso “Buraco 18” do campo de Golf do “The Lodge Hotel” em Pebble Beach.

Deus existe (e deve ser italiano): olha que beleza esse motor V12!

Como nasceu a lenda? – Enzo Ferrari, fundador da marca italiana, designou o engenheiro Giotto Bizzarrini como o responsável maior pelo desenvolvimento de um carro fora dos círculos normais da Ferrari. O Comendador Enzo exigiu que o veículo fosse construído em completo segredo. Bizzarrini começou aliviando o peso e reforçando o chassi de uma SWB 250. Depois mudou o motor para atrás do eixo dianteiro, melhorando assim a distribuição de peso. Ocorre que, no outono de 1961, Bizzarrini e uma série de outros funcionários deixaram a empresa. Posteriormente, Enzo Ferrari colocou nas mãos do engenheiro Mauro Forghieri e de Sergio Scaglietti a missão de completar o 250 GTO. A partir daí a nova equipe melhorou o V12 de 2.953 cilindradas adicionando os cabeçotes da TestaRossa, adotando válvulas maiores e dando vazão ao fôlego da máquina com 6 carburadores Weber de corpo duplo! A receita ampliou a potência para 300 cv. Outro detalhe importante é que as definitivas 250 GTO tiveram a transmissão de quatro velocidades substituídas por uma caixa de câmbio manual de cinco marchas, todas sincronizadas. A 250 GTO contou na época com muitas tecnologias já familiares a Ferrari, como estrutura tubular soldada à mão, suspensão dianteira independente, freios a disco e rodas raiadas. O interior do esportivo sempre foi extremamente básico para manter o peso do carro o mais leve possível. Não havia nenhum isolamento acústico e o painel de instrumentos, apesar de espartano, era bem completo, contando com um enorme conta giros central e mais manômetros de pressão de óleo, temperatura do motor, etc…

Lenda exposta nos jardins do Hotel The Lodge, na Califórnia

Sobre o “Pebble Beach Concours d’Elegance” – A primeira edição desse nobre evento foi realizada em 1950, sempre nos arredores das cidades de Carmel e Monterey, na Califórnia, especificamente nos jardins e no campo de golf do elegante The Lodge Hotel. A mostra tem crescido todos os anos e já se consolidou como a melhor do ramo no mundo. Apenas os carros antigos mais bonitos e raros são convidados a aparecer no famoso “Buraco 18” do “Pebble Beach Golf Links”. Nos encontros, a organização do evento arrecada milhões de dólares em doações que são destinadas à caridade. Outros eventos incluem o “Pebble Beach Tour d’Elegance (um lindo passeio dos carros expostos) que é apresentado pela Rolex e há também os leilões promovidos por Gooding & Company. Visite o site www.pebblebeachconcours.net (Fábio Amorim, com participação especial de Dan Smith / Fotos: divulgação)

Às 18:21

Grande Lindóia

30 jun

Fúria GT, do brasiliense Ton Vilas Boas, nacional 1° colocado, exposto em Lindóia

O melhor encontro nacional de peças, automobilia, serviços e os muitos periféricos deste rico universo, voltou a ter edição na estância termal de Águas de Lindóia, interior paulista. Incontável número de fornecedores em pequenas tendas, grandes comerciantes em espaços cada vez maiores, apresentação de veículos, como o Lobini Special White, pequena série branca, e do Americar Jaguar XK 120 Coupé, premiado como destaque. De automóveis, muitos, num leque de qualidades e pretensões. Da ilha de Rolls-Royces, e hots, streets, boas restaurações, outras nem tanto, caminhões enfeitados, a três exemplos especialmente atrativos: dois ingleses Allard, esportivos pós-guerra utilizando motores norte-americanos; um Fiat-NSU, série fugaz do carro italiano montado na Alemanha; e um Kaiser Carabella, montagem argentina IKA pela IKA, a Willys-Overland de lá. Raros, valeram a festa.

A vocação de Lindóia e seu encontro estadual é o congraçamento pela feira de peças, a maior do país, onde o olho treinado pode achar uma grade de Nash 1952, ou o vendedor dar a palavra para encontrar o que não existe, como um prometido manual de proprietário de Puma 1975. Temperatura agradável, fria nas extremidades do dia, quente na metade; incapacidade da estância em absorver os visitantes em estacionamento; alimentação; policiamento; hospedagem; preços inflados em homenagem à grande festa que espraia os visitantes de outros Estados pelas cidades vizinhas, o Encontro de Lindóia é uma referência, e o espírito do evento supera os percalços.

Critérios flexíveis, julgamentos próprios, quantidade industrial de prêmios, teve pelo menos uma escolha incontroversa, a de Melhor Nacional, distinguindo o Fúria GT, belo exemplar de carro entre meia dúzia de unidades para corridas, construção pelo mago Toni Bianco. Pertence ao advogado brasiliense Ton Vilas Boas que reúne invejável coleção de nacionais em inquestionada exação. O Encontro Paulista mudou a data para envolver o feriado de Corpus Christi e se há ponto a melhorar é a falta de envolvimento da administração da cidade, que não retribui bons serviços aos visitantes que lhe provém o fim de semana com faturamento recorde.

O jeito argentino de ser – O desencontro das trocas comerciais entre Argentina e Brasil, e a casuística paralela, com dúvidas de conteúdo, cobranças de emolumentos internos, com o troco nacional de suspender a renovação automática das licenças de importação, tiveram efeito positivo na Argentina: o país exigiu equilíbrio entre os dólares das importações e das exportações. O jogo duro deu certo, e montadoras e importadores assinaram termos de equilíbrio cambial, implementando nacionalização, fomentando exportações de itens inteiramente diversos do segmento de transporte, como frutas, óleo de soja, vinhos… Na prática os argentinos implementam a atividade industrial interna – ao contrário do Brasil. Um quadro mostra o negócio assim: Alfa Romeo - Assume um projeto de presença no mercado argentino Exportando US$ 11M. OOOO Chery - Zerar o déficit de US$ 38M em 2010, fazer superávit de US$ 22M em 2012, realizando exportações e aumentando compras internas de autopeças argentinas e uruguaias. OOOO Fiat - Investirá R$ 600M para fazer um novo modelo (o Siena), maquinário agrícola, duplicará exportações em 2012, gerará 3.400 empregos diretos e indiretos. OOOO Ford - Aumentará exportações em 70%; fará novos modelos; montará os motores diesel para picapes Ranger, fará maiores compras domésticas. OOOO GM - Reverterá déficit de US$ 500M; investirá US$ 200M, e criará 600 novos empregos; OOOO Honda - Substituirá importações de US$ 50M por investimento de US$ 3M, transferindo a produção de três modelos hoje brasileiros; elevará nacionalização a 75%; exportará moto peças para o Brasil e AL; OOOO Kia - Situação idêntica à brasileira, com marca representada e, no caso, zerar o déficit de US$ 35M, fazendo superávit de US$ 2,3M em 2012. OOOO Hyundai – Zerar o déficit de US$ 91M, fazer superávit de US$ 55M, exportar farinha de soja, biodiesel, vinho e milho; aplicação de US$ 8M no Centro Nacional de Peças; OOOO Mercedes-Benz - Voltará a produzir caminhões, fomentará exportações, buscará superávit comercial de US$ 57M em 2012; OOOO Porsche - Importará em 2011 valor de US$ 8M (100 veículos) e compensará exportando vinhos e azeites; OOOO PSA - Peugeot e Citroën ampliarão em US$ 600M exportações de veículos para a América Latina e peças para Brasil e França; OOOO Volkswagen - Compensará o déficit de US$ 816M com superávit de US$  538M com aumento e exportações do Amarok. (Roberto Nasser / Foto: divulgação)